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sábado, 18 de abril de 2015

Uma frase sobre os sacrifícios com animais

Do livro simplesmente brilhante que acabei de ler:

trecho do livro: Para antes que a gente vire pó  (breviário de errância) e é do autor Ezio Flavio Bazzo.
"Perguntem pois ao asno ou ao carneiro de Abraão ou aos viventes que Abel soube oferecer a Deus: eles sabem o que lhes ocorre quando os homens dizem 'eis-me aqui' a Deus, e depois aceitam sacrificar-se, sacrificar seu sacrifício ou perdoar-se"

Jacques Derrida (Em O animal que logo sou)

O livro, que logo - assim que o tempo não me matar e me permitir - mostrarei aqui no blog com toda atenção que merece, chama-se
 Para antes que a gente vire pó  (breviário de errância) e é do autor Ezio Flavio Bazzo.

***

Se antes eu não tinha a menor dúvida de que ele era o melhor escritor do país, agora então, tenho toda a confiança em afirmar! Este livro é maravilhoso.
O  uso e exploração de animais é uma canalhice que acontece em diversas culturas, povos, em toda a parte da Terra. É uma vergonha uma pessoa usar um outro ser para expurgar seus pecados, sua infâmia, sua fome.
Considerando que os céus nunca nos ouvem - basta olhar para o lado - milhões de seres morrem em vão, em meio ao mais perverso silêncio de quem poderia fazer algo a respeito e nada faz.
E o pior de tudo são aqueles de quem se esperaria alguma resposta, algum auxílio, e estes, por medo de uma mão invisível - que inexiste - se borram nas calças, e nada fazem, negam, por medo de um castigo, de uma praga. Seu castigo é viver na mediocridade, é negar ajuda, é ser conivente com o mal. Seu destino é estar sempre ao lado da vilania, é compactuar com o sangue e com a dor do outro.
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