Esses tempos, uma amiga mandou oito minutos de uma palestra sobre o Facebook e Shakespeare, o que me fez entrar em depressão, sei lá quando vou sair.
Esse palestrante, que depois falou merda sobre quem salva animais, sem ter conhecimento, falou dobre coisas que eu tenho vivido, sobre a solidão, sobre o vazio das pessoas e outras questões. Depois de ouvir aqueles oito minutos, eu saí de casa e fui a uma praça...
Para escrever... e pensar porque a minha vida é assim. Estamos numa sociedade que não entende de coisas profundas e, embora valorize a quantidade de amigos e a aprovação dos outros, tem medo de se relacionar.
Hoje assisti outra palestra, agora completa sobre Shakespeare. É uma apresentação do escritor, cuja obra conheço tão pouco, e depois começa a comparação com os dias atuais, tão vagos e solitários, tão carentes de sentido.
Shakespeare: eu conheci, quando li numa tarde, um livro de poemas de amor... suas poesias me deixaram simplesmente com vergonha! Sim. As poesias atuais são fracas, em face dessas palavras tão penetrantes.
Pois em face dos poemas que tenho lido, esses poemas apaixonados e elaborados me deixaram encantada. São poemas eternos, primorosos e cultos. Não costumo fazer comparações. Como sempre digo, os mortos são melhores.
Shakespeare melancólico, veste-se de preto e assume sua tristeza. Shakespeare gótico!
Ser solitário não é ruim. Solidão nunca foi incômodo para mim. O que incomoda é a indiferença, a futilidade das pessoas, as máscaras e o machismo dos homens e mulheres. O modo como elas valorizam muito mais as coisas masculinas. E como tudo é voltado para os homens, às vezes. Ainda.
De como eu tenho, porque sou mulher, de me esforçar muito mais, para algo meu ser aceito, compartilhado, lido, publicado. De como algo, dependendo do assunto, é mais palatável quando é meu marido que escreve. Mas o mesmo seria se fosse eu que escrevesse? Será impressão minha? Talvez paranoia?
Lembro quando uma determinada crônica minha causou muito alvoroço, teve gente que não aceitou a hipótese de que alguém pudesse falar palavrão, ser 'agressiva' e, para atacar a minha pessoa, taxou, tudo de 'machista' misógino, etc. Para estas pessoas, é inadmissível que uma mulher
entre no mundo literário com modos "masculinos" ou seja, diga o que pense, não se preocupe com o Português de colégio, e a ingenuidade do politicamente carola, e não tenha a mão cheia de dedos para não ofender... Dito isso, não é fácil para essas pessoas aceitarem mulher escrevendo o que quer nesse mundo ainda hoje, em 2015. Foi isso que eu senti, naquela época, no meio de um monte de gente 'libertária'. Minha experiência foi muito boa, pois a maioria das pessoas adorou essa crônica,
mas a desilusão que a realidade me causou foi que também muitos, ainda se incomodam com a posição feminina na literatura, seja por não saber o que é Literatura, por não entender, ou simplesmente porque nas redes sociais, falta inteligência para ler uma crônica, saber do que se trata, e consideram tudo pelo seu viés mesquinho e pouco culto... aí tudo é "machismo", "misoginia" "coisa do PT" ou o contrário conforme os grupelhos, e outros linchamentos típicos de Facebook e redes similares.
Eu hoje mostro um lado meu, frágil, não tenho vergonha disso, de quem está de saco cheio dessa palhaçada que é fingir felicidade nas redes sociais. Nunca fingi nada. Será? Mas cansei de estar no meio dessa maré. Pois às vezes você se pega a quase pensar que está nisso também e que tem que fazer isso, senão não terá nada.
A palestra foi publicada no blog do escritor, de onde me inspiro para escrever, quero ser como ele, sou fã absoluta de seu modo de escrever: http://eziobazzo.blogspot.com.br/
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
domingo, 1 de novembro de 2015
Día de los muertos: o povo que é feliz mesmo diante da morte
Esse libreto é de Guadalupe Posada quem faz os famosos desenhos das Catrinas. São composições de poemas sobre a morte, em tom de deboche e alegria. Significam, no geral, que não importa o que você seja, rico ou pobre, esnobe ou simples, não importa o que você acredite ou não, no final você será uma simples caveira. E nada mais!
É uma raridade, que veio como fanzine. Sempre em dias de Halloween e Día de los muertos, finados, sai das minhas coisas guardadas e vem á tona, para ser relembrado... de um espanhol diferente, antigo e lindo.
Os Mexicanos enfeitam tudo com flores coloridas, a morte pode ser preta, eu também considero-a branca. Mas o roxo é a sua cor preferida. Sempre os mortos ficam, no fim das contas, com essa cor. Dado que, é minha cor preferida. Antes de tudo, o ritual era a única coisa que eu sabia fazer, das poucas coisas, enfeitar algo inerte.
Quando um povo lida tanto com a tristeza, das coisas que ele sabe bem é se despedir.
Neste link aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/dia-de-los-muertos.html falei mais especificamente sobre este dia no México. Mas gosto de fazer aqui em casa o meu altar, visto que sou muito fã de Chespirito e acabei estudando muitas coisas dessa cultura que é tão ligada à morte e às suas raízes antigas.
Não tenho crenças, portanto este altar é como um sacrilégio, heresia, nem mesmo sei o termo correto. Uma mistura de tudo que é coisas que tenho em casa, cada uma com um significado. Nem posso explicar tudo. La Santissima Muerte, essa é a minha santa preferida, uma divindade cultuada no México, e outras coisas curiosas que encontrei e guardei por aí.
Há aqui até mesmo a fotografia de uma defunta, encontrei no lixo, é uma longa história que nem vou contar aqui. Estou escrevendo sobre ela, e seu passado. Foi parar no meu altar também. Afinal, foi abandonada, eu a encontrei...
Aqui as pessoas só tatuam catrinas e usam camisetas da Fridas k. Eu sempre me interessei por todos os elementos do México e acho muito mais interessante outras entidades mexicanas, como o Senhor do Veneno, Jesus Malverde, Santa Morte e outras significações...
Angelines Fernandez, foi atriz, modelo, guerrilheira, ativista contra a ditadura, entre outras personalidades esquecidas, mulheres tão interessantes quanto pouco lembradas e falo hj apenas das mortas...
Chespirito merece todas as homenagens, todo meu carinho e de seus fãs. Só uma pessoa que fez tão bem a tanta gente, pode receber tanto carinho e ser lembrado por tanto tempo, por tanta gente e em tantos lugares.
Meu amor eterno, de todo coração, a esta pessoa tão querida e a todos os seus personagens, queridos atores já mortos.
Este com a foto do Chespirito fica o ano inteiro pois é minha homenagem a ele desde sua morte.
Vejam um altar mexicano onde também se homenageou Chespirito. Muito amor para essas pessoas.
Sobre José Guadalupe Posada e sobre México e suas ligações com a morte assista esse documentário maravilhoso cheio de música:
e a parte segunda:
Algumas postagens que eu fiz sobre essas épocas que eu considero as melhores do ano, antes do Verão. Pois para mim, não há nada mais lindo do que a Primavera, e esse ar sombrio:
Halloween e meu olhar 43: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/10/halloween-e-o-meu-mundo.html
O Día de los muertos, Halloween e Beltane: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/10/o-dia-dos-mortos-halloween-e-beltane.html
Comemorando o Halloween:http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2012/10/comemorando-o-halloween.html
quinta-feira, 29 de outubro de 2015
A reunião das bruxas amigas e meu conceito de amizade
Hoje eu passei na frente de um restaurante e vi algumas mulheres vestidas de bruxas cortando um bolo.
Aquela cena me emocionou bastante. Pois eu não vivo algo parecido com essa confraternização há algum tempo.
Saudade de quem se importa. Eu sou amiga de verdade.
Mas como me decepcionei ao ver ao longo de minha vida, mulheres desaparecendo, lentamente, no sumidouro dos dias iguais, no casamento-instituição, que algumas ainda exibem como único troféu, nas definições parcas de amizade que se desmancham assim que o "motivo" termina: Se consegue namorado, se casa, o bebê nasce, aparecem outras amizades que preenchem mais o status social, etc.
Não importa o quanto na minha vida estive ocupada, sempre existe um espaço online ou presente, para falar com um amigo.
Mas a mulher é foda. Não é só comigo não. Não sou especial, pois já vi mulher verter lágrima pela amiga que desapareceu no pior momento de sua vida. Naquele dia me senti mal, pois vi que estava sozinha não apenas no meu próprio mundo, mas no mundo inteiro, pois esse era portanto, um padrão que se repetia novamente e novamente...
Mulheres são desunidas. Uma mágoa que carrego por ser mulher e, apesar de amar minha solidão, ser gregária e fiel.
A técnica que mais funciona para um sistema ser dominado é provocar nos submetidos a competição e a desunião.
Entre as mulheres não é preciso provocar mais nada.
Alguém que me conhece a muito tempo, disse que meu conceito de amizade é muito elevado. Considero a amizade o sentimento mais nobre de todos, talvez esteja aí o meu erro. Não, não estou errada. Eu li o que os filósofos escreveram sobre a amizade. Eu quero essa amizade. Não quero fragmentos.
Nada precisa ser perfeito, mas não quero merdas.
As mulheres passam a vida inteira buscando a paixão e o amor, não estão talvez, preocupadas em aperfeiçoar a amizade, em mantê-las, em se preocupar com o outro?

E quando as pessoas se isolam na sua vidinha de cidadão autosuficiente? escrevi sobre isso aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html
No show do Ratos de Porão, por exemplo, as duas pessoas que fiz amizade eram de cidades diferentes. Fizeram amizade do nada e eles próprios nem se conheciam.
Hoje fui fazer um exame chato. Ecografia mamária. É desagradável ver um homem passando um bagulho com gel nos seus seios. Sempre tenho a impressão que o cara tá ali se aproveitando de nossa condição de mulher. Só escolho médica mulher, mas não deu dessa vez. Na sala de espera, um monte de mulheres mudas. Até que a chave do armário estragou... todas ficaram amigas.
Não precisamos esperar uma merda acontecer para nos aproximar.
Na época da inquisição, as bruxas escondiam suas crenças e afazeres, justamente porque, se falassem, estavam expondo sua vida. Expor segredos, expor a vida era ameaçador! Ser mulher era um crime!
As próprias mulheres às vezes, foram as que traíram as bruxas, por isso as feiticeiras escondiam a sete chaves seus códigos.
Só que até hoje, ainda existe no ar essa aura de desconfiança.
Não podemos confiar nas mulheres?
Eu sempre confiei. Talvez um dia chegará o momento de parar. Alguém me disse que tenho que focar nas pessoas que me admiram e ignorar quem não merece. Talvez. Mas por que faço o contrário?
Hoje o fenômeno acontece também de outra forma. Poucos querem se envolver. A ameaça é que sua dor a contagie de alguma forma (como se amizade fosse só nos momentos tristes) ou que a sua vida lhe tire a sua alegria (os mesquinhos). Ser solidário está fora de moda.
Até mesmo as religiões propagam essa ideia, especialmente as de cunho esotérico espiritualista. Você nunca deve se envolver. Fique nesse seu casulo idiota, vendo tudo passar ao seu redor. Seja positivo, para você mesmo. Não importa se o mundo está ruindo ao seu redor. Não veem que isso é de um egocentrismo perceptível.
Só que, sentir a dor do outro é natural e, pasme, se você se contagiar, vai ser normal no outro dia. Vai ser mais forte. E não essa besta mortificada sorridente que não se envolve em nada.
Esses dias eu estava nos piores momentos, me sentindo estranha, horrível. Não tinha ninguém para conversar. Não temos ligações femininas, nossas mães e avós muitas vezes perderam esse contato, e, portanto, nós perdemos nossas ligações ancestrais, como eu li no livro "Mulheres que correm com os lobos".
Minha mãe já morreu. Família, não tenho, e mesmo que tivesse, melhor para minha saúde é estar longe. A melhor coisa que aconteceu foi uma amiga minha ter me ligado. E ela ainda me perguntou desapontada: Ah, eu te acordei???
Só que ela ainda não sabe (vou encontrar ela amanhã) que foi a melhor coisa ter me acordado. Eu estava a dias sem querer ver a luz do sol, sem vontade alguma. Para quê? Mas uma simples ligação foi suficiente. Às vezes a simples presença. Um interesse. Um simples estar ali já basta.
Não quero nada da amizade, apenas que ela exista.
Aquela cena me emocionou bastante. Pois eu não vivo algo parecido com essa confraternização há algum tempo.
Saudade de quem se importa. Eu sou amiga de verdade.
Não importa o quanto na minha vida estive ocupada, sempre existe um espaço online ou presente, para falar com um amigo.
Mas a mulher é foda. Não é só comigo não. Não sou especial, pois já vi mulher verter lágrima pela amiga que desapareceu no pior momento de sua vida. Naquele dia me senti mal, pois vi que estava sozinha não apenas no meu próprio mundo, mas no mundo inteiro, pois esse era portanto, um padrão que se repetia novamente e novamente...
Mulheres são desunidas. Uma mágoa que carrego por ser mulher e, apesar de amar minha solidão, ser gregária e fiel.
A técnica que mais funciona para um sistema ser dominado é provocar nos submetidos a competição e a desunião.
Entre as mulheres não é preciso provocar mais nada.
Alguém que me conhece a muito tempo, disse que meu conceito de amizade é muito elevado. Considero a amizade o sentimento mais nobre de todos, talvez esteja aí o meu erro. Não, não estou errada. Eu li o que os filósofos escreveram sobre a amizade. Eu quero essa amizade. Não quero fragmentos.
Nada precisa ser perfeito, mas não quero merdas.
As mulheres passam a vida inteira buscando a paixão e o amor, não estão talvez, preocupadas em aperfeiçoar a amizade, em mantê-las, em se preocupar com o outro?

E quando as pessoas se isolam na sua vidinha de cidadão autosuficiente? escrevi sobre isso aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com/2014/10/para-que-janelas-tao-grandes-se-estao.html
No show do Ratos de Porão, por exemplo, as duas pessoas que fiz amizade eram de cidades diferentes. Fizeram amizade do nada e eles próprios nem se conheciam.
Hoje fui fazer um exame chato. Ecografia mamária. É desagradável ver um homem passando um bagulho com gel nos seus seios. Sempre tenho a impressão que o cara tá ali se aproveitando de nossa condição de mulher. Só escolho médica mulher, mas não deu dessa vez. Na sala de espera, um monte de mulheres mudas. Até que a chave do armário estragou... todas ficaram amigas.
Não precisamos esperar uma merda acontecer para nos aproximar.
Na época da inquisição, as bruxas escondiam suas crenças e afazeres, justamente porque, se falassem, estavam expondo sua vida. Expor segredos, expor a vida era ameaçador! Ser mulher era um crime!
As próprias mulheres às vezes, foram as que traíram as bruxas, por isso as feiticeiras escondiam a sete chaves seus códigos.
Só que até hoje, ainda existe no ar essa aura de desconfiança.
Não podemos confiar nas mulheres?
Eu sempre confiei. Talvez um dia chegará o momento de parar. Alguém me disse que tenho que focar nas pessoas que me admiram e ignorar quem não merece. Talvez. Mas por que faço o contrário?
Hoje o fenômeno acontece também de outra forma. Poucos querem se envolver. A ameaça é que sua dor a contagie de alguma forma (como se amizade fosse só nos momentos tristes) ou que a sua vida lhe tire a sua alegria (os mesquinhos). Ser solidário está fora de moda.
Até mesmo as religiões propagam essa ideia, especialmente as de cunho esotérico espiritualista. Você nunca deve se envolver. Fique nesse seu casulo idiota, vendo tudo passar ao seu redor. Seja positivo, para você mesmo. Não importa se o mundo está ruindo ao seu redor. Não veem que isso é de um egocentrismo perceptível.
Só que, sentir a dor do outro é natural e, pasme, se você se contagiar, vai ser normal no outro dia. Vai ser mais forte. E não essa besta mortificada sorridente que não se envolve em nada.
Esses dias eu estava nos piores momentos, me sentindo estranha, horrível. Não tinha ninguém para conversar. Não temos ligações femininas, nossas mães e avós muitas vezes perderam esse contato, e, portanto, nós perdemos nossas ligações ancestrais, como eu li no livro "Mulheres que correm com os lobos".
Minha mãe já morreu. Família, não tenho, e mesmo que tivesse, melhor para minha saúde é estar longe. A melhor coisa que aconteceu foi uma amiga minha ter me ligado. E ela ainda me perguntou desapontada: Ah, eu te acordei???
Só que ela ainda não sabe (vou encontrar ela amanhã) que foi a melhor coisa ter me acordado. Eu estava a dias sem querer ver a luz do sol, sem vontade alguma. Para quê? Mas uma simples ligação foi suficiente. Às vezes a simples presença. Um interesse. Um simples estar ali já basta.
Não quero nada da amizade, apenas que ela exista.
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sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Livros que eu terminei de ler A biografia do Renato Russo
Já falei deste livro algumas vezes neste blog.
Nesta postagem apresento o livro de Renato Russo: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2015/04/legiao-urbana-e-o-livro-de-renato-russo.html e neste link: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/brasilia-de-ontem-copa-do-mundo-de-hoje.html falo sobre o contexto de Brasília e a Copa do Mundo.
Hoje por fim, o termino de ler. Foi triste a leitura, por isso demorei. Junto com ele estou lendo A Gaia Ciência e um livro sobre sedução. Mas este livro, foi doído a cada minuto, foi de partir o coração, foi a vida do meu ídolo de adolescência, o meu ídolo de sangue.
E por coincidência este mês é aniversário de morte dele, peguei o livro de vez e resolvi terminá-lo, pois havia parado de ler nos momentos difíceis de sua vida.
Eu aprendi muito com RR, desde palavras, tosco (uso para substituir 'burro' e não ofender os animais), Thanatus, como bandas, onde ia correndo escutar. Li livros só porque ele citava alguma coisa sobre, ou porque era o nome de suas músicas, como Andrea Doria. E, como no caso de Chespirito, o meu ídolo maior, fui aprendendo mais sobre o mundo, além do meu.
Ele era para mim, naquela época adolescente, o que era para todo fã de Legião, um irmão mais velho, um amigo. Eu era apaixonada, queria me casar com ele. Acho ele perfeito, lindo. Desde que comecei a gostar de homem, era aquele tipo de homem, usando barba numa época em que poucos usavam, de um jeito meigo e inteligente, sempre fora do padrão, mas paradoxalmente querendo ser aceito, isso só foi sendo revelado mais claramente na leitura deste livro, porém, sentia isso, pois eu era assim.
Quando ele revelou ser homossexual eu fiquei triste. Como uma criança, não podia aceitar a ideia de que aquele homem, que eu queria me casar de tanto que o amava, não gostava de mulheres! Depois, aceitei. Desde cedo aprendi a tentar compreender a pessoa que eu amo do jeito que ela é. A partir daí, ficou igual, amei aquela pessoa da mesma forma, era o mesmo cara, inteligente, sensível, melhor que os outros homens.
Nunca fui uma fã idealizadora. Nunca idealizei homem. Sempre soube que todas as pessoas possuem defeitos e aqueles que mais amamos, os tem ainda mais. Mas sabia que ele era especial, sempre foi, foi mal compreendido e não é clichê dizer isso, mesmo que fosse, é pura verdade.
Nos trechos mais gritantes de sua biografia aparecem um Renato fragilizado, abandonado à solidão, e, entre pessoas que o ignoraram. Sei muito bem o que é isso.
Viver invisível, transparente, e, no caso dele, sendo de matéria tão profunda, tão significante.
Desprezei cada uma dessas pessoas, algumas bem famosas da música ou da cultura brasileira, porém, como saber o que se passa com o outro?
É melancólico, a ponto de eu deixar o livro tantas vezes, e não poder retornar, mas o fiz.
O mais importante no livro é que o autor fez uma pesquisa e tanto, musicalmente, historicamente, com muito respeito e sabedoria.
#Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição#
É impressionante como um jovem pudesse ter tantas qualidades, ser tão profundo, e ao mesmo tempo ter tanta dor, tanta coisa a dizer, tanta vontade de ser amado.
É de se esperar que a humanidade, medíocre,lhe tenha negado tanta coisa, o mal do século, tenha lhe afetado, como afeta a mim e a tantas pessoas... a solidão na alma e nos ossos.
#Não, não, não, viver é uma dádiva fatal.
No fim das contas, ninguém sai vivo daqui.#
Nesta postagem apresento o livro de Renato Russo: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2015/04/legiao-urbana-e-o-livro-de-renato-russo.html e neste link: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/brasilia-de-ontem-copa-do-mundo-de-hoje.html falo sobre o contexto de Brasília e a Copa do Mundo.
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| materiais do seu acervo |
E por coincidência este mês é aniversário de morte dele, peguei o livro de vez e resolvi terminá-lo, pois havia parado de ler nos momentos difíceis de sua vida.
![]() |
| Quantas vezes havia uma lágrima nas coisas que eu escrevi. |
![]() |
| Uma letra falando de dois amigos que iriam lhe salvar de afundar num mundo triste da noite, bebedeiras e solidão |
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| Coisas pessoais, diários de suas angústias, igualzinho aos meus... eu escrevia essas coisas tb. |
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| Esse poema, eu fui ler em voz alta para ouvir meu Inglês, que não é essas coisas.... chorei um monte, de tão triste seu significado... |
![]() |
| Um filme onde Renato Russo atuou, um cadáver de um afogado que apareceu na beira da praia e Renato com mais outro casal o encontram, e suas reações diante do esperado... |
Viver invisível, transparente, e, no caso dele, sendo de matéria tão profunda, tão significante.
Desprezei cada uma dessas pessoas, algumas bem famosas da música ou da cultura brasileira, porém, como saber o que se passa com o outro?
É melancólico, a ponto de eu deixar o livro tantas vezes, e não poder retornar, mas o fiz.
O mais importante no livro é que o autor fez uma pesquisa e tanto, musicalmente, historicamente, com muito respeito e sabedoria.
#Digam o que disserem
O mal do século é a solidão
Cada um de nós imerso em sua própria
arrogância
Esperando por um pouco de afeição#
É impressionante como um jovem pudesse ter tantas qualidades, ser tão profundo, e ao mesmo tempo ter tanta dor, tanta coisa a dizer, tanta vontade de ser amado.
É de se esperar que a humanidade, medíocre,lhe tenha negado tanta coisa, o mal do século, tenha lhe afetado, como afeta a mim e a tantas pessoas... a solidão na alma e nos ossos.
#Não, não, não, viver é uma dádiva fatal.
No fim das contas, ninguém sai vivo daqui.#
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Renato Russo
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Educação medíocre e educação vegana, quem vencerá?
Enquanto trabalhei como professora, falei abertamente sobre veganismo para meus alunos, adultos e adolescentes. Agora cansei e dei uma parada. Mas vou voltar, quando estiver afim, e vamos ver qual é!
Considero obrigação do biólogo e dos professores de qualquer área, informar sobre os impactos da criação de animais para consumo e as implicações éticas dessa merda que as pessoas fazem com estes seres, que não são nossa propriedade.
Nunca fui questionada pelos meus diretores. Sim, havia professores invejosos, ficava sabendo das fofocas. Sim, faziam cara feia. Havia alunos que não gostavam. Ninguém nunca está satisfeito, bem vindo ao mundo. Nem ligava para isso, na verdade me divertia com isso. Adoro. Mas eu recebia elogios pelo meu trabalho. Tenho certeza de que foi um bom trabalho.
Mas, hoje, o veganismo está crescendo. E os educadores veganos, estão começando a incomodar.
Um professor vegano foi proibido de lecionar por três anos em Minas Gerais, por ensinar sobre direitos animais em sala de aula.
Já escrevi crônicas e ensaio participando de livros com ele. É um professor de Filosofia admirável, desses que gostaria de ter. Ele chama-se Leon Denis: Aqui estão seus artigos sobre educação
Pois das aulas de Filosofia que tive no meu Segundo Grau, não me lembro de nada. Perdão, professores que tive, mas, se estiverem lendo este blog, é isso mesmo. Fui ler filosofia depois, e com os podres ou os bons, os escritores obscuros e os alternativos que escrevem do jeito que querem e como querem.
Hoje, ser bom professor na opinião dessa gentinha, é cumprir o papel. É falar do mesmo, é ser como sempre foi. Desde o tempo em que eu estudava no colégio e faculdade, nada mudou. Aqueles professores idiotas que tive, que não sabiam a diferença entre eu, que era inteligente (e hoje sou mais, bem mais inteligente que naquela época), e a nulidade ao meu lado. Um ou dois professores bons que tive tinham que se cuidar para não serem expulsos da escola. E no Primeiro Grau tive um professor que foi expulso da escola porque estava entre um monte de mulheres (professorinhas de merda) que não estavam habituadas a conviver com um professor, ou seja, por ele ser homem. Pode crer, eu vivi para ver isso. E nem entro em detalhes aqui, pois hoje mais adulta, sei que só pode ser por isso e, quero que aquela gente se exploda.
Enquanto lecionei nas escolas e projetos com adultos e adolescentes passei documentários como Terráqueos, A carne é fraca, Não Matarás, e fiz trabalhos com meus alunos, chamei palestrantes de grupos ativistas, tudo quanto fosse didático e pudesse chamar a atenção para um conteúdo atual e necessário para o conhecimento dos alunos. E isso não agride ninguém. Ao contrário, muito interesse surgiu.
O professor Leon Denis, como filósofo, questiona e ensina os alunos a olhar o mundo que gira em torno de valores sexistas, opressores e violentos. Essa sociedade, banhada em sangue, precisa se manter como está, e cala a boca de quem a questiona. Tudo pelo prazer de comer a carne morta com dor, da conivência com a violência institucionalizada, que começa em casa.
Para ver lixos violentos, sexistas ou pornográficos na TV e no celular todo mundo tem capacidade e acha o máximo, mas para ver um vídeo sobre a realidade que enfia na boca e ajuda a financiar, aí fica nervoso, fragilizado? Não. Esses materiais e outros são recursos pedagógicos, usado na dose certa, no momento certo, para a faixa etária correspondente. Não estamos lidando com retardados. E somos bons professores.
Justamente na Filosofia, onde deveria ser o local onde os alunos aprendem a questionar a vida, a ver a verdade sobre as coisas, essas pessoas, pais alienados, sociedade idiotizante, querem silenciar.
Existem diversos tipos de censura no Brasil, algumas vem de cima, outras estão bem aqui, dentro de cada uma dessas pessoas, ao redor de todos nós.
Leia a matéria completa sobre o que aconteceu aqui
Considero obrigação do biólogo e dos professores de qualquer área, informar sobre os impactos da criação de animais para consumo e as implicações éticas dessa merda que as pessoas fazem com estes seres, que não são nossa propriedade.
Nunca fui questionada pelos meus diretores. Sim, havia professores invejosos, ficava sabendo das fofocas. Sim, faziam cara feia. Havia alunos que não gostavam. Ninguém nunca está satisfeito, bem vindo ao mundo. Nem ligava para isso, na verdade me divertia com isso. Adoro. Mas eu recebia elogios pelo meu trabalho. Tenho certeza de que foi um bom trabalho.
Mas, hoje, o veganismo está crescendo. E os educadores veganos, estão começando a incomodar.
Um professor vegano foi proibido de lecionar por três anos em Minas Gerais, por ensinar sobre direitos animais em sala de aula.
Já escrevi crônicas e ensaio participando de livros com ele. É um professor de Filosofia admirável, desses que gostaria de ter. Ele chama-se Leon Denis: Aqui estão seus artigos sobre educação
Pois das aulas de Filosofia que tive no meu Segundo Grau, não me lembro de nada. Perdão, professores que tive, mas, se estiverem lendo este blog, é isso mesmo. Fui ler filosofia depois, e com os podres ou os bons, os escritores obscuros e os alternativos que escrevem do jeito que querem e como querem.
Hoje, ser bom professor na opinião dessa gentinha, é cumprir o papel. É falar do mesmo, é ser como sempre foi. Desde o tempo em que eu estudava no colégio e faculdade, nada mudou. Aqueles professores idiotas que tive, que não sabiam a diferença entre eu, que era inteligente (e hoje sou mais, bem mais inteligente que naquela época), e a nulidade ao meu lado. Um ou dois professores bons que tive tinham que se cuidar para não serem expulsos da escola. E no Primeiro Grau tive um professor que foi expulso da escola porque estava entre um monte de mulheres (professorinhas de merda) que não estavam habituadas a conviver com um professor, ou seja, por ele ser homem. Pode crer, eu vivi para ver isso. E nem entro em detalhes aqui, pois hoje mais adulta, sei que só pode ser por isso e, quero que aquela gente se exploda.
Enquanto lecionei nas escolas e projetos com adultos e adolescentes passei documentários como Terráqueos, A carne é fraca, Não Matarás, e fiz trabalhos com meus alunos, chamei palestrantes de grupos ativistas, tudo quanto fosse didático e pudesse chamar a atenção para um conteúdo atual e necessário para o conhecimento dos alunos. E isso não agride ninguém. Ao contrário, muito interesse surgiu.
O professor Leon Denis, como filósofo, questiona e ensina os alunos a olhar o mundo que gira em torno de valores sexistas, opressores e violentos. Essa sociedade, banhada em sangue, precisa se manter como está, e cala a boca de quem a questiona. Tudo pelo prazer de comer a carne morta com dor, da conivência com a violência institucionalizada, que começa em casa.
Para ver lixos violentos, sexistas ou pornográficos na TV e no celular todo mundo tem capacidade e acha o máximo, mas para ver um vídeo sobre a realidade que enfia na boca e ajuda a financiar, aí fica nervoso, fragilizado? Não. Esses materiais e outros são recursos pedagógicos, usado na dose certa, no momento certo, para a faixa etária correspondente. Não estamos lidando com retardados. E somos bons professores.
Justamente na Filosofia, onde deveria ser o local onde os alunos aprendem a questionar a vida, a ver a verdade sobre as coisas, essas pessoas, pais alienados, sociedade idiotizante, querem silenciar.
Existem diversos tipos de censura no Brasil, algumas vem de cima, outras estão bem aqui, dentro de cada uma dessas pessoas, ao redor de todos nós.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2015
A quem puder lembrar de mim
Eu me sinto tão sozinha e, no entanto, andava tão 'acompanhada' por tanta coisa. Lembranças e gente ao meu redor, mas no fundo, ninguém.
Ele me observa a escrever, e adora. Eu também. E nossas conversas, não acabam mais, seguem pela noite.
As palavras seguem pelo cérebro como correntes. No papel é que elas param, depois seguem, intermitentes.
Em frente ao lago, aquele dia eu fui sozinha, para ver realmente o que sobrou de mim. Estou cansada de tanta coisa dentro de minha cabeça.
Aqui em frente ao lago tudo é turvo e verde, lembro do nosso amor, meio esquisito, um pouco sublime, um pouco terra e água.
Não. Não queria me isolar, mas a indiferença das pessoas me marca com um neon em vermelho vivo. E saio por aí estampando uma sensação que não queria ter.
Nas vezes em que sempre vivi sozinha e sempre amei isso, tudo bem, mas quando não quero, aí não é legal.
Agora, as pessoas encontram-se em um mundo onde é impossível o contato. Se têm muita coisa, muitas pessoas ao mesmo tempo mas elas não oferecem nada. E não querem nada. Não se tem qualidade no vazio deixado, não se tem palavras complexas, não se tem porra nenhuma.
Não vou mais falar de coisas práticas, de um convite para dar uma volta, tomar um café, ou falar de coisas mais profundas, pois isso ficou para a época em que se podia falar com a meia dúzia de loucos que me ouviam.
Hoje, é aquele policiamento alheio, uma falta social, uma solidão diferente.
Aquela solitude minha, a amiga que sempre tive, não está aqui mais. Hoje, se é refém de uma virtualidade inquietante, a que é boa, maravilhosa para quem a quer, mas tem fim ou não. Às vezes enche. Às vezes esvazia. Outras, cansa, pesa.
E, isso tudo gerou mais uma vez, pois não nasci ontem, aquela pergunta de sempre: o que nos sobra?
Eu não tenho mais família, somente fragmentos de memórias que faço questão de esquecer. O amor foi meu primeiro dano. Nunca soube como é.
Depois de tantas marcas neuronais, não se pode saber o que ficou de particular. Gostaria de poder isolar uma porção minha que não fosse tocado por tantas manchas, que não houvesse um desses rostos, a lembrança do mar, tanto as calmas quanto a vez em que ele tentou me matar.
Onde estaria este ser, se não fosse essas coisas, essa fixação eterna pela morte, pelas palavras e a escrita, que surgiu e não foi do nada, foi sim muito cedo, pelas dores cravadas aqui dentro?
Talvez exatamente por isso a ideia da morte e do silêncio depois dela me pareça tão reconfortante.
Ele me observa a escrever, e adora. Eu também. E nossas conversas, não acabam mais, seguem pela noite.
As palavras seguem pelo cérebro como correntes. No papel é que elas param, depois seguem, intermitentes.
Em frente ao lago, aquele dia eu fui sozinha, para ver realmente o que sobrou de mim. Estou cansada de tanta coisa dentro de minha cabeça.
Aqui em frente ao lago tudo é turvo e verde, lembro do nosso amor, meio esquisito, um pouco sublime, um pouco terra e água.
Não. Não queria me isolar, mas a indiferença das pessoas me marca com um neon em vermelho vivo. E saio por aí estampando uma sensação que não queria ter.
Nas vezes em que sempre vivi sozinha e sempre amei isso, tudo bem, mas quando não quero, aí não é legal.
Agora, as pessoas encontram-se em um mundo onde é impossível o contato. Se têm muita coisa, muitas pessoas ao mesmo tempo mas elas não oferecem nada. E não querem nada. Não se tem qualidade no vazio deixado, não se tem palavras complexas, não se tem porra nenhuma.
Não vou mais falar de coisas práticas, de um convite para dar uma volta, tomar um café, ou falar de coisas mais profundas, pois isso ficou para a época em que se podia falar com a meia dúzia de loucos que me ouviam.
Hoje, é aquele policiamento alheio, uma falta social, uma solidão diferente.
Aquela solitude minha, a amiga que sempre tive, não está aqui mais. Hoje, se é refém de uma virtualidade inquietante, a que é boa, maravilhosa para quem a quer, mas tem fim ou não. Às vezes enche. Às vezes esvazia. Outras, cansa, pesa.
E, isso tudo gerou mais uma vez, pois não nasci ontem, aquela pergunta de sempre: o que nos sobra?
Eu não tenho mais família, somente fragmentos de memórias que faço questão de esquecer. O amor foi meu primeiro dano. Nunca soube como é.
Depois de tantas marcas neuronais, não se pode saber o que ficou de particular. Gostaria de poder isolar uma porção minha que não fosse tocado por tantas manchas, que não houvesse um desses rostos, a lembrança do mar, tanto as calmas quanto a vez em que ele tentou me matar.
Onde estaria este ser, se não fosse essas coisas, essa fixação eterna pela morte, pelas palavras e a escrita, que surgiu e não foi do nada, foi sim muito cedo, pelas dores cravadas aqui dentro?
Talvez exatamente por isso a ideia da morte e do silêncio depois dela me pareça tão reconfortante.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
Das mil vidas escoadas como flores em lençóis escuros
Há lá dentro do ser, incompleto por si mesmo,
um esqueleto, o imago, um ser espelhado.
Idealizado em estado de um brilho que voa,
mas permanece enraizado.
Ao passo que ainda há outro esqueleto venerável
A Santa Morte,
A Santissima Niña Blanca, que, se não está internalizada,
anda a rondar, como a poderosa, que é em si mesma.
O poema impronunciável, não pode ser nem mesmo recitado, pois suas palavras
embargam a voz.
Ele é mesmo um retrato. De tantos, de tudo, de cegos e de visionários.
Ellen Augusta
Agora, o soneto, eu o recito sempre a poucos que conheço, mas... já não mais consigo recitar, pois começo a chorar...
Soneto XVII
Da vez primeira em que me assassinaram
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, de cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha…
E hoje, dos meus cadáveres, eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada…
Arde um toco de vela, amarelada…
Como o único bem que me ficou!
Vinde, corvos, chacais, ladrões da estrada!
Ah! Desta mão, avaramente adunca,
Ninguém há de arrancar-me a luz sagrada!
Aves da noite! Asas do Horror! Voejai!
Que a luz, trêmula e triste como um ai,
A luz do morto não se apaga nunca!”
Mario Quintana
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quinta-feira, 24 de setembro de 2015
Por que o homem domina tanto e as cobranças das mulheres sobre as mulheres
Estava caminhando no shopping e uma menina passou por mim me encarando com cara de nojo. Como percebi a hostilidade gratuita e também as motivações internas disso, apenas lhe cumprimentei, para quebrar essa corrente milenar, de ódio entre as mulheres.
Essa rivalidade que existe em todas as idades.
Eu sou mais velha que ela, mas meu estilo se assemelha ao dela. Meu corpo também, isso já é motivo para suscitar um ódio generalizado, sem necessidade. Um ódio aprendido.
Por que precisa ser assim? As pessoas nas ruas não são nossas inimigas. Os homens nas ruas não vão nos atacar, e não são potenciais noivos ou agressores. Mas não é assim que aprendemos. Não é isso que a sociedade nos ensina.
Uma paquera inocente não é um caso de estupro. Claro que é desagradável ser assediada. Mas nem tudo é assédio. Há diferenças entre uma coisa e outra. Nem tudo é tudo. É preciso ter olhos atentos para não ver sangue ao redor.
Não é isso que nossas mães e especialmente nossos pais enfiam em nossas cabeças. Nem isso que as empresas e o sistema quer que você pense.
As gordas são cobradas, as magras demais sofrem cobranças e querem engordar. Mas quem é magra e diz que sofreu bullying na infância, como eu, é hostilizada constantemente, por isso nunca mais falei nisso. Essa é uma prova de desunião incurável entre as mulheres. E já escrevi sobre isso, pela última vez aqui: Gordofobia e magrofobia - quando as palavras segregam
Fiquei muito decepcionada. E saí do movimento feminista 'normativo' por causa desse fato. É nojento não ter apoio nem respeito daquelas que querem reivindicar o mesmo dos demais.
Uma curiosidade normal, qualquer um tem. Homens se interessam pela beleza de outros homens. Mulheres maduras ou seja, sem inseguranças, querem ver outras mulheres bonitas, sem invejar. Eu adoro ver mulheres lindas, para me inspirar. Para me arrumar, me sentir bem, vendo nelas um modelo de beleza, ou de inteligência, e os dois juntos. Não precisamos invejar ninguém.
Mas não é isso que as mulheres vem fazendo.
Elas se cobram, invejam, policiam umas às outras. Mas colocam a culpa nos outros, na "sociedade", no homem.
O shortinho da outra é muito curto. E daí? Eu tive que escrever esses dias no Face "Ela tá lindona, eu só uso assim!" para a foto de uma menina com o shortinho mais curto e sensual que vi. Pois só tinha mulher esculachando.
Porra, por que temos que nos esculhambar? Ela não tinha o corpo esperado, mas sabe, quem dita o padrão? Será que não são aquelas mulheres que estão dizendo o que temos que usar??
Homem nem liga para isso, no mais das vezes.
E depois ficam de cara comigo quando escrevo artigos que tocam lá no Rim da questão???
Pois eu acho que o homem domina mais porque ele gosta de dominar sim, mas enquanto isso a mulher desperdiça seu poder natural perdendo tempo policiando a barriguinha da outra, a bunda com celulite da outra, a minha barriga, que todo mundo tem que olhar, só porque é bonita (e é bonita mesmo, sou convencida, mas não fico depreciando a barriga das outras, acho lindas, de coração).
E todo mundo tem coisas bonitas, e eu tenho defeitos, mas ninguém precisa saber, nem vir apontar esse dedo sujo na minha direção.
Sobre esse assunto escrevi isso: Mulher, dá para tirar esses olhos invejosos de cima de mim?
Não, a mulher, em vez de se valorizar, se preocupar em se tornar poderosa de verdade, fica perdendo tempo com isso, com ninharias, com conquistar a atenção, seja do homem ou da rival, pois não são só as pobres e incultas que estão nesse rol, muitas feministas também estão perdendo tempo evitando a autocrítica, mas achando muita bobagem para criticar nas outras, mas não em si mesmas.
Escrevi bastante sobre isso, e tem quem não goste, pois serve o chapéu.
Não estou inventando nada, esse assunto já foi abordado por feministas de peso. Sou professora a mais de dez anos e sempre ensinei isso em sala de aula. Mas nunca vi uma abordagem feminista de outras professoras, grupos de feministas que fossem nas escolas públicas ou privadas, para ensinar isso às meninas e meninos, pois essa educação não pode ser determinada por gênero.
No Brasil tudo chega atrasado. As pessoas aqui seguem apenas uma linha do feminismo, e ainda estão paradas no tempo. Não avançam para questões modernas e isso não é levado às pessoas, essas mulheres que andam nas ruas e que nos olham como ameaças, como rivais.
Não. Ninguém é ameaça. As mulheres são amigas, sofremos as mesmas pressões, temos problemas de relacionamentos, perdemos, ganhamos, e temos forças que nem sabemos direito. Quem não sabe a força que tem ou quem não tem essa força, pode ser ajudada por quem a tem de sobra. Quem é pacata, pode ser encontrada por quem tem a revolta no couro. Ninguém precisa estar sempre de punhos levantados. Isso só afasta e dá margem para a dominação.
Depois essas mulheres que dominam jargões idiotizantes, entram nas redes sociais para dizer "o homem é o único culpado", mas nós mulheres é que dominamos o poder de ficar nos policiando 24horas, roupa, comportamento, atitudes. Nem entro no mérito do especismo contra as fêmeas fora do círculo moral, imposto pela cultura machista, que a moral cristã aplacou, que todo mundo acatou, pois é conveniente sim. Por isso ninguém dá um pio e, quando alguém abre a boca é para ser contra. Mulher contra mulher, e contra os vulneráveis. Asqueroso.
Até nas publicações dos meus artigos, tem mulherzinha que pediu opinião dos outros para definir a sua, ou ficou perguntando quem era meu marido, ou achava que eu não era real. #medo.
Oh, existem outros tipos de dominação, sim. Não precisamos ignorar o básico só porque existe o difícil.
Isso é primário, infantil, e imaturo.
Não faço críticas construtivas, minha crítica é para destruir as bases, é para chocar mesmo. Essa coisa de todo mundo se amar é falso.
Eu só admiro e gosto de algumas mulheres, de alguns homens.
Mas as pessoas lá fora não são inimigas. Não precisamos andar com punhos levantados.
Não significa que devemos sair nas ruas com medo das pessoas. Não saia lá fora se achando melhor que os outros, nem pior. Pois você é só você.
Não precisamos ter medo das pessoas, e ninguém precisa nos temer. Nem por roupa ou comportamento.
Esses dias, vi uma mulher toda tatuada, com adornos incríveis. Como é raro ver tatuagens bonitas, eu ia elogiar, mas morri de vergonha!
Hoje, tudo é encarado meio de viés...por isso não tive coragem de falar, pois, o que ela iria pensar?
Geralmente puxo assunto nos lugares q vou, elogio sempre que posso, não tenho medo, mas nesse dia.... Ela era muito linda!
Estava na esquina da Av. Independência, mas ainda me falta um pouco para chegar lá...
Essa rivalidade que existe em todas as idades.
Eu sou mais velha que ela, mas meu estilo se assemelha ao dela. Meu corpo também, isso já é motivo para suscitar um ódio generalizado, sem necessidade. Um ódio aprendido.
Por que precisa ser assim? As pessoas nas ruas não são nossas inimigas. Os homens nas ruas não vão nos atacar, e não são potenciais noivos ou agressores. Mas não é assim que aprendemos. Não é isso que a sociedade nos ensina.
Uma paquera inocente não é um caso de estupro. Claro que é desagradável ser assediada. Mas nem tudo é assédio. Há diferenças entre uma coisa e outra. Nem tudo é tudo. É preciso ter olhos atentos para não ver sangue ao redor.
Não é isso que nossas mães e especialmente nossos pais enfiam em nossas cabeças. Nem isso que as empresas e o sistema quer que você pense.
As gordas são cobradas, as magras demais sofrem cobranças e querem engordar. Mas quem é magra e diz que sofreu bullying na infância, como eu, é hostilizada constantemente, por isso nunca mais falei nisso. Essa é uma prova de desunião incurável entre as mulheres. E já escrevi sobre isso, pela última vez aqui: Gordofobia e magrofobia - quando as palavras segregam
Fiquei muito decepcionada. E saí do movimento feminista 'normativo' por causa desse fato. É nojento não ter apoio nem respeito daquelas que querem reivindicar o mesmo dos demais.
Uma curiosidade normal, qualquer um tem. Homens se interessam pela beleza de outros homens. Mulheres maduras ou seja, sem inseguranças, querem ver outras mulheres bonitas, sem invejar. Eu adoro ver mulheres lindas, para me inspirar. Para me arrumar, me sentir bem, vendo nelas um modelo de beleza, ou de inteligência, e os dois juntos. Não precisamos invejar ninguém.
Mas não é isso que as mulheres vem fazendo.
Elas se cobram, invejam, policiam umas às outras. Mas colocam a culpa nos outros, na "sociedade", no homem.
O shortinho da outra é muito curto. E daí? Eu tive que escrever esses dias no Face "Ela tá lindona, eu só uso assim!" para a foto de uma menina com o shortinho mais curto e sensual que vi. Pois só tinha mulher esculachando.
Porra, por que temos que nos esculhambar? Ela não tinha o corpo esperado, mas sabe, quem dita o padrão? Será que não são aquelas mulheres que estão dizendo o que temos que usar??
Homem nem liga para isso, no mais das vezes.
E depois ficam de cara comigo quando escrevo artigos que tocam lá no Rim da questão???
Pois eu acho que o homem domina mais porque ele gosta de dominar sim, mas enquanto isso a mulher desperdiça seu poder natural perdendo tempo policiando a barriguinha da outra, a bunda com celulite da outra, a minha barriga, que todo mundo tem que olhar, só porque é bonita (e é bonita mesmo, sou convencida, mas não fico depreciando a barriga das outras, acho lindas, de coração).
E todo mundo tem coisas bonitas, e eu tenho defeitos, mas ninguém precisa saber, nem vir apontar esse dedo sujo na minha direção.
Sobre esse assunto escrevi isso: Mulher, dá para tirar esses olhos invejosos de cima de mim?
Não, a mulher, em vez de se valorizar, se preocupar em se tornar poderosa de verdade, fica perdendo tempo com isso, com ninharias, com conquistar a atenção, seja do homem ou da rival, pois não são só as pobres e incultas que estão nesse rol, muitas feministas também estão perdendo tempo evitando a autocrítica, mas achando muita bobagem para criticar nas outras, mas não em si mesmas.
Escrevi bastante sobre isso, e tem quem não goste, pois serve o chapéu.
Não estou inventando nada, esse assunto já foi abordado por feministas de peso. Sou professora a mais de dez anos e sempre ensinei isso em sala de aula. Mas nunca vi uma abordagem feminista de outras professoras, grupos de feministas que fossem nas escolas públicas ou privadas, para ensinar isso às meninas e meninos, pois essa educação não pode ser determinada por gênero.
No Brasil tudo chega atrasado. As pessoas aqui seguem apenas uma linha do feminismo, e ainda estão paradas no tempo. Não avançam para questões modernas e isso não é levado às pessoas, essas mulheres que andam nas ruas e que nos olham como ameaças, como rivais.
Não. Ninguém é ameaça. As mulheres são amigas, sofremos as mesmas pressões, temos problemas de relacionamentos, perdemos, ganhamos, e temos forças que nem sabemos direito. Quem não sabe a força que tem ou quem não tem essa força, pode ser ajudada por quem a tem de sobra. Quem é pacata, pode ser encontrada por quem tem a revolta no couro. Ninguém precisa estar sempre de punhos levantados. Isso só afasta e dá margem para a dominação.
Depois essas mulheres que dominam jargões idiotizantes, entram nas redes sociais para dizer "o homem é o único culpado", mas nós mulheres é que dominamos o poder de ficar nos policiando 24horas, roupa, comportamento, atitudes. Nem entro no mérito do especismo contra as fêmeas fora do círculo moral, imposto pela cultura machista, que a moral cristã aplacou, que todo mundo acatou, pois é conveniente sim. Por isso ninguém dá um pio e, quando alguém abre a boca é para ser contra. Mulher contra mulher, e contra os vulneráveis. Asqueroso.
Até nas publicações dos meus artigos, tem mulherzinha que pediu opinião dos outros para definir a sua, ou ficou perguntando quem era meu marido, ou achava que eu não era real. #medo.
Oh, existem outros tipos de dominação, sim. Não precisamos ignorar o básico só porque existe o difícil.
Isso é primário, infantil, e imaturo.
Não faço críticas construtivas, minha crítica é para destruir as bases, é para chocar mesmo. Essa coisa de todo mundo se amar é falso.
Eu só admiro e gosto de algumas mulheres, de alguns homens.
Mas as pessoas lá fora não são inimigas. Não precisamos andar com punhos levantados.
Não significa que devemos sair nas ruas com medo das pessoas. Não saia lá fora se achando melhor que os outros, nem pior. Pois você é só você.
Não precisamos ter medo das pessoas, e ninguém precisa nos temer. Nem por roupa ou comportamento.
Esses dias, vi uma mulher toda tatuada, com adornos incríveis. Como é raro ver tatuagens bonitas, eu ia elogiar, mas morri de vergonha!
Hoje, tudo é encarado meio de viés...por isso não tive coragem de falar, pois, o que ela iria pensar?
Geralmente puxo assunto nos lugares q vou, elogio sempre que posso, não tenho medo, mas nesse dia.... Ela era muito linda!
Estava na esquina da Av. Independência, mas ainda me falta um pouco para chegar lá...
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quinta-feira, 17 de setembro de 2015
A poesia familiar do peso obscuro
Leva a mala negra e pesada, ali dentro vai o morto.
Que se há de fazer?
Irmandade perdida
Algo há que eu não tenha feito.
Nem o mundo nos escolheu.
A solidão nos deixará na porta, daquela casa esquecida.
Eu sangro de dor em algumas tardes tristes,
Pois não sei onde você deve estar.
Eu sei que não quero saber. E não vou.
A negação é sempre a forma de se cortar por dentro.
E o intento de morrer é a tentativa de punir
a vida.
Vida cretina que levou o que eu tive a conta-gotas.
E carrego comigo os fantasmas de uma família de sombras.
Anseio esquecer.
Não a tenho mais.
Ellen Augusta
Que se há de fazer?
![]() |
| Italo Zetti (1913-1978), Portrait of a woman, 1933 |
Algo há que eu não tenha feito.
Nem o mundo nos escolheu.
A solidão nos deixará na porta, daquela casa esquecida.
Eu sangro de dor em algumas tardes tristes,
Pois não sei onde você deve estar.
Eu sei que não quero saber. E não vou.
A negação é sempre a forma de se cortar por dentro.
E o intento de morrer é a tentativa de punir
a vida.
E carrego comigo os fantasmas de uma família de sombras.
Anseio esquecer.
Não a tenho mais.
Ellen Augusta
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quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Para conversinha de ex
ou suas consortes
ou para qualquer um que já vai se achando, meu recado.
Escuta, baby, seu umbigo não é o Sol.
Embora às vezes alguém goste de incensar ali.
E eu, por diversão, goste de provocar as vaidades de quem as tem de sobra.
E os homens, não os que leem meu blog, pois são os inteligentes, mas cá para nós: alguns outros.
Como é chato alguns caras que puxam assunto comigo. A primeira ou segunda coisa que perguntam é se sou casada. Puxa, já uso um sinal na minha mão esquerda. E, quando a conversa é virtual, tenho no meu perfil bem claro, escrito "casada" e outras descrições sutis.
Esta pergunta é extremamente ofensiva pois parece indicar que, conforme minha resposta, a conversa irá se bifurcar em dois caminhos diferentes.
E, fico chateada, não por mim, pois não me interessa esse tipo de conversa, deixo o simplório sozinho. Mas, me choca saber que, sou casada há quase dez anos e,
nada mudou!
Isso é um indício de várias coisas.
Um, as mulheres ainda se contentam com isso.
Pois se os caras ainda acham que essa conversinha atrai algum tipo de continuidade, seja para amizade ou algo mais, é porque tem gente que adora.
Não tem como ser amigo de alguém que não leu nada sobre você, que pergunta coisas banais, mesmo que isso esteja escrito em todo o lugar! Mas deixa de perguntar coisas importantes.
Dois, os homens não seduzem. E ninguém se importa. As mulheres gostam de sedução. Na verdade todos gostam, mas ninguém se importa mais. A carência fala mais alto.
E, o que considero mais importante e grave: qualquer demonstração de afeto, conforme o tipo de pessoa, já é visto com maus olhos. Se você trava amizade com um homem, pronto. Já tem gente que acha que você está querendo dar para o cara. Já tem homem que acha que você está a fim. Não meu filho, ninguém está a fim. Hoje a mulher faz o que quiser, ri alto, puxa assunto, fala palavrão, é sensual sem querer dar para ninguém. E, pode ser casada e, ao mesmo tempo conversar com outro homem.
Estou lendo um livro maravilhoso sobre sedução. Mas não é aquela bobagem de mulher se vestir de enfermeira para conquistar o marido de cuecão.
Note que a maioria dos libros com a tag "sedução" é isso: a mulher se preparando para conquistar, nunca o contrário. "Vista uma lingerie (o mercado está cheio delas), dance maravilhosamente, faça cursos, etc". Eu amo calcinhas provocantes, fio dental amor, adoro dançar, não faço o tipo de ser contra isso não, mas:
Não se acha um livro ensinando o macho a ser menos grosseiro, a enviar flores, a ser educado e observador.
Se tem mulher que não acha isso importante, ok, que bom, pois a mulher tem toda a liberdade de gostar do que quiser sim. Só que eu acho e homem para mim, só se for assim. Senão, solteira.
Não, é um livro que fala sobre como ser sedutor, para ambos os sexos. E sedução, para este livro (e para mim), não significa sexo, nem se detém apenas a namoro. A sedução se aplica além disso. É um jogo de delicadezas, é ser observador, educado, etc.
O livro tem mais de 600 páginas e é um livro para se usar a inteligência e a astúcia. Está para além da arte, amizade, a sedução existe na política e encanta em todo o lugar.
Eu ainda não sei se irei falar sobre o livro, pois estou lendo-o ainda.
Mas me incomodou muito essa coisa frívola de papinho perscrutador, enquanto existe um mundo de possibilidades (amizade, claro está) que pode existir entre as pessoas, sem nenhuma malícia. Mas, quem quer ser além dessa secura, dessa carência sem fim?
Sempre foi assim. As mulheres reclamam dos homens, mas são elas que selecionam esse tipo de comportamento. Nunca dão um basta. E eles apenas vão lá e aplicam essas "técnicas de conquista" baratas e velhas, na próxima vítima carente que achará o máximo, e parece que quanto mais idiota, mais gente tem para considerar o cara, visto que essas pintas estão sempre com alguém. Portanto, meu recado já está dado.
ou para qualquer um que já vai se achando, meu recado.
Escuta, baby, seu umbigo não é o Sol.
Embora às vezes alguém goste de incensar ali.
E eu, por diversão, goste de provocar as vaidades de quem as tem de sobra.
E os homens, não os que leem meu blog, pois são os inteligentes, mas cá para nós: alguns outros.
Como é chato alguns caras que puxam assunto comigo. A primeira ou segunda coisa que perguntam é se sou casada. Puxa, já uso um sinal na minha mão esquerda. E, quando a conversa é virtual, tenho no meu perfil bem claro, escrito "casada" e outras descrições sutis.
Esta pergunta é extremamente ofensiva pois parece indicar que, conforme minha resposta, a conversa irá se bifurcar em dois caminhos diferentes.
E, fico chateada, não por mim, pois não me interessa esse tipo de conversa, deixo o simplório sozinho. Mas, me choca saber que, sou casada há quase dez anos e,
nada mudou!
Isso é um indício de várias coisas.
Um, as mulheres ainda se contentam com isso.
Pois se os caras ainda acham que essa conversinha atrai algum tipo de continuidade, seja para amizade ou algo mais, é porque tem gente que adora.
Dois, os homens não seduzem. E ninguém se importa. As mulheres gostam de sedução. Na verdade todos gostam, mas ninguém se importa mais. A carência fala mais alto.
E, o que considero mais importante e grave: qualquer demonstração de afeto, conforme o tipo de pessoa, já é visto com maus olhos. Se você trava amizade com um homem, pronto. Já tem gente que acha que você está querendo dar para o cara. Já tem homem que acha que você está a fim. Não meu filho, ninguém está a fim. Hoje a mulher faz o que quiser, ri alto, puxa assunto, fala palavrão, é sensual sem querer dar para ninguém. E, pode ser casada e, ao mesmo tempo conversar com outro homem.
Estou lendo um livro maravilhoso sobre sedução. Mas não é aquela bobagem de mulher se vestir de enfermeira para conquistar o marido de cuecão.
Note que a maioria dos libros com a tag "sedução" é isso: a mulher se preparando para conquistar, nunca o contrário. "Vista uma lingerie (o mercado está cheio delas), dance maravilhosamente, faça cursos, etc". Eu amo calcinhas provocantes, fio dental amor, adoro dançar, não faço o tipo de ser contra isso não, mas:
Não se acha um livro ensinando o macho a ser menos grosseiro, a enviar flores, a ser educado e observador.
Se tem mulher que não acha isso importante, ok, que bom, pois a mulher tem toda a liberdade de gostar do que quiser sim. Só que eu acho e homem para mim, só se for assim. Senão, solteira.
Não, é um livro que fala sobre como ser sedutor, para ambos os sexos. E sedução, para este livro (e para mim), não significa sexo, nem se detém apenas a namoro. A sedução se aplica além disso. É um jogo de delicadezas, é ser observador, educado, etc.
O livro tem mais de 600 páginas e é um livro para se usar a inteligência e a astúcia. Está para além da arte, amizade, a sedução existe na política e encanta em todo o lugar.
Eu ainda não sei se irei falar sobre o livro, pois estou lendo-o ainda.
Mas me incomodou muito essa coisa frívola de papinho perscrutador, enquanto existe um mundo de possibilidades (amizade, claro está) que pode existir entre as pessoas, sem nenhuma malícia. Mas, quem quer ser além dessa secura, dessa carência sem fim?
Sempre foi assim. As mulheres reclamam dos homens, mas são elas que selecionam esse tipo de comportamento. Nunca dão um basta. E eles apenas vão lá e aplicam essas "técnicas de conquista" baratas e velhas, na próxima vítima carente que achará o máximo, e parece que quanto mais idiota, mais gente tem para considerar o cara, visto que essas pintas estão sempre com alguém. Portanto, meu recado já está dado.
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quinta-feira, 10 de setembro de 2015
A casa assombrada, o gato preto e minha morte em qualquer rede
Quando nasci neste mundo, não imaginava que um dia talvez poderei me sentir traída por ele e por meu corpo. Ou, nos meus ataques de lucidez, ter simplesmente desejos imensos de abandonos de mim mesma.
A casa que vi, ao contrário, só me traz conforto. Sua solidão e o vazio que representa, é como um túmulo para a alma. Ali eu queria ficar por uns momentos. A poesia dos filmes de terror, mas sem o medo.
A sua solidão e o vazio, não ter mais a neurose humana, as limpezas, os ruídos, as regurgitações de um corpo vivo. Não, ela é um templo de pedra. Já é posta.
O gato negro. Curioso pelo contato humano. O símbolo da magia da força e da solitude. O poder que se sente quando se está íntegro consigo mesmo. Os gatos não precisam da massa, eles se bastam a si mesmos. Gostam de companhia, mas amam a noite e a solidão de suas almas agradáveis.
O gato estava lá, pois foi o lugar que encontrou para morar. E que lugar!
O espírito do assombro. A alma da casa.
A palabra assombro tem um significado lindo. Mas hoje em épocas de mentes estreitas, ninguém sabe a profundidade das palavras, nem querem procurar saber. Ficam no raso e já lhes basta. A misantropia, o cinismo, são palavras que tem mais de um significado e às vezes eu prefiro nem usar estas palavras nos seus sentidos belos ou outros, pois sei que a gentalha só entende os sentidos torpes e entende-os fora dos contextos dos textos. É preciso aprender a ler. Mas não.
As redes sociais entorpecem, minimizam o cérebro.
As redes onde escolho morrer:
Recebi no Facebook a opção de escolher uma pessoa querida para ficar no meu lugar quando eu morrer. Ela pode ficar postando coisas para mim. Adorei a ideia e já escolhi alguém.
Na hora, minutos depois da escolha, me deu um medo idiota, supersticioso, do tipo: "será que isso não é uma espécie de aviso de que eu vou morrer logo?"
Eu, que amo a morte e sua ideia, me encagaçando com uma bobagem idiota de rede social medíocre. Mas que levamos à sério a ponto de perder tempo. Acontece, que não é a morte que me assusta, óbvio. E sim, o antes. O porquê, o como.
Uma coisa é você apagar a luz e sair dessa espelunca, outra coisa é não saber como vai sair dessa idiotice que é viver.
A vontade de sumir é algo completamente natural. Das redes, dos olhos das pessoas. Da vida.
Estou cansada dessa vigilância, desse policiamento constante, essa coisa de que tudo é proibido, essa nova onda de caça às bruxas onde já se perdeu os parâmetros do ridículo e cada vírgula precisa ser contestada, discutida, apontada com um dedo sujo e nojento. Antigamente era moda falar do phalo. Tudo que era pontudo e tinha forma de falo era apontado como símbolo fálico. (Sim, ressucitaram Freud) Aí você não podia andar com um guarda chuva, que já era interpretado como que andando com um pau (pênis) na mão. Era moda. Mas não existia rede social.
Hoje, é moda falar de certas coisas. Tudo é sexismo, tudo é machismo. Tudo é um falar mal do veganismo. Então as pessoas rasas falam, pois ouvem os outros falar. Ou seja, são os mesmos otários de sempre, apenas seguem a corrente, seguem a moda.
Veem uma foto de uma mulher, só porque é mulher, já consideram sexismo. Puta merda, tem que ter muita vontade de torcer as coisas, muita vontade de exorcizar, para ver o mal em tudo. Curiosamente, onde tem sexismo, é cega que nem uma porta. Conheço pessoalmente esses tipinhos. São tão vítimas do machismo e do sexismo, mas no Facebook adoram vociferar.
Não vão lá, onde o sexismo impera, fazer um barraco pessoalmente. São covardes. Vão ali, onde não há sexismo, torcer os fatos, porque viram os outros fazerem isso. Absolutamente manipuláveis, até os ossos.
Outro tipo de pessoa detestável são as que pensam que você quer saber sobre sua religião, você posta uma fotografia que não tem absolutamente nada a ver com o assunto e a pessoa vem surtar com "argumentos" esotéricos e acham que todo mundo está interessado.
Não peço palavras de nenhum sistema de crença, pois isso só faz sentido dentro daquele sistema, fora dele, simplesmente não tem sentido, mas isso as pessoas não se dão conta. Elas acham que todas as outras pessoas pensam como ela. Não pensam, o vizinho do lado, tem outro sistema e pensa o contrário.
Aliás, é por causa da religião que tem havido muitos refugiados no mundo inteiro, mas quem dá um pio a respeito?
Existe sim, quem eu respeito por viver a religião de forma verdadeira, dedicando sua vida inteira ao que crê, diferente de tudo o que vejo nos indivíduos comuns. A religião, como me disse uma dessas pessoas, "é uma linguagem".
Sou atéia, e tenho pavor quando alguém vem impor, e de modo ofensivo, suas palavras de "energia do bem" e, curioso que é sempre em tom de briga e sempre é gente surtada. Por isso, desconfio sempre dos positivos, quanto mais impõe suas palavras de "energia" ou suposta "sabedoria" mais escondem um monstro dentro de si.
E, quem disse que o negativo é ruim? Quem disse que o negro, o obscuro, o preto, é ruim? Quem disse? Por que você aprendeu que no escuro é que estão as coisas negativas? Eu me sinto bem no escuro, adoro a noite. Aprendi desde sempre que o lusco fusco do amanhecer é mais bonito do que o dia, que o por do sol e o começo da noite é poesia.
Que o melhor escritor de todos os tempos (gosto meu) é Edgar Allan Poe, que fala quase totalmente de obscuridades, do soturno, das coisas escuras da vida e descreve os alcoólatras, os doentes e as pessoas solitárias como ninguém.
E, nem por isso deixo de ser criança, deixo de ser alegre, de ser a mulher sensual e bonita, bem como escolhi para mim mesma, de ter as boas energias (acredito sim que existe, mas não dessa forma idiota que essas pessoas amargas ficam jogando na tua cara.).
O negativo é como o filme de uma fotografia antiga. Ali está a alma das coisas. Nela está o esqueleto de tudo o que é vivo. Eu queria muito ver um fantasma nas janelas daquela casa. Não tenho medo.
Tenho repulsa é da vigilância dos vivos, que já estão mortos, de medo.
A casa que vi, ao contrário, só me traz conforto. Sua solidão e o vazio que representa, é como um túmulo para a alma. Ali eu queria ficar por uns momentos. A poesia dos filmes de terror, mas sem o medo.
A sua solidão e o vazio, não ter mais a neurose humana, as limpezas, os ruídos, as regurgitações de um corpo vivo. Não, ela é um templo de pedra. Já é posta.
O gato negro. Curioso pelo contato humano. O símbolo da magia da força e da solitude. O poder que se sente quando se está íntegro consigo mesmo. Os gatos não precisam da massa, eles se bastam a si mesmos. Gostam de companhia, mas amam a noite e a solidão de suas almas agradáveis.
O gato estava lá, pois foi o lugar que encontrou para morar. E que lugar!
O espírito do assombro. A alma da casa.
A palabra assombro tem um significado lindo. Mas hoje em épocas de mentes estreitas, ninguém sabe a profundidade das palavras, nem querem procurar saber. Ficam no raso e já lhes basta. A misantropia, o cinismo, são palavras que tem mais de um significado e às vezes eu prefiro nem usar estas palavras nos seus sentidos belos ou outros, pois sei que a gentalha só entende os sentidos torpes e entende-os fora dos contextos dos textos. É preciso aprender a ler. Mas não.
As redes sociais entorpecem, minimizam o cérebro.
As redes onde escolho morrer:
Recebi no Facebook a opção de escolher uma pessoa querida para ficar no meu lugar quando eu morrer. Ela pode ficar postando coisas para mim. Adorei a ideia e já escolhi alguém.
Na hora, minutos depois da escolha, me deu um medo idiota, supersticioso, do tipo: "será que isso não é uma espécie de aviso de que eu vou morrer logo?"
Eu, que amo a morte e sua ideia, me encagaçando com uma bobagem idiota de rede social medíocre. Mas que levamos à sério a ponto de perder tempo. Acontece, que não é a morte que me assusta, óbvio. E sim, o antes. O porquê, o como.
Uma coisa é você apagar a luz e sair dessa espelunca, outra coisa é não saber como vai sair dessa idiotice que é viver.
A vontade de sumir é algo completamente natural. Das redes, dos olhos das pessoas. Da vida.
Estou cansada dessa vigilância, desse policiamento constante, essa coisa de que tudo é proibido, essa nova onda de caça às bruxas onde já se perdeu os parâmetros do ridículo e cada vírgula precisa ser contestada, discutida, apontada com um dedo sujo e nojento. Antigamente era moda falar do phalo. Tudo que era pontudo e tinha forma de falo era apontado como símbolo fálico. (Sim, ressucitaram Freud) Aí você não podia andar com um guarda chuva, que já era interpretado como que andando com um pau (pênis) na mão. Era moda. Mas não existia rede social.
Hoje, é moda falar de certas coisas. Tudo é sexismo, tudo é machismo. Tudo é um falar mal do veganismo. Então as pessoas rasas falam, pois ouvem os outros falar. Ou seja, são os mesmos otários de sempre, apenas seguem a corrente, seguem a moda.
Veem uma foto de uma mulher, só porque é mulher, já consideram sexismo. Puta merda, tem que ter muita vontade de torcer as coisas, muita vontade de exorcizar, para ver o mal em tudo. Curiosamente, onde tem sexismo, é cega que nem uma porta. Conheço pessoalmente esses tipinhos. São tão vítimas do machismo e do sexismo, mas no Facebook adoram vociferar.
Não vão lá, onde o sexismo impera, fazer um barraco pessoalmente. São covardes. Vão ali, onde não há sexismo, torcer os fatos, porque viram os outros fazerem isso. Absolutamente manipuláveis, até os ossos.
Outro tipo de pessoa detestável são as que pensam que você quer saber sobre sua religião, você posta uma fotografia que não tem absolutamente nada a ver com o assunto e a pessoa vem surtar com "argumentos" esotéricos e acham que todo mundo está interessado.
Não peço palavras de nenhum sistema de crença, pois isso só faz sentido dentro daquele sistema, fora dele, simplesmente não tem sentido, mas isso as pessoas não se dão conta. Elas acham que todas as outras pessoas pensam como ela. Não pensam, o vizinho do lado, tem outro sistema e pensa o contrário.
Aliás, é por causa da religião que tem havido muitos refugiados no mundo inteiro, mas quem dá um pio a respeito?
Existe sim, quem eu respeito por viver a religião de forma verdadeira, dedicando sua vida inteira ao que crê, diferente de tudo o que vejo nos indivíduos comuns. A religião, como me disse uma dessas pessoas, "é uma linguagem".
Sou atéia, e tenho pavor quando alguém vem impor, e de modo ofensivo, suas palavras de "energia do bem" e, curioso que é sempre em tom de briga e sempre é gente surtada. Por isso, desconfio sempre dos positivos, quanto mais impõe suas palavras de "energia" ou suposta "sabedoria" mais escondem um monstro dentro de si.
E, quem disse que o negativo é ruim? Quem disse que o negro, o obscuro, o preto, é ruim? Quem disse? Por que você aprendeu que no escuro é que estão as coisas negativas? Eu me sinto bem no escuro, adoro a noite. Aprendi desde sempre que o lusco fusco do amanhecer é mais bonito do que o dia, que o por do sol e o começo da noite é poesia.
Que o melhor escritor de todos os tempos (gosto meu) é Edgar Allan Poe, que fala quase totalmente de obscuridades, do soturno, das coisas escuras da vida e descreve os alcoólatras, os doentes e as pessoas solitárias como ninguém.
E, nem por isso deixo de ser criança, deixo de ser alegre, de ser a mulher sensual e bonita, bem como escolhi para mim mesma, de ter as boas energias (acredito sim que existe, mas não dessa forma idiota que essas pessoas amargas ficam jogando na tua cara.).
O negativo é como o filme de uma fotografia antiga. Ali está a alma das coisas. Nela está o esqueleto de tudo o que é vivo. Eu queria muito ver um fantasma nas janelas daquela casa. Não tenho medo.
Tenho repulsa é da vigilância dos vivos, que já estão mortos, de medo.
sugestões
alma,
assombração,
bruxas,
casa mal assombrada,
cinismo,
Edgar Allan Poe,
Ellen Augusta,
Ellen Augusta Valer de Freitas,
energia,
gato preto,
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