quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Para conversinha de ex

 ou suas consortes
 ou para qualquer um que já vai se achando, meu recado.

Escuta, baby, seu umbigo não é o Sol.
Embora às vezes alguém goste de incensar ali.
E eu, por diversão, goste de provocar as vaidades de quem as tem de sobra.
E os homens, não os que leem meu blog, pois são os inteligentes, mas cá para nós: alguns outros.
Como é chato alguns caras que puxam assunto comigo. A primeira ou segunda coisa que perguntam é se sou casada. Puxa, já uso um sinal na minha mão esquerda. E, quando a conversa é virtual, tenho no meu perfil bem claro, escrito "casada" e outras descrições sutis.

Esta pergunta é extremamente ofensiva pois parece indicar que, conforme minha resposta, a conversa irá se bifurcar em dois caminhos diferentes.

E, fico chateada, não por mim, pois não me interessa esse tipo de conversa, deixo o simplório sozinho. Mas, me choca saber que, sou casada há quase dez anos e,

nada mudou!

Isso é um indício de várias coisas.
Um, as mulheres ainda se contentam com isso.
Pois se os caras ainda acham que essa conversinha atrai algum tipo de continuidade, seja para amizade ou algo mais, é porque tem gente que adora.
Não tem como ser amigo de alguém que não leu nada sobre você, que pergunta coisas banais, mesmo que isso esteja escrito em todo o lugar! Mas deixa de perguntar coisas importantes.

Dois, os homens não seduzem. E ninguém se importa. As mulheres gostam de sedução. Na verdade todos gostam, mas ninguém se importa mais. A carência fala mais alto.


E, o que considero mais importante e grave: qualquer demonstração de afeto, conforme o tipo de pessoa, já é visto com maus olhos. Se você trava amizade com um homem, pronto. Já tem gente que acha que você está querendo dar para o cara. Já tem homem que acha que você está a fim. Não meu filho, ninguém está a fim. Hoje a mulher faz o que quiser, ri alto, puxa assunto, fala palavrão, é sensual sem querer dar para ninguém. E, pode ser casada e, ao mesmo tempo conversar com outro homem.


Estou lendo um livro maravilhoso sobre sedução. Mas não é aquela bobagem de mulher se vestir de enfermeira para conquistar o marido de cuecão.

Note que a maioria dos libros com a tag "sedução" é isso: a mulher se preparando para conquistar, nunca o contrário. "Vista uma lingerie (o mercado está cheio delas), dance maravilhosamente, faça cursos, etc". Eu amo calcinhas provocantes, fio dental amor, adoro dançar, não faço o tipo de ser contra isso não, mas:
Não se acha um livro ensinando o macho a ser menos grosseiro, a enviar flores, a ser educado e observador.
Se tem mulher que não acha isso importante, ok, que bom, pois a mulher tem toda a liberdade de gostar do que quiser sim. Só que eu acho e homem para mim, só se for assim. Senão, solteira.
Não, é um livro que fala sobre como ser sedutor, para ambos os sexos. E sedução, para este livro (e para mim), não significa sexo, nem se detém apenas a namoro. A sedução se aplica além disso. É um jogo de delicadezas, é ser observador, educado, etc.
O livro tem mais de 600 páginas e é um livro para se usar a inteligência e a astúcia. Está para além da arte, amizade, a sedução existe na política e encanta em todo o lugar.
Eu ainda não sei se irei falar sobre o livro, pois estou lendo-o ainda.

Mas me incomodou muito essa coisa frívola de papinho perscrutador, enquanto existe um mundo de possibilidades (amizade, claro está) que pode existir entre as pessoas, sem nenhuma malícia. Mas, quem quer ser além dessa secura, dessa carência sem fim?

Sempre foi assim. As mulheres reclamam dos homens, mas são elas que selecionam esse tipo de comportamento. Nunca dão um basta. E eles apenas vão lá e aplicam essas "técnicas de conquista" baratas e velhas, na próxima vítima carente que achará o máximo, e parece que quanto mais idiota, mais gente tem para considerar o cara, visto que essas pintas estão sempre com alguém. Portanto, meu recado já está dado.

Um comentário:

  1. Menina! Passei por situação semelhante esses tempos. Tenho um colega que era uma das raras criaturas simpáticas do meu trabalho que me cumprimentavam. Achava legal, porque muitos nem olhavam pra tua cara, até esbarravam e nem davam bola. Bom, até que ele começou a vir com um papo chato, perguntando pq sou tão séria, se eu tinha algo contra ele. Bom, eu nasci séria, tô sempre com cara de séria, e não tô afim de mudar hahaha...
    Ai um belo dia nos encontramos na cozinha e ele veio olhando minhas mãos, procurando algo. Ele disse que estava procurando um motivo para essa minha seriedade. Disse que não usava aliança mas era muito bem casada, aí ficou dizendo que nada impede duas pessoas no trabalho de se apaixonar e se envolver... Falei que aquele papinho eu comia com farofa e mandei passar bem. Nem olha mais para minha cara.

    Sou seria, bem seria, mas quando converso com alguém sorrio bastante, aí ja pensam bobagem afeeeeee maria.

    Normalmente nem comento mais por aqui, mas me identifiquei tanto que previsava contar esse relato, entre tantos.

    Bjão!

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