sábado, 21 de junho de 2014

Dos livros que estou lendo - Vida após a morte

Estou lendo um livro chamado ?De donde vengo? ?A donde voy? que recebi de uma amiga, a Janete, do Vida Universal, um grupo vegano e religioso, da Alemanha. Ela me enviou logo que soube que minha mãe morreu. O livro veio esses dias, em espanhol, que adoro. Gostei muito de sua gentileza.
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O livro é semelhante a um livro que li tempos atrás, Channeling de Jon Klimo, que tratava da canalização, que aqui chamam de mediunidade. O autor de Channeling cita a profetiza do Vida Universal, Gabriele Wittek e também o médium brasileiro Gasparetto, por isso gostei bastante, lamentei pois ele não citou Chico Xavier, o qual li sua biografia.
Simpatizo com o Vida Universal, pois são veganos e justamente pois Janete em visita ao Brasil, em Porto Alegre, nos disse que a religião é um tipo de linguagem, e gostei muito da forma como ela definiu. Ela foi das raras pessoas que respeitou os ateus.
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No Brasil, embora exista uma tolerância com todos os credos, o mesmo não vale para os ateus. Se você se assume ateu, alguns religiosos que um minuto antes falavam em 'respeito', se tornam agressivos.
Arrumam desculpas para suas contradições. O mesmo que fala em não matarás, sai dali e vai matar animais. Tem cínico que até abençoa a carne quando vai comer. Ou fantasiam que o animal está adorando 'se doar para o humano'. O 'Homem' é tudo, (mas todas as pessoas que surtaram comigo eram religiosas). Há sempre uma 'história para contar' sobre por que explorar os animais, sugá-los até a morte.
Um ateu falando é ofensivo. Mas é comum uma afronta e inferiorização entre religiões.
E o pior de tudo em relação à vida após a morte são as explicações para todo tipo de violência contra crianças, os abusos, doenças, tudo tem desculpas, isso até incentiva mais práticas de violações, pois normatiza, consola e inibe a luta e a indignação - o que levaria a busca pela justiça.
De toda a forma, será bom que exista algo além da vida, com certeza. Mas não é meu interesse principal saber disso e acho que o ser humano não tem essa bola toda para saber ou merecer esse paraíso que acha que merece ganhar quando morrer.
Pessoalmente, pessoalmente mesmo, não quero que minha mãe volte, passe de novo por uma vida de sofrimento, venha para um mundo, este ou outro, lutas, mesmo alegrias, mas sempre essa coisa de ir e vir.
Um corpo que já vai morrendo aos poucos. Imagino que o silêncio é melhor. Aliás, tenho quase certeza que meu pai está totalmente em silêncio.
Portanto não aceito ouvir julgamentos religiosos acerca da vida ou o depois da minha mãe pois eu vivi com ela e sei o que ela passou e somente ela sabe o que sofreu desde sua infância até seu último minuto, antes de se desligar daqui.
Mas isso são coisas pessoais, cada um tem sua crença e sua descrença.
E a descrença, ou a esperança são coisas que as pessoas não entendem e não toleram.
Eu tenho esperança, mas não creio cegamente.
Poucas e eu as conheço, entendem que a esperança, também é uma espécie de fé.
{Minha mãe uma vez pediu ao tio dela que a contasse como seria depois de morrer e ele prometeu que voltaria, mesmo que fosse em sonho para contar. Ele nunca voltou e ela desacreditou. Uma forma poética de me contar como ela pensava sobre a morte.}
O Vida Universal é um grupo vegano da Alemanha. Eles são espirituais, acreditam nos evangelhos apócrifos, no Sermão da Montanha e na ideia dos cristão originais, Cátaros, que eram vegetarianos.
Entendo que uma religião que inclui os animais está a um passo da verdadeira bondade.
É provável a existência de Jesus Cristo e acho interessante algumas de suas ideias.
O cristianismo influencia o modo de pensar ocidental, mas não é a única corrente de pensamento.
Conheci uma pessoa religiosa influente com pensamentos quase ateus, e o contrário, pessoa atéia com um pensamento quase espiritual, portanto esse preconceito precisa acabar. Já fui chamada de bruxa atéia e gostei.
E eu penso em usar meu tempo em leituras, em busca de conhecimento sobre o mundo e sobre mim, de forma lúcida e madura. Para que eu possa defender e ajudar pessoas e animais.
O amadurecimento pessoal deve ser buscado no autoconhecimento que dói mais e é o mais longo caminho. Porque você vai percebendo o que vai ficando para trás e se liberta.

"Disciplina é liberdade
Compaixão é fortaleza
Ter bondade é ter coragem"
Renato Russo

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