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domingo, 17 de agosto de 2014

A religião e a BESTA humana

Contribuição do escritor Ezio Flavio Bazzo

Campanha contra a carnificina de Gadhimai, o ‘festival’ religioso onde se massacra 500.000 animais
http://www.publico.es/actualidad/538615/campana-contra-la-carniceria-de-gadhimai-el-festival-donde-se-mata-a-500-000-animales
Búfalos, cabras, cordeiros, pombos e todos os animais que estejam ao alcance das mãos desses crentes fanáticos são mutilados ou executados a cada cinco anos no Festival Gadhimai, de Nepal; o ritual religioso com animais mais sangrento do mundo.
Durante todo o mês de novembro de 2014, Bariyarpur, ao sul do país asiático, será o cenário de uma nova carnificina em que 500.000 animais serão executados em honra da deusa hindu que dá nome ao evento; um acontecimento para o qual estarão reunidas cerca de cinco milhões de pessoas que consumirão bebidas alcoólicas e executarão os animais a golpes de facas e facões.
Existem no mundo muitos outros festivais religiosos com sacrifícios de animais, mas este é o mais sangrento de todos, no qual mais animais são mortos, denuncia ao jornal Público (da Espanha) Javier Moreno, cofundador de Igualdade Animal, lembrando que o festival "tem longa tradição", e que na última “celebração”, em 2009, executaram 200.000 animais, em um evento em que o próprio Governo nepalês destinou fundos públicos.
Para evitar a continuação desta barbárie, Igualdade Animal e a organização Last Chance For Animals lançaram esta quarta-feira (13 de agosto de 2014) uma campanha mundial na qual exigem ao Governo do Nepal que tome alguma medida sobre o assunto. Até a meia-noite de terça-feira já haviam conseguido mais de 8.100 firmas, que pretendem usar como elemento de pressão enquanto se aprofundam em seus contatos com as autoridades do Nepal. Não é que as conversações sejam esperançosas, mas, pelo menos, desta vez, estão nos escutando, afirma Moreno.
O cofundador de Igualdade Animal insiste em que a organização "respeita a liberdade religiosa", mas tenta evitar por todos os meios este novo massacre que se baseia "na justificativa da tradição"... Ele lembra ainda, que a petição oferece outras alternativas "como oferecer um pouco de sangre à deusa, algo que não implique uma tamanha matança de animais".
Matar animais para, supostamente, conseguir saúde e prosperidade
"Os participantes acreditam (como todos os crentes) que matar estes animais trará a eles saúde e prosperidade. A cerimônia começa com os impiedosos esfaqueamentos dos búfalos, nas patas traseiras, para depois decapitá-los. Tudo isto feito diante de crianças, que presenciam o massacre.", relata Moreno.
Os animais - que posteriormente servirão de alimento - são comprados em diversas localidades, e muitos são transportados desde municípios distantes, em péssimas condições, para depois assistir a sua própria execução.
A campanha saiu à luz esta quarta-feira em oito países (entre eles Índia e EUA) com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre este tipo de práticas tão bárbaras, que a cada ano tiram as vidas de milhares de animais em todo o planeta.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O sacrifício de cachorros na periferia de SP e a cachorrada humana

Difícil entender por que a mesma população que se arquejou de espanto e em vômitos com a descoberta de um matadouro clandestino de cães e de gatos na periferia de SP não está nem aí para os abatedouros públicos de vacas, cabras, porcos, galinhas, rãs, coelhos, faisões etc. Paradoxalmente, esses mesmos hipócritas que se escandalizaram com a natureza do negócio e com o tipo de carnificina são os mesmos que estão todos os dias em fila diante dos mercados e dos açougues para comprar peles, sangue e tripas de porcos, costelas de bezerros, coxas e corações de galinhas, miolos, fígado e língua de bois. Repito: para comprar pele, fígado e língua de bois! Ora! E, além disso, foi exatamente essa gentalha que fez escárnio e escândalo sobre o cardápio e sobre o canibalismo dos tupinambás! Outra hipocrisia, pois é evidente que quem come um pato laqueado seria capaz de comer uma criança laqueada. Que quem come um bode ou um porco no espeto, dependendo das circunstâncias, seria capaz de fazer um churrasco com um irmão, um primo, o pai ou um vizinho. Então, em quê os coreanos e os outros orientais que encomendavam e consumiam as carnes e as vísceras de cães e de gatos capturados nas ruas e assassinados, seriam mais bárbaros e mais desprezíveis do que os que devoram uma ou duas vacas por ano? Dez ou doze frangos por mês? Meio porco a cada fim de semana? Quilos e mais quilos de caranguejos a cada veraneio e dois ou três perus a cada natal? Até uma criança de cinco anos seria capaz de perceber que a voracidade patológica, a ausência de ética e o mau caráter desses personagens são exatamente os mesmos. Um idiota com quem conversava sobre o assunto me dizia: Mas não comer cachorro e nem gato é lei! Lei? A lei é mais desprezível ainda. Vejam o que diz o texto da tal lei: [Animais domésticos, aqueles de convívio do ser humano, dele dependentes, e que não repelem o jugo humano (e que não repelem o jugo humano) não podem ser criados para o consumo]. Ou seja: aquilo que não for domesticável pode ser devorado!
Ezio Flavio Bazzo
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