domingo, 10 de abril de 2016

Um coração cortado com sal

Coração dos comuns mesmo...
destes que por qualquer coisa sangra e chora, também fere o suficiente.
Porém, reveste-se de pedras, escondido com medo de ter revelado seu segredo.

Eu não sinto, e quando sinto, sei quanto dói perceber, admitir.
Não creio, nem em mim, nem em quem pode me amar.
Nego até a morte a possibilidade do sentimento,
pois espelha a possibilidade de sofrer,
doer mais do que o usual.
Um belo sofrimento, mas sim, dói como a vida.
A dor de todo o dia não é a mesma que sinto,
quando lembro dos teus olhos, da sensação de riso e alegria
que você me provoca.

Quando todas as vezes, tendo destruir o que me arrebata
Sou destruída pelo que tanto evitei em mim.

Olhando para trás, vi que o amor sempre andou comigo e eu o desprezei.
Ele me carregou no colo, me idolatrava. Eu era apenas medo.

A frieza de um metal, água e fogo cortado com sal.

A paixão crava na pele e é como uma tatuagem.
Mal sinto a dor e já gostaria de sentir o mesmo efeito,
As marcas dolorosas também podem ser boas... depois...
quando o tempo passa.

Agora, só quero que fique.

Ellen Augusta







quinta-feira, 17 de março de 2016

Uma vegana solteira - como eu me sinto

Eu já pensei em escrever aqui sobre minha vida. Como um diário, mas acho isso um saco. Meu lance é escrever sobre o que aparece em minha mente, no agora... não importa o que seja.

De um dia para o outro eu me tornei uma mulher sozinha, divorciada.
Que palavra pesada essa: divorciada. Solteira seria melhor? Não sei.

O impressionante é meu estado de espírito nesse momento. 

É uma sensação boa e também angustiante. Será que vai dar certo? Será que vou sobreviver? Essas preocupações, que deveriam me deixar mal, não estão me abalando, pelo menos aparentemente. Não sei se ainda tive tempo para sofrer.

Eu queria sair de casa com apenas o básico. Como básico só me vinha à mente meu computador, meus livros e um colchão.
Mas quando se prepara uma mudança, você percebe que tem coisas demais.
Tudo parecia estar espalhado pela minha ex casa. Eram tantas coisas pequenas, marcas de longos anos vivendo em um lugar.

Ele me disse para não pensar que vai ser ruim. Mas eu tenho medo, e se for?

Eu sei que tudo pode ser ou não ser, dependendo de como eu mesma levar as coisas. Mas, saberei?

Eu venci muitos medos, estou vencendo ainda. Preciso de mais um trabalho para ficar mais tranquila. Sei que vou me sentir só, a solidão me acompanha mesmo quando era casada pois é algo interno, não tem a ver com os outros. Mas estou enfrentando.
Morando num lugar muito alto, com elevador. Eu, que tenho medo de elevador!

O mundo agora é diferente para mim. Sim, quando eu era casada era muito independente, fazia tudo o que farei agora, mas é diferente quando se tem um companheiro como eu tive.
E hoje estou no auge da minha fase adulta, pois eu no fundo tenho uma mente muito adolescente.

Só que não farei como a maioria das pessoas que despreza o que já viveu.
Eu não.
Recomendo o casamento a qualquer um. Me fez muito feliz, aprendi muitas coisas, inclusive a ser mais adulta. Seria igual se estivesse sozinha? Sim ou talvez, mas com alguém ao seu lado, tudo é melhor.

Vou curtir minha nova solidão, meus momentos de uma liberdade que só quem sai de uma relação sabe o quanto é bom, é como respirar ares novos, mais apaixonantes.

Mas, e pelo menos penso isso neste instante, eu pretendo me casar mais vezes sim. Não sei se será da mesma forma, do mesmo jeito, mas eu não vivo sem homem, admito. Amo uma companhia, mas só quando é a melhor.

Pois, embora eu esteja de mãos dadas com a morte, tem muita vida circulando em meu sangue. E, foi quando me dei conta disso, que tomei minhas decisões e decidi dar um salto no desconhecido.

terça-feira, 8 de março de 2016

Asas negras cores fortes

Perdi o medo de voar.
Na poesia sobre o mar, precisava morrer para encontrá-lo.
Essa morte para uma vida, um sufoco. Eu precisava de ar.
E ansiava por encontrar o mar.
Eu desejei tanto viajar, no fundo da alma só pensei nisso o tempo todo. Até que enfim, uma bela e amigável oportunidade surgiu.
E ver o mundo do alto novamente foi tão emocionante, pena que durou tão pouco tempo...
Quando cheguei à praia, o que aconteceu foi que eu vivi completamente o presente.
Algo que não andava fazendo, estava sempre distraída, longe daqui. Mas na praia não. Neste lugar, não havia tempo para fugir, eu estava sempre ali, focada em cada detalhe lindo da natureza.
Eu não tive tempo nem de pensar, pois diante da beleza o pensamento desaparece, tudo some, e existe apenas aquela paisagem perturbadora, a me chamar...
Incrível como aqui onde eu moro, existem tantas distrações, o celular principalmente, é como uma armadilha que carrego no bolso.
Mas lá meu tempo era apenas viver. Eu curti tanto cada passo que dei, mesmo que em determinados momentos algo antigo em mim voltava: o medo.
Medo de me perder, medo de esquecer essas memórias que carrego comigo, medo de não querer mais voltar.
E aqueles pensamentos mórbidos que me acompanham, sumiram simplesmente. O mar causa isso em mim: uma vontade de viver.
Diante do Oceano, daquela paisagem tão perfeita, eu senti como há muito tempo não sentia, uma vontade incrível de estar viva. E refleti, me perguntei, onde estavam aqueles pensamentos de morte, aquele meu dom para desejar tanto sumir da Terra quase que por encanto.
Esses pensamentos se calaram, entraram em férias, saíram das minhas férias... me deixaram em paz.
Para mim, pelo menos, é fácil amar a vida ao ver o mar e o céu em conjunto. Ao ver a Natureza exposta como uma ferida, para que se admire a vida que existe ali.
Eu presenciei um temporal magnífico, o mar ficando escuro, também a névoa branca que está sempre em meus sonhos...
 Não há nada mais lindo que o mar à noite, a névoa gelada cobrindo a areia, nossos passos sempre acompanhados por um fantasma amigo: um cão amigo que nos acompanhou enquanto nos perdemos.
 Quero voltar, tão logo puder. Meu desejo por viver só se renova aqui.
No último dia em que estava na Praia do Maço, um homem que estava por lá nos parou e disse:
"É possível levar consigo as emoções q se sentiu aqui."
Eu fiquei tão emocionada com essa frase que estou gravando ela aqui, e tentando reproduzir neste blog um pouco do que eu senti lá.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Por que Fernanda Torres tem que pedir perdão?

Independente de concordar ou não com o texto da Fernanda Torres, que você pode ler aqui, ela não tem que pedir desculpas.
Protesto contra a Violência em que participei com a admirável feminista Vera Daisy
“perdão por ter abordado o assunto a partir da minha experiência pessoal que, de certo, é de exceção”
Todas nós falamos a partir de nossa experiencia pessoal. Um texto isento de vivências é artigo científico e mesmo estes, hoje, já contam com uma certa flexibilidade no uso de termos pessoais. Fernanda é colunista, escreve crônicas, escreve o que pensa.

O artigo em questão, chamado Mulher, considerei fraco, um tanto machista, talvez equivocado em alguns pontos. Me pareceu que ela apenas se expressou mal em algumas questões. Mas concordei com outras. Uma delas, por exemplo, é que apoio a campanha contra o assédio mas tenho também minhas críticas e penso um pouco como ela: ser desejada também pode ser bom.
Há diferenças entre tipos de cantadas, há assédio, há abuso e há quem goste de elogiar e ser elogiada, numa boa.
Eu posso mandar um cara tomar no cú quando me assedia (acabei de fazer isso hoje), e também posso sorrir, se eu quiser e isso também já fiz. Mas o movimento contra o assédio quer a liberdade das mulheres na rua. Não temos que ser objeto, nem ter medo de sair à rua. O ambiente público também é nosso.

Dá para pensar dessa maneira sim, sem ser contra a campanha.

Mas por que ela tem que se desculpar?
No seu texto de desculpas, chamado Mea Culpa, ela escreve:
“as críticas procedem, quando dizem que eu escrevi do ponto de vista de uma mulher branca de classe média. É o que sou.” 
Essa tentativa de barrar as pessoas de emitirem suas opiniões baseada na cor da pele ou condição é simplesmente censura.
E notem que a atriz sequer tocou em questões raciais. Apenas descreveu como era sua empregada de infância, parte de sua experiência como mulher.
Até homem tem esse tipo de discurso quando afirma que eles não podem falar sobre feminismo. Mas aí quando um homem fala isso e outras regras sobre as mulheres que se inventou nas redes sociais - e que só funcionam lá dentro - nenhuma feminista manda ele calar a boca.
Se perde muito por não ouvir a ponderação de alguém, apenas por que não é do mesmo gênero que o seu, se essa opinião for relevante.
Ok, mas ela é uma mulher. E mesmo sendo mulher, seu direito de falar está restrito por causa de seu corpo? Qual será a próxima condição que teremos que vencer?
Esse tipo de 'cale-se' é uma tendência irritante nos meios interseccionistas, que misturam ideias e querem impor seu modo de pensar a todos, censurando quem é diferente.
O feminismo em particular sofre de um problema: não aceita ser criticado. Há sérias questões a serem repensadas e as mulheres deveriam ser as primeiras a fazê-las. Criticar não significa ser anti feminista ou ser contra o feminismo.

Essa conversa de ser contra o feminismo é apenas um discurso aprendido que nos coloca contra nossa própria natureza. Devemos lutar e marcar presença em todos os lugares.

Num mundo machista, toda mulher deveria ser feminista.

E, sendo feminista, não guardar o machismo dentro de si.
Mas o feminismo precisa se renovar.

Os protestos das alunas contra a proibição de usar short no Colégio Anchieta, que você pode ler aqui, é a prova de que o feminismo vem sendo renovado, mas ainda falta mais.
Eu gostaria de ter alunas como estas. Sempre abordei o feminismo em sala de aula, coisa rara, que deveria ser estimulado pelas feministas (e por professores e professoras) em todas as matérias escolares, para meninos e meninas, ressalto.

Todos tem o direito de se manifestar. E uma mulher pode e deve falar, independente do seu biotipo ou classe.
Até quando o tipo físico de alguém vai ser impedimento para a liberdade de expressão?


A mulher translúcida - um desabafo

Eu costumava me esconder. Achava que assim sentiriam minha falta. Nunca usava o Facebook e evitava qualquer contato pois sempre pensei que causaria um incômodo. E eu temia tanto perder as pessoas.
Sempre quis ter amigos, sempre procurei ser presente, mas havia tanta efemeridade mas atitudes alheias.
Só que um dia eu decidi me libertar da opinião e pensar por mim mesma.
Eu percebi que o mundo era mesmo virtual e as pessoas eram rasas mas... nem todas assim são e nem por isso deixaria de ser profunda, de ser amiga, de ser feliz ou de expressar toda minha tristeza, a despeito do que eu encontraria diante de mim.
Eu abri a solidão de meu coração para quem quisesse ver.
Minha existência sinto agora como uma bandeira a tremular querendo dizer algo tão forte, mas que quase ninguém percebe.
Talvez exista algo que eu realmente esconda. Quanto mais revelo mais parece que há o que ninguém consegue ver.
Quanto não será apenas aspectos, atuações, devaneios e vontade de burlar com o lúcido.
Eu sei que brinco com a imaginação de quem não me conhece e também sei que quase ninguém, ou quiçá ninguém, me conhece realmente.
Mas hoje eu não estou me importando com a dor da despedida, não me importo mais com o fato de não haver com quem contar muitas vezes, nem com quem dividir momentos frívolos de humor e coisas do dia a dia como tomar um café e sentir o Alegre da vida.
Talvez sejam os "novos tempos", talvez não, talvez eu seja cega para quem gosta de mim, desencanei.
Agora eu expresso todo o meu ser, tudo o que ele quiser, conforme o instante dessa curta existência.
Sou toda a felicidade e toda a solidão, mas sou mais do que tudo, morte, ela sempre me acompanhou.
Estou como numa vitrine para o nada e resisto ao risco de que seja realmente nada.
Ellen Augusta

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

"Escrever é escrever escrever escrever"


Essa frase foi a inspiração para todas as vezes que estive diante de uma vontade, a de expressar ideias, comunicar diretamente ou apenas desabafar meus desejos poéticos.
Hoje vou contar um pouco sobre a autora dessa frase, que me inspira a escrever todos os dias. Por causa dessas palavras e seu fluxo em minha mente, me tornei eu mesma uma escritora.
Gertrude Stein é uma escritora norte-americana que passou boa parte de sua vida em Paris, sendo pintada até por Picasso.
Ela causou uma ruptura na narrativa linear do Século XIX, usava linguagem coloquial em seus livros e repetições de palavras sugerindo uma sequência de imagens e humor em seus textos. Ela escreveu novelas, poesias e teatro.
Algumas de suas obras foram interpretadas como uma reelaboração feminista da linguagem patriarcal.
Ela fazia experimentos, deixando seguir a corrente de sua consciência, num estilo rítmico peculiar.
Deixava ao leitor o poder de pensar e decidir sobre seus personagens e é autora de uma das primeiras histórias homossexuais da época.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Coluna Antena - Marcio de Almeida Bueno

☆Só eu fiquei meio desconfiado com a história do produto que causa o mesmo probelma causado pelo vírus do mosquito que ele combate?
 Às vezes parece meio conveniente à incompetência do Estado que um único inseto carregue as três epidemias mais temidas no momento. Porque há mais de um milhão de espécies de insetos, mas apenas uma, em um país continental como o Brasil, transporta os diferentes vírus em questão. Ao menos, questões como saneamento básico, higiene e responsabilidade de cada um vêm à tona. E infelizmente 508 bebês estão pagando o preço por tudo isso.
☆Nascida em Veranópolis, a vereadora de Porto Alegre Sofia Cavedon é autora da nova lei que proíbe saleiros nas mesas de restaurantes, bares e cantinas de escolas e hospitais. Ela explica que, muitas vezes, colocar mais sal na comida é questão de impulso.
 ☆ Olha, eu já fui em restaurantes chineses vegetarianos daqui da Capital em que a comida é temperada até não mais poder, com seus sabores exóticos. E tem gente que se serve no buffet e depois coloca sal em cima de tudo, parece neve. Como se precisasse. E daqui a dez anos vão estar fazendo promessa para santo, a fim de curar problemas nos rins, pressão alta, etc.
 ☆ "Quando você vai comprar algo, não paga com dinheiro, paga com o tempo de sua vida que teve que gastar para ter esse dinheiro. Todavia, se tem muito dinheiro, tem que gastar tempo em controla-lo e cuidar para que não te roubem. E, ao final, és um pobre escravo que já não tem tempo para viver". Frase de Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, que leva uma vida simples.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Portas transparentes

Nas imagens que se abrem em meus olhos quando durmo,
fecho portas transparentes
estou só, através de vidros translúcidos,
minha casa é negra, com passagens de luz.

O Sonho ofereceu-me sua morada
A casa, névoa branca e cinza, eterna cortina de saudade
envolve objetos repletos de afeto,
o corpo sonambular,
as memórias apagadas.
A Criança diz teu nome
Não esperava e, fato é:
Abriu-se a percepção
amorosa.

Roubei teu livro no cemitério,
o lugar onde guardei tudo de ti.
Enfeitei com flores o nada, teu espírito e tudo que não mais sei como é,
e decretei morte à minha Assombração.

Acordo de madrugada,
com a solidade cortando meu peito,
feito sal na ferida sangrante.
Eu deveria levantar guerra, ferir-te como quem ama,
Mas nada existe de real.

Sonhos são sonhos,
A fenda de realidade,
que mostra uma profunda verdade.

Ocultada neste olhar, que só sente
Saudade.

Ellen Augusta

domingo, 3 de janeiro de 2016

Imago fantasma

Quando nasce de dentro essa sensação.
O imago ressurge do espaço nuvem do meu espírito
     um companheiro cruel, que nunca me deixou,
trazendo o mal estar da saudade tão sofrida, de lembranças doloridas.
Lembrar é igual a viver
o sentimento sonhado é igual ao deixado, ao perdido,
feito farrapo por mãos iludidas,
por palavras alternadas entre o pensar e o falar, negar e permitir.
Sonhar é como morrer

E eu, que já estou morta, estou farta de sonhos,
mórbidos, em que o passado,

vem, vem, como um fantasma,
assombra-me de novo e sempre....
o anjo denso como um esqueleto
que carrego fechado dentro de mim.

Este, que já não está, não vive na casa da minha mente, não existe....
só viveu no passado, só existiu na trégua da dor,
só atormenta meu ser, quando preciso sofrer...

Mas há, há algo de sua névoa, que sempre aparece,
e quando dói, é como qualquer coisa que crava a pele,

é como se rasgasse uma mortalha
com a sombra da vida.


Ellen Augusta

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Flores para o Solstício de Verão

O que eu faço com estas flores vivas?


Sonhei que minhas flores estavam vivas, prefiro
a eternidade das mortas
Elas que já tiveram um suspiro em minhas mãos
pertenceram ao vento, ao teu sorriso e um dia foram colhidas e destinadas a mim.

Acordam-me nos sonhos, brancas, roxas, sofrem em meu coração.
A concordância de serem frágeis, destinadas ao não ser.
À negação, ao féretro, ao perfume, à conquista efêmera de um momento.

Nunca soube ser nada além do corte.

A névoa de um balanço, as flores se movem no ar. Basta tua presença.
Sinto-me trêmula como as rosas.

Com a melancolia no olhar, ele as observa impassível, porque também é tão sensível
quanto uma flor.

Ellen Augusta

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal, pobre animal

Ao ver um cachorro rasgando uma sacola de lixo para conseguir pegar um osso, como não sentir nojo, repulsa, asco,

do animal humano?

Essa foi a cena que desagradou meu dia, e que trouxe lá do fundo do meu ser, a velha desesperança.

A mesma que ora enterro, ora vem à tona, conforme o dia lá fora, ou a minha disposição interior.
Eles perderam o rumo - domesticados, escravizados - e vagam pelas ruas, a procura de comida, abrigo e carinho. Era de nossa responsabilidade, o afeto e proteção. Hoje, é preciso permitir a liberdade aos animais. Devolver, deixar-lhes a paz, e antes disso, como numa guerra, lhes dar o mínimo necessário, comida, remédios e amor. Mas o que se faz, é o pouco, que não conseguimos sequer fazer a nós mesmos ou o muito, a maldade reflexa.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A tumba da lealdade

Estava num de meus dias em que se misturavam a paixão e a desesperança, quando, procurava uma fotografia para meu blog, para um dos assuntos que virão a seguir. E encontrei esta,  a fotografia da tumba de Jeannette Ryder. Não a conhecia e, fui pesquisar e trazer aqui para o blog um pouco de sua história.

Ela era norteamericana e viveu no começo do século XX em Cuba, fundou a Sociedade Protetora de Crianças, Animais e Plantas, também conhecida como Bando de Piedad.

Criou um hospital para animais, combateu a utilização abusiva de animais para tiro e carga (carroças), também fazia campanhas para o controle de natalidade de animais e era contra às corridas de touros em seu país.

Típica protetora, sempre levava comida para cães e gatos nas ruas, não se importando com as críticas e zombarias do povo ignorante.

Quando foi enterrada, sua cachorra Rinti se instalou em seu túmulo, e nunca mais saiu de lá. Os visitantes lhe levavam comida, que ela sempre recusou, até que morreu de fome, sendo fiel à sua tutora, até o fim de seus dias, numa demonstração de amizade rara e tão próxima do amor.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O brilho do Sol faz minhas sombras mais belas

Eu não suporto a luz do Sol, fere meus olhos e queima minha pele, e prefiro-a branca, cada vez mais branca, como se fosse possível que fosse mais. Mas não posso escolher os dias e muitas vezes não há outro remédio que não sair de casa. O trabalho me obriga, e também a vida lá fora me chama, pois a morte é uma tentação, e não pretendo-a todos os dias.
Gosto de fotografar o Sol, nessas imagens, ele já não fica tão lúcido, as sombras ficam mais evidentes. São recursos da câmera para disfarçar a luz e contê-la dentro da fotografia. Eu prefiro os efeitos que ele causa nas sombras.
Quando a luz se projeta sobre as águas, parece que até influenciam no aroma, no movimento, em tudo ao redor. Como qualquer ser que pode usar a visão é assim que conheço as coisas. Mas sem as sombras, a luz apenas seria uma agressão sem sentido, uma queimadura a me ferir.
 Uma das coisas mais lindas que já vi, foi o amanhecer na praia. O dia chegando, ainda sendo noite. O desespero do sol sobre a inconstância das ondas... Aquela névoa refrescante da manhã e eu ali, sem saber o que ver primeiro, o que sentir, o que esperar.
Ou então o contrário, a luz que a lua projeta sobre as ondas que vem chegando até a borda.
O olhar solitário da lua sobre o absoluto impenetrável do mar.
Essa sensação é completamente agradável, sem ela jamais poderia saber o que é terra ou o que é oceano, eu amava essa luz. Agora, já não a tenho ou, se terei, não sei. Nunca mais vi o mar.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Enlevo

Por que fui conhecer o medo
diante de seus olhos fechados
onde estava minha loucura
precisava dela ali.


a saudade inventa traços
descrevendo o que cai pela janela - um céu negro imensurável
a caneta escreve o inegável, por dentro
o sonho de ser teu corpo

Encantada pelas lembranças de tuas palavras,
o invólucro da presença,
é suicídio, mas para quem quer morrer
é alívio.

É o contrário, mas para minha poesia, precisa ser assim.

A recordação, caminha com os pés em direção às marés
carregada de cortadas dores, eróticos pensamentos,
lágrimas incômodas
a falta doentia levo-a e jamais voltará.

se tudo o que escrevo inexiste, eu mesma nem sei
se alguma coisa restou
o que sinto, já não entendo,
a noite, a nuvem quando cai,
é por ter adormecido
dentro da história que eu sou.

Ellen Augusta





sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Branco nos meus sonhos

Eu chorava imensamente, dentro do sonho e quando acordei.
E dizia para quem estava, lá dentro
e para a música que ouvia, aqui fora:
Que, o problema aqui, não é bem a distância que nos separa, talvez bem mais seja a melancolia interior.
Essa angústia, ferida, que nos separou a alma.
Eu atravesso ruas perigosas, os carros passam, voam por cima de mim, não há ordem em nada.
Há algo vermelho e terroso por todo o lugar. Como é diferente meu íntimo, das coisas que eu tenho em meu pensamento.
Como é diferente a minha cor, dos tons que guardo em meu inconsciente.


Um lençol branco imenso

cobria pedras com rachaduras profundas, meus pés eram tão frágeis, pois sei, quase sempre não tenho chão.

Eu via aquela criança, de camiseta branca, sentada a me olhar.

A dor antiga, impossível resgate. A doçura infantil espelhada num disfarce.
Ao meu lado, tentando me fazer lembrar.
E estava sentado, sobre as pedras, como alguém que simplesmente tenta oferecer ajuda.
A inocente infantil tentativa.
Como sou. Senti o carinho dentro de mim, sentimentos de uma mulher morta.
Mas o menino ficou para trás, quando acordei.

Buscava recolher todas as coisas. Objetos do chão, símbolos oníricos.
Fecho meus olhos. Ignoro o que guardo em mim.

Só podia dizer aquelas palavras.

A figura inquietante, a me torturar,
O irmão, a criança.
E a lembrança, a cor que persiste em cada sonho.


Ellen Augusta

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Feministas Emancipadas e Feministas Ressentidas

Um artigo de Bruno Frederico Müller

"Aquele que vive para combater um inimigo tem interesse na continuidade de sua existência"
Friedrich Nietzsche

PREÂMBULO

Sempre foi minha política não me envolver em debates feministas. Por três motivos. Primeiro, porque como homem, provavelmente não seria bem-vindo e talvez eu mesmo não me sentiria à vontade. Segundo, porque o feminismo tem várias vertentes, e assumir uma posição apenas significaria sair queimado e chamuscado com o rótulo de "machista" pelas outras vertentes diferentes daquela à qual eu me alinhasse. Terceiro porque tenho aquele péssimo hábito do... pensamento crítico. Nunca compro NENHUMA teoria na sua integralidade, e não sem antes analisá-la minuciosamente, microscopicamente, em todos os seus detalhes.
Pois bem. Meu silêncio se encerra agora. Não é do meu feitio acovardar-me por muito tempo, e quem me julgar a partir deste texto estará dizendo mais sobre si do que sobre mim. "Conhece-te a ti mesmo". Eu sei quem sou e não vai ser um ente exterior que vai me colar o rótulo de machista - não sem um excelente arcabouço teórico e muitas evidências para sustentá-lo.
Enfim, depois da publicação da minha TRILOGIA MALDITA, que sequer era endereçada particularmente a elas, eu me vi sendo atacado por feministas virulentas me chamando não só de machista, mas de racista e até explorador de animais. Eu ri. Ri, e refleti. Pois graças aos meus textos também conheci ou estreitei laços com feministas que concordavam com eles e não se sentiram ofendidas na sua feminilidade.

E eu, como estou numa onda criativa de deduzir hipóteses mágicas que se corroboram a si mesmas sem qualquer esforço do investigador (eu), decidi forçar um pouco a minha sorte e formular mais uma hipótese.

Há dois tipos de feministas: as feministas emancipadas, e as feministas ressentidas.

FEMINISTAS EMANCIPADAS

As feministas emancipadas* são aquelas que não veem os homens como inimigos. Elas combatem o machismo como um fenômeno social, mas não guardam mágoas nem cobram "dívidas históricas". Elas sabem que a cor da pele e os genitais não ditam o caráter e as ideias de uma pessoa. Elas mantêm relações estreitas com indivíduos de todos os gêneros, e mantêm amizades e até relações íntimas e saudáveis com indivíduos do sexo masculino, sempre em relação de parceria. Elas buscam um diálogo construtivo. Elas olham para o futuro, o futuro sem discriminações, e não para o passado que não pode ser mudado.

No concernente aos animais, as feministas emancipadas de modo algum se sentem diminuídas quando expostas ao sofrimento, tortura e morte de fêmeas de outras espécies. Porque, emancipadas que são, elas têm aquela sensibilidade, aquela solidariedade que leva a desejar que sua condição livre seja a de a todos os outros seres - como dizia Simone de Beauvoir, com a exceção desta restringir-se à espécie humana. Elas entendem que a liberdade é mais do que uma necessidade de quem está acorrentado ou enjaulado - é, como dizia Jean-Paul Sartre, a própria condição do ser; de novo, com a exceção deste restringir-se à espécie humana. Assim, elas querem a liberdade animal tanto quanto a de si mesmas, quanto de seus irmãos e irmãs de jornada. Elas não querem reverter a ordem - elas querem subvertê-la.
Se amanhã, por mágica, o machismo desaparecesse, as feministas emancipadas se veriam felizes, realizadas, plenas. Sua energia criativa floresceria e voltar-se-ia para outras formas de ação ou diálogo construtivo.

FEMINISTAS RESSENTIDAS

As feministas ressentidas**, por outro lado, não conseguem conceber-se senão como vítimas de um sistema patriarcal opressivo. Elas não se percebem portadoras daquilo que Sartre denominava de "liberdade ontológica". Elas negam a própria liberdade e, assim, incorrem no que o mesmo pensador denominava de "má-fé" - pois podemos negar nossa liberdade, mas jamais renunciar a ela. Em outras palavras, elas ESCOLHEM se postar no papel de vítimas. Por mais que tenhamos efetivamente sofrido na vida, temos a liberdade de usar a dor de forma construtiva ou destrutiva, de modo que nos fortaleça ou nos torne ainda mais vulneráveis. Em outras palavras: emancipação ou vitimização.

Vítimas que são, as ressentidas odeiam seus opressores com todas as forças possíveis. E projetam seu ódio no opressor - denominando os homens de misóginos. É claro que existe misoginia - como existe misandria, o que muitas delas negam. Mas será que o ódio às mulheres está tão amplamente disseminada na sociedade (lembrando que machismo e misoginia não são intercambiáveis, e o segundo é provavelmente mais grave)? Ou será que a simples divergência perante conceitos e práticas das feministas ressentidas pode levar um homem a ser acusado de misoginia? Eu arrisco dizer que a misoginia (diferente do machismo), a despeito do perigo que representa às mulheres, está restrita a uma minoria dos homens. Digressões à espera de pesquisas que elucidem a questão...

Retomando: elas odeiam os homens e tudo que eles representam. O homem opressor. O falo opressor. Todo homem como potencial estuprador. E logo disseminam conceitos como "toda penetração é um estupro". Castração e puritanismo estão sempre à espreita no horizonte de uma feminista ressentida. A amizade ou intimidade torna-se problemática e disfuncional. E, suspeito eu, dificilmente em parceria, mas em condições de dominação de uma das partes.

Elas enxergam tudo como uma relação de poder, e não veem outra alternativa senão reverter tal correlação de forças - de modo que o diálogo igualitário com qualquer indivíduo do sexo masculino é inviável. Ou eles aceitam o debate nos termos por elas ditados, ou eles serão escorraçados e para sempre estigmatizados com o rótulo de "machista" e/ou "misógino". Aliás, consegue a feminista ressentida conceber qualquer homem, mesmo um submisso, como sendo nada além de um machista? Tenho minhas dúvidas...

Encontrando-se assim envenenadas pelo ressentimento, elas não percebem que se tornam presas do sistema que dizem combater. Elas necessitam do machismo como o soldado, da guerra. Elas reproduzem o machismo ao negar-se ao diálogo igualitário, ao separar de forma maniqueísta homens e mulheres (e negros e brancos, ocidentais e orientais, e todas essas falsas e superficiais dicotomias que não conseguem enxergar o conteúdo por detrás do invólucro). Elas tiram toda sua força e legitimidade do machismo e da misoginia. Elas dependem deles para sobreviver. Daí minha afirmação de que essa modalidade de feminista VENERA O MACHISMO***.

Disso resulta que a feminista ressentida não admite ser "comparada" com vacas, cabras, galinhas e fêmeas de outras espécies. Elas o veem como uma afronta, mais uma manifestação de misoginia, de ódio dos homens às mulheres, pois tais "comparações" seriam mais uma forma de humilhação, depreciação de seu gênero. Outro meio de submetê-las a esse sistema patriarcal opressor do qual só podem escapar pela reversão das forças de poder. Elas falam de empatia, mas somente com as "irmãs" e os "submissos" e aqueles que elas percebem como "oprimidos". Qualquer outro será enquadrado - ou silenciado - em nome da... empatia, termo que já percebi extremamente comum entre os ressentidos, mas que não poderia estar mais distante de sua prática.

Em conclusão, se o machismo acabasse amanhã, por mágica, as ressentidas estariam perdidas. A quem odiar? Quais forças de poder reverter? Como destruir o inimigo - se não há mais inimigo? Toda sua energia tóxica, venenosa, carcinogênica, elas teriam de dirigir para outro inimigo, ou para si mesmas, mergulhando em depressão profunda, pois a única coisa que cultivavam, que as mantinha vivas e altivas, subitamente se fez obsoleta - o ressentimento.

NOTAS

* Falo de "emancipadas" em vez de "empoderadas" por vários motivos: primeiro, porque são palavras próximas em significado, e é sempre preferível, neste caso, usar um termo consagrado a um neologismo. Segundo, porque de todo modo eu odeio neologismos, especialmente quando advindos de traduções tati-bitati de idiomas estrangeiros. Terceiro, porque "empoderar" é um verbo feio de dar dó.
** Emprego o conceito de ressentimento, neste breve ensaio, inspirado no sentido a ele atribuído por Friedrich Nietzsche, em Genealogia da Moral.
*** Afirmação que serviu de pretexto para meu banimento do grupo Veganismo e que, à primeira leitura, pode parecer não mais do que um insulto proferido no calor do momento. Ao contrário, ele foi muito pensado e refletido após o que testemunhei naquele mesmo grupo, por parte de feministas supostamente veganas. Tanto que só postei a dita afirmação no dia seguinte.

Bruno Frederico Müller é historiador e escritor.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O jardim frio

Há tristezas que não podem ser mostradas. Elas são mais tristes, penosas e não são bonitas.
Tentativas de poesia para o fatídico não se encaixam no mais terrível destino, onde nada é tão penoso, tão sofrível, tão desastroso.

Ver o outro sofrer, estar preso em si mesmo, em um outro mundo.
Não é meu mundo, mas eu sofro tão profundamente, que mesmo gritando não consigo aplacar essa dor.
Seria preferível receber um recado dos mortos. Do que saber de certas coisas.
Saber, me faz gritar à noite. Me faz infeliz, me faz sofrer, me faz sozinha no mundo.

O outro. É a minha irmandade. É parte, que eu tentei ignorar. Mas nada pode ser esquecido, o que no fundo ficou e está.

Misturam-se tristeza com a dor do irmão/Misturam-se a lembrança do amigo com a temível cortina, o véu de ausência.

Tento trazer à luz o funesto, torná-lo bonito, pois assim sempre sobrevivi.

A um mundo insuportável,

Busquei palavras, amei cada uma delas. Procurei com cada letra,
a outra forma de morrer.

A cada dia, naquelas pedras batem os mesmos pensamentos, o ritual.
O ilusório, a morte, para esquecer a vida estúpida
que te faz infeliz.

Ellen Augusta

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

As flores brancas

Sentido guardado
isolado.. em silêncio.
no ponto luminoso do farol
respiro o vento
quando traz o cheiro do mar, eu lembro.
meus cabelos crescem, eu os corto
no sonho vejo-os longos, as roupas de cores: azul, verde, violeta.
eu os corto, ainda não é  hora
uso o negro pois minha alma traz seu nome igual ao meu.

tenho nas mãos as marcas roxas do sono, as flores brancas do encanto
suspensas por todo o ar
como uma saudade que eu possa capturar
A chuva se aproximava e era de flores:

Por que estavam no ar, no meu corpo, na minha boca e por todo o lado que voltasse o olhar?

Por que brancas, sem em mim tudo é violáceo?
por quê? esses cruzamentos essa distância, esses pensamentos?
sonhos/ em que tudo são tormentos, guardam em si mesmos boas lembranças - porém!

Eu vivo como uma concha, tragando liberdades.
Cada pétala caída, cada flor colhida,
Morrem comigo, nas palavras, em um movimento de minhas mãos, covardes.

O medo, a solidão, esta flor branca , vive internamente.
Abre-se e chora.

Não consegue jamais desvencilhar-se
de uma condição.

Ellen Augusta

sábado, 7 de novembro de 2015

Eu como sem culpa porque sou livre e o filme Terráqueos - uma aula sobre a liberdade

O cozinheiro é meu marido, e minha função é comer. Adoro.

 Estou resgantando as fotos de uns CDs antigos e salvando no meu HD, achei essas fotos.
Enquanto isso, estou ouvindo palestras do de um professor de história que costuma comparar Shakespeare com Facebook. Mas já tirei-as daqui do blog, desde que ele começou a falar que células são animais, plantas sentem dor e que Hitler era vegetariano, da dor das cenouras, etc, depois dessas falácias, infelizmente, não levei mais a sério.

Se ele fala assim, de coisas que conheço, sou bióloga, como vou saber se o resto é confiável? Bem, ele estava falando sobre utopia quando citou o exemplo de um aluno que queria salvar os cães dos testes em animais, aí ele disse: "por que não salva também os animais unicelulares?" (hã) Disse que nas mãos havia milhares de animais unicelulares. Desliguei o Youtube.
Antes disso, curiosamente ele estava falando dos sintomas da velhice. Só que este, é um sintoma típico de velho. A desesperança, as falácias de que, não se pode fazer nada por uns, se não fizermos por todo um conjunto, por todo o planeta, e ao mesmo tempo agora, temos que ser um velho chato que só reclama "no meu tempo era bom" ou apenas comer a carne que mata, se acostumar, silenciar, o é pior!!!! Senilidade chegando.

Depois ele veio com uma lenda de que Hitler era vegetariano. O livro Der totale Rausch (O delírio total), de Norman Ohler mostra um ditador que usava drogas, e não era natureba como se pensa. No livro Hitler, Not vegetarian, Not Animal lover, de Rinn Berry, o autor mostra Hitler como não vegetariano e tampouco amigo dos animais como se fez crer pelos seus adoradores. Mas como a propaganda nazista foi tão forte, seus retardados até hoje a reproduzem por aí nos fóruns e redes. E até esse professor de HISTORIA não é capaz de saber a verdade.
Essas fotos são do tempo em que eu me preocupava mais com a casa...é sempre assim. Houve tempos, há tempos...em que as coisas te culpam. Você tem que ser como a sociedade te ensina.
E encontrei essas fotografias de comidas, as comidas alegres que meu marido prepara.
Com o tempo a gente foi simplificando a vida e gastando cada vez menos. Para não ter que se matar correndo atrás da máquina. E poder viver a vida. Sem a culpa de cumprir as regras. E o melhor de tudo, poder ajudar os animais.
Hoje tudo é diferente, não tenho tanta preocupação com coisas da casa e dedico meu tempo ao que interessa. E às vezes perco a noção do que importa mais. Meus livros às vezes ficam parados, nem sei onde parei de ler. Eu volto e busco o que eu amei mais. Fica o que brilha.
Me tornei uma espécie de criança que não tem mais a noção do tempo. Mas amadureci para a flexibilidade e o domínio do meu ócio. Nunca mais vou vender minha vida para ninguém, em trabalhos que matem meu tempo. Trabalhar só naquilo que vale a pena. Seu Madruga, meu ídolo maior.
Essas comidas simples e baratas são coisas que a gente faz sem gastar muito.
A comida vegana é barata, e assim você economiza tempo e dinheiro.
Além de tudo, obriga-se a procurar, pesquisar, aprender.. tudo em função de um estilo de vida em que a preocupação é, ao menos deve ser, pelos animais. É a minha!
Ser vegano é o maior ato de liberdade que tomei até hoje. Das melhores decisões da minha vida.
É por isso que sempre recomendo o filme Terráqueos que mudou minha vida.
É forte, sim. Mas é a lembrança, daquilo que acontece à luz do dia, e que não posso esquecer. A trilha sonora é maravilhosa. Emocionante. Eu nunca o vejo como algo triste. Não. Foi triste no primeiro dia. Foi ele que me fez vegana, direto. Mas hoje eu tenho ele como um sinal de quem eu fui. Um marco. Não o vejo como triste.
Esse documentário é o filme da minha vida, é a memória do dia em que me tornei vegana. Minha tomada de liberdade. E o retrato da falta de liberdade dos animais, que a tirania humana tomou.
Recomendo a todos como um marco do antes e depois para uma vida verdadeiramente livre. Um lembrete para quando alguém vacilar, lembrar daquilo que viu ali, milhares de animais sendo torturados e a culpa é sua. Não é de alguém "lá fora" é de cada um que compactua com isso.
Assista aqui depois: http://www.terraqueos.org/
RECADO OU PS para você que acha que esses detalhes sobre conhecimentos gerais são banais. É uma pena que um professor de História não saiba nada sobre uma cenoura, e ainda acredite como a maioria dos idiotas, que ela sente a mesma dor que um animal. Os vegetais não sentem dor. Os animais são torturados e seria preciso comparar, na frente desse ser que aparentemente é culto, mas bruto nesse aspecto, como as plantas são na sua maior parte, não comestíveis, mas os animais, são massacrados pela humanidade - para os mais diversos fins.

Desde a alimentação, até o abuso sexual

Então, ele deveria ter calado a boca e ter usado um outro exemplo, não um exemplo atrasado. Que aliás, todos usam. Todos! Infelizmente. Não conheci, até hoje, uma pessoa - senso comum - , que não veio com algum desses argumentos cretinos para cima de mim, quando veio "argumentar".
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...