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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Brizola, o grande político brasileiro é lembrado em grife de camisetas


Estátua de Brizola junto ao Palácio Piratini
O dia em que fui conhecer o Memorial da Rádio da Legalidade.
Ideias e palavras de ordem de Brizola inspiram grife de jovens da Baixada

Do site http://deolhoseouvidos.com.br/
Leandro Resende

Rio - Guilherme Guaraciaba, 18, começa neste ano a cursar História na universidade. Seu sonho é ser professor para voltar ao Ciep Laís Martins,onde estudou, e mostrar aos alunos quem foi o ex -governador do Rio Leonel Brizola. Até lá, ao lado de outros jovens, incumbiu-se da tarefa de divulgar as ideias do ex-governador do Rio e o trabalhismo: em Duque de Caxias, a garotada ressignificou o slogan 'Brizola na cabeça', bordão da campanha eleitoral de 1982, e transformou o líder do PDT em estampa de camisa. Todos eram crianças quando o político faleceu, em 2004, mas, para eles, Brizola jamais saiu de moda.

A ideia da grife surgiu em 2013, durante as manifestações iniciadas em junho por conta do aumento do preço das passagens de ônibus. "Incomodava ver todo mundo com aquela máscara do Guy Fawkes (personagem eternizado pelo filme 'V de Vingança')", conta Natália Barbosa, 22. Em 2014, ela e outros membros da Juventude Socialista do PDT de Caxias começaram a produzir as estampas. Algumas trazem o rosto de Brizola, outras fazem referência à educação, uma de suas principais bandeiras em vida, e há as que lembram a luta contra a ditadura militar e da turbulenta relação do ex-governador com a Rede Globo.

A maioria dos seis jovens estudou em Cieps, materialização do sonho de Brizola e Darcy Ribeiro em ver crianças e adolescentes estudando em tempo integral com qualidade. "Cheguei a pegar o tempo em que tinha dentista e médico para atender os alunos. Hoje não tem mais", lembra Josiane Gomes, 22.

Disputa pelo legado do brizolismo

Pelo menos na retórica, o legado do brizolismo é eterna disputa dos políticos fluminenses.
Os criadores da grife em homenagem à Brizola dizem que não há nenhum político capaz de preencher o vazio deixado pelo ex-governador.

O maior problema da grife está na família de Brizola: neta do político, Layla entrou em contato com a rede social onde as blusas foram comercializadas e ameaçou processar os jovens por uso indevido da imagem. Seu primo, o vereador Leonel Brizola Neto, discorda. "Quanto mais usarem a imagem do meu avô, melhor. É bonito ver a juventude querendo conhecer o meu avô, mesmo depois de tantos anos dele morto".




xxx


Para ler sobre minha emocionante visita ao Memorial da Rádio da Legalidade, entre aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/07/memorial-da-legalidade-uma-homenagem.html

Obs minha.: Os Cieps teriam mesmo salvado o país. O problema é: quais são as elites que aceitariam um povo sem ignorância, passando todo o tempo longe de casa, portanto longe de focos de vícios, fome e trabalho infantil? Longe do retardamento mental provocado pela TV? 
Claro que isso e mais um monte de "subversões" que o grande Brizola queria provocar neste país jamais aconteceu e jamais acontecerá. Porque as elites não querem e porque o povo mesmo, e sobretudo a classe média, não pretende.
Neste país, quanto mais picareta, mais desejado e mais apto um político está a governar. Quanto mais íntegro e honesto, mais longe o povo prefere manter do governo. Mas não se engane: isso tudo foi minimamente calculado. E todos ou boa parte, aderiu, achando que as ideias eram suas.
Brizola jamais será esquecido. O país é que não o mereceu. Mesmo que hoje, a maior parte das pessoas ouça falar em "Legalidade" e pense que se está a falar sobre maconha, seu legado é de uma importância incalculável.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A presidenta passa mal e o circo esta montado

Um povo que tripudia em cima de futilidades, ninharias, enquanto coisas importantes estão acontecendo, é manipulado até os ossos. É carregado para todos os lados. E portanto, parabéns, à toda mídia controladora, pelo excelente trabalho, de enganar esse monte de trouxas.
A Dilma passou mal no debate. Ela é uma senhora. Presidenta da república. O outro candidato não tem nada a perder. Já foi chamado até de franco-atirador, pois vem traçando uma linha nítida de 'avanços', de um terceiro lugar até o primeiro.
Alguém me lembrou hoje da época do Itamar. O Brasil estava uma merda, uma inflação nas nuvens, (hoje não existe inflação, quem reclama não lembra) mas a única coisa que importava era uma calcinha.
De novo, a mulher, a buceta, a humilhação.
O povão, mas não só o povão, quer se divertir às custas de misérias alheias. E todo mundo embarca numa boa. E poucos, mas nem tão poucos assim, pensam, pensam muito, que isso não é o mais importante.
Por que será que ainda não apareceu um bocudo, um corajoso, para dizer que DEBATE é uma tolice?
Que é um show apenas e serve para o povo se divertir, ficar torcendo para seu próprio time e desqualificando o adversário?
A mídia jamais vai fazer isso. Por que ela fica semanas preparando essa palhaçada, falando nisso, armando o circo, colocando os galos para a briga e depois, ainda coloca títulos esdrúxulos nas capas de jornais, como os que eu li hoje pela manhã.
Eu jamais participei de debates na causa animal. Geralmente o outro lado é um covarde. Foge das perguntas, fala asneiras, quer dar uma de galo e ainda por cima, desqualifica sempre. Já presenciei debates em que o oponente, um famoso vivisseccionista, saiu da sala depois de tecer ofensas. É uma disputa apenas.
O que é exposto ali é a capacidade de oratória, coisa que não me interessa. E não deveria interessar.
Eu já dei aula a anos. Sei falar muito bem. Sei escrever, sei conversar. Não me interessa manipular, convencer. Tenho nojo disso. O bom administrador não precisa 'falar bem'. Ele precisa administrar bem. Ele precisa ser bom presidente. Honesto. Ele precisa fazer o que Lula (sim, tem lá seus defeitos: apertou a mão do Sarney, do Collor, etc) fez.
E aliás, para os que acham que 'Dilma fala mal', se o que importa é um que fale bem, escolham da próxima vez, qualquer psicopata que os convença e fale o que você quer ouvir.
Me contaram que fui chamada de 'mal educada' por mulherzinha, mas pode crer, quem me inspira é muito melhor que eu!
E por falar em nojo, por que será que os REIS DA CARNE querem doar em torno de R$ 94 milhões de reais, (uma empresa, apenas para dar um exemplo) e ela elegeu em torno de 378 deputados federais e ao menos 24 dos 27 senadores?

E eu tenho que ler coxinhas no faicebuke (eu não perco tempo lendo, me contam), dizendo que podemos mudar tudo neste país por meio do voto. Isso o votante disse indignadíssimo, pois não podia tolerar uma vidraça quebrada pelos blak blocs.
O ilusionado nunca parou para pensar que a vida dele é controlada por rádio, TV, jornais, muitos destes veículos são de deputados, por revistas manipuladoras, por campanhas financiadas, por mil vidraças estilhaçadas em sua própria vida, mas muito pior, na vida de gente humilde, que provavelmente ele não se importa, pois se se importasse, não viveria metido dentro de uma 'rede-social' que nao acrescenta nada.

Pobre da gente do Nordeste, que além do preconceito que sofre normalmente o ano inteiro, sofreu humilhações de toda a sorte por ter elegido Dilma, vindo de gente que vota, que se acha superior.
Vamos supor que Dilma estivesse menstruada. Aposto que essas mesmas mulheres, que espezinharam os nordestinos, só por esse motivo votariam no candidato. Por que o macho é mais preparado, não sangra. "Ah mas tem mulheres e mulheres para se votar" me fala sempre as mulherzinhas e os coxinhas de plantão. Tenho sorte de ter ao meu redor mulheres pedreiras, feministas, porradonas e homens de fé. E, nas minhas 'pesquisas de opinião' todos eles votam em mulher. E votam em boas mulheres e são respeitáveis. E são respeitadas.
Agora, como tem mulher que vota em homi.
E não é só no centro do país que o preconceito impera. Mais de um já me falou contra os nordestinos durante minha existência. Como se, pertencer àquele Estado fosse um tipo de desgraça, e pertencer a este fosse uma espécie de bênção. Nas propagandas políticas daqui também se insinuou isso, que é para atingir esse tipo de pessoa.
E, o que temos é um monte de homens no poder. E não é qualquer tipo de homem não. Escolheram a dedo.
 
E, como prêmio, o sujeito honesto, o guerreiro, é esquecido, é alvo de deboche, "fugiu do país vestido de mulher", diziam os manipulados da vez!
Sim, otário, querem te fazer acreditar nisso. Os que ficaram no país eram covardes, torturadores. O subversivo foi perseguido pela ditadura imposta por quem hoje inventa mentiras para te iludir, e teve que fugir. Mas inventaram essa mentira para o desqualificar. E foi tão bem contada que hoje, qualquer taxista conta essa piada, rindo.
Não sabe que ele está rindo dele mesmo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sintoma é quando ignoram o mais importante

Publicado no site De Olhos e Ouvidos, a homenagem a Flávio Tavares e o comentário sobre o silêncio da mídia logo a seguir.
Agora eu me pergunto, o que leva a esse silêncio brutal, essa mania de puxar saco de uns e outros...mas silenciar quando alguém merece ser reconhecido, lembrado, lido?
E as mulheres onde estão? Por que elas não abrem o bico, não levantam as saias, não constroem as 'bases'? Ai não tem nada a ver com o assunto? ãHã. Tamo sabendo do trabalho feito por Maria do Rosário lá, nos Direitos Humanos, e antes, caçando os abusadores de crianças, etc, um ótimo trabalho! E de como tentaram minimizar seu discurso e diminuí-la com atitudes rasteiras e machistas.
Por que essa horda ditando o que todos devem fazer, ler, escrever, e pensar?
Que medo é esse? Não. Eu não quero saber a 'opinião' de ninguém. Quero mais ações, mais pensamentos e um bom tanto de revolta, sim senhorAs.
Flávio Tavares recebe Título de Cidadão de Porto Alegre

Foi também o homem que 'matou Dom Vicente Scherer' no mais célebre trote jornalístico do rádio que se tem noticia (Olides)

Vereador Pedro Ruas - proponente da homenagem

A Câmara Municipal concedeu, em Sessão Solene realizada nesta sexta-feira (26/9), o Título Honorífico de Cidadão de Porto Alegre ao jornalista Flávio Aristides Freitas Tavares. A proposta foi elaborada pelo vereador e presidente da sessão, Pedro Ruas (PSOL), que afirmou que a homenagem visa "dar reconhecimento a um dos nomes mais importantes do jornalismo gaúcho".

Pedro Ruas leu um trecho de um dos livros escritos por Flávio, intitulado Memórias do Esquecimento, e disse que jamais irá esquecer aquelas palavras: “O choque elétrico é a primeira dor profunda, mas a grande humilhação, símbolo da derrota e do ultraje, é despir-se. É o momento de mútua corrupção entre vítima e algoz”. O vereador explicou que Flávio sofreu na carne as técnicas usadas pela polícia para incriminar os inimigos do regime militar. "A tortura, os choques elétricos, o pau-de-arara e depois o exílio."

Segundo Ruas, Flávio sempre foi um cidadão do mundo, e agora está se tornando um cidadão de Porto Alegre. "Esta Casa se orgulha de oferecer ao Flávio o maior título que um representante gaúcho pode receber: o título da cidadania", afirmou o vereador, que comparou a homenagem a eventos históricos realizados pela Câmara, como a Abolição da Escravatura antecipadamente à abolição nacional, em 1884, e a restituição de mandatos de vereadores de Porto Alegre cassados pela ditadura Militar.

Militância e cidadania

Flávio Tavares descreveu a sua vida desde o momento em que veio para Porto Alegre, para complementar os seus estudos, até os dias atuais, narrando também os momentos históricos pelos quais passou durante a Campanha da Legalidade, em 1961, e o exílio durante a ditadura militar. "Por muito tempo não tive nacionalidade e, atualmente, tenho várias. É irônico mas este fato retrata os momentos em que eu não pude me apresentar como cidadão brasileiro", afirmou.

O jornalista ressaltou a importância da atuação militante e política dos jovens, pois, segundo ele, se este sentimento de manutenção da democracia plena se perder no horizonte deles, "desastres" como os golpes militares podem ocorrer novamente. "Fico feliz de ser considerado um cidadão de Porto Alegre e quero com isto levar as minhas histórias de militância política e jornalística a todos aqueles que acreditam que o exercício da cidadania é a única forma de assegurarmos que o Brasil seja uma país livre e democrático".

Trajetória

Flávio Tavares nasceu em 12 de junho de 1934, na cidade gaúcha de Lajeado. Em Porto Alegre, formou-se em direito na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (Pucrs, em 1959. Naquela época, era reconhecidamente um militante político que buscava melhores condições de vida para a sociedade, organizando entidades estudantis, disputando comandos e formulando projetos de mudança social. Militante político no período da Legalidade, em 1961, tornou-se amigo do então governador do Estado gaúcho, Leonel Brizola, convivendo com ele no Brasil e no exílio e tornando-se um dos seus mais credenciados biógrafos.

No início dos anos 1960, Flávio foi um dos poucos jornalistas brasileiros a conviver com o guerrilheiro Ernesto Che Guevara, que, mais tarde, seria objeto de um de seus livros. Após o golpe militar de 1964, Flávio foi perseguido pelo regime que se instaurou no país, sendo exilado do Brasil, para onde retornou somente com a Lei da Anistia, de 1979.

Para o vereador Pedro Ruas, "a extraordinária experiência de Flávio Tavares teve intensa influência na sua atividade principal, o jornalismo, assim como esta teve influência em toda a sua maneira de ver e contar a realidade". O proponente lembra ainda que os trabalhos jornalísticos do homenageado são reconhecidos nacional e internacionalmente, servindo como referência literária os seus livros Memórias do Esquecimento e O Dia Em Que Getúlio Matou Allende.

Estiveram presentes na homenagem o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, e o procurador-geral de Justiça, Ivory Coelho Neto, além de familiares de Flávio Tavares.


VEREADORES E ZH IGNORAM HOMENAGEM A FLAVIO TAVARES

Olides, deste uma de jornalista preguiçoso. Sobre a homenagem que a Câmara Municipal prestou a Flávio Tavares, na semana passada, publicaste apenas o release oficial. Um bom repórter que lá estivesse teria registrado pelo menos dois fatos inusitados. Um único vereador esteve presente, Pedro Ruas, o proponente do título de cidadão de Porto Alegre. Os demais edis onde estariam? Provavelmente, em campanha eleitoral. Mas não faltaram antigos colegas e amigos, como Carlos Bastos, Ibsen Pinheiro, Batista Filho (presidente da ARI), Antônio Oliveira, Guido Moesch, Ayres Cerutti, os poetas Armindo Trevisan, Fernando Castro e Maria Carpi, mãe de Carpinejar. Outro fato que causou estranheza: nenhum representante da Zero Hora - um diretor, editor ou sequer um repórter - prestigiou o colunista que ocupa, todos os domingos, um espaço nobre do jornal.

ABs, AGoulart
Fonte: http://deolhoseouvidos.com.br/

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Memorial da Legalidade - Uma homenagem a Brizola e ao Rádio

Sou rádio ouvinte de Ondas Curtas, principalmente. Tenho em casa o raro Transglobe, em perfeito funcionamento, presente da minha sogra. Minha mãe ouvia Ondas Curtas, Ondas Médias e AM.
No rádio amador há praticamente homens. Mas foi minha mãe quem me ensinou a ouvir Ondas Curtas. E então minha sogra também ouvia.
Nas ondas curtas internacionais as notícias são neutras, totalmente diferentes das veiculadas por aqui. Música e cultura são completamente diferentes do que se conhece por aqui.
À parte do rádio em si, também há a minha paixão pela antiguidade, pelos rádios antigos. Minha mãe me deu o rádio dela de ondas curtas, mas eu tinha pena de deixá-la sem seu rádio preferido, então o devolvi, de modo que hoje, só tenho fotos dele, então, se alguém quiser conferir, podem achá-lo aqui.
Fui no Memorial da Legalidade porque admiro Brizola.
Numa terra em que todo homem se considera macho, mas que muita coisa não passa de bravata e um forte culto aos patrões, Brizola foi quem enfrentou os militares sem medo e disposto a lutar. Admiro sua coragem e tenho certeza, hoje mais do que nunca, que o Brazil não mereceu este homem. Tinha nas mãos um grande político, mas jogou fora. Hoje muita gente usa seu nome e eu tenho nojo disso. Meu pai era seguidor de Brizola. Minha sogra o admira. E eu também.
 Estamos acostumados a andar pelas ruas batizadas com nomes de militares, escravagistas, torturadores, sem vergonhas, paus nos cus que ferraram o povo mas são homenageados pelas autoridades com estátuas e nomes de praças, mas como é raro um nome de rua ir para uma pessoa disposta a combater a injustiça.
Por isso quando desci neste memorial, estive no túnel do tempo, ali mesmo, ouvindo as vozes daqueles que fizeram parte importante, foram perseguidos, e usaram o rádio, este instrumento que eu amo.
O rádio está presente na minha vida. Eu tenho aqui em casa três rádios de ondas curtas, já captei código morse, rádio amador, e outras escutas malucas, como as misteriosas estações de números que tive o prazer de ouvir na Serra Gaúcha, rádios de toda parte do mundo e já troquei contatos por carta e pela Internet com várias delas. O Japão é tão organizado que possui serviço em português e envia a programação para mim. Muitas rádios de ondas curtas internacionais transmitem em diversas línguas, incluindo o português. Estão todas conectadas na Internet, óbvio.



 


















 Este é o verdadeiro. Recuse imitações.

Muita coisa ainda a ler, sobre o admirável estadista, espionado até mesmo pelos Estados Unidos, visto que apoiaram o golpe de 64.
Meus cumprimentos, grande Brizola!
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