Quando nasci neste mundo, não imaginava que um dia talvez poderei me sentir traída por ele e por meu corpo. Ou, nos meus ataques de lucidez, ter simplesmente desejos imensos de abandonos de mim mesma.
A casa que vi, ao contrário, só me traz conforto. Sua solidão e o vazio que representa, é como um túmulo para a alma. Ali eu queria ficar por uns momentos. A poesia dos filmes de terror, mas sem o medo.
A sua solidão e o vazio, não ter mais a neurose humana, as limpezas, os ruídos, as regurgitações de um corpo vivo. Não, ela é um templo de pedra. Já é posta.
O gato negro. Curioso pelo contato humano. O símbolo da magia da força e da solitude. O poder que se sente quando se está íntegro consigo mesmo. Os gatos não precisam da massa, eles se bastam a si mesmos. Gostam de companhia, mas amam a noite e a solidão de suas almas agradáveis.
O gato estava lá, pois foi o lugar que encontrou para morar. E que lugar!
O espírito do assombro. A alma da casa.
A palabra assombro tem um significado lindo. Mas hoje em épocas de mentes estreitas, ninguém sabe a profundidade das palavras, nem querem procurar saber. Ficam no raso e já lhes basta. A misantropia, o cinismo, são palavras que tem mais de um significado e às vezes eu prefiro nem usar estas palavras nos seus sentidos belos ou outros, pois sei que a gentalha só entende os sentidos torpes e entende-os fora dos contextos dos textos. É preciso aprender a ler. Mas não.
As redes sociais entorpecem, minimizam o cérebro.
As redes onde escolho morrer:
Recebi no Facebook a opção de escolher uma pessoa querida para ficar no meu lugar quando eu morrer. Ela pode ficar postando coisas para mim. Adorei a ideia e já escolhi alguém.
Na hora, minutos depois da escolha, me deu um medo idiota, supersticioso, do tipo: "será que isso não é uma espécie de aviso de que eu vou morrer logo?"
Eu, que amo a morte e sua ideia, me encagaçando com uma bobagem idiota de rede social medíocre. Mas que levamos à sério a ponto de perder tempo. Acontece, que não é a morte que me assusta, óbvio. E sim, o antes. O porquê, o como.
Uma coisa é você apagar a luz e sair dessa espelunca, outra coisa é não saber como vai sair dessa idiotice que é viver.
A vontade de sumir é algo completamente natural. Das redes, dos olhos das pessoas. Da vida.
Estou cansada dessa vigilância, desse policiamento constante, essa coisa de que tudo é proibido, essa nova onda de caça às bruxas onde já se perdeu os parâmetros do ridículo e cada vírgula precisa ser contestada, discutida, apontada com um dedo sujo e nojento. Antigamente era moda falar do phalo. Tudo que era pontudo e tinha forma de falo era apontado como símbolo fálico. (Sim, ressucitaram Freud) Aí você não podia andar com um guarda chuva, que já era interpretado como que andando com um pau (pênis) na mão. Era moda. Mas não existia rede social.
Hoje, é moda falar de certas coisas. Tudo é sexismo, tudo é machismo. Tudo é um falar mal do veganismo. Então as pessoas rasas falam, pois ouvem os outros falar. Ou seja, são os mesmos otários de sempre, apenas seguem a corrente, seguem a moda.
Veem uma foto de uma mulher, só porque é mulher, já consideram sexismo. Puta merda, tem que ter muita vontade de torcer as coisas, muita vontade de exorcizar, para ver o mal em tudo. Curiosamente, onde tem sexismo, é cega que nem uma porta. Conheço pessoalmente esses tipinhos. São tão vítimas do machismo e do sexismo, mas no Facebook adoram vociferar.
Não vão lá, onde o sexismo impera, fazer um barraco pessoalmente. São covardes. Vão ali, onde não há sexismo, torcer os fatos, porque viram os outros fazerem isso. Absolutamente manipuláveis, até os ossos.
Outro tipo de pessoa detestável são as que pensam que você quer saber sobre sua religião, você posta uma fotografia que não tem absolutamente nada a ver com o assunto e a pessoa vem surtar com "argumentos" esotéricos e acham que todo mundo está interessado.
Não peço palavras de nenhum sistema de crença, pois isso só faz sentido dentro daquele sistema, fora dele, simplesmente não tem sentido, mas isso as pessoas não se dão conta. Elas acham que todas as outras pessoas pensam como ela. Não pensam, o vizinho do lado, tem outro sistema e pensa o contrário.
Aliás, é por causa da religião que tem havido muitos refugiados no mundo inteiro, mas quem dá um pio a respeito?
Existe sim, quem eu respeito por viver a religião de forma verdadeira, dedicando sua vida inteira ao que crê, diferente de tudo o que vejo nos indivíduos comuns. A religião, como me disse uma dessas pessoas, "é uma linguagem".
Sou atéia, e tenho pavor quando alguém vem impor, e de modo ofensivo, suas palavras de "energia do bem" e, curioso que é sempre em tom de briga e sempre é gente surtada. Por isso, desconfio sempre dos positivos, quanto mais impõe suas palavras de "energia" ou suposta "sabedoria" mais escondem um monstro dentro de si.
E, quem disse que o negativo é ruim? Quem disse que o negro, o obscuro, o preto, é ruim? Quem disse? Por que você aprendeu que no escuro é que estão as coisas negativas? Eu me sinto bem no escuro, adoro a noite. Aprendi desde sempre que o lusco fusco do amanhecer é mais bonito do que o dia, que o por do sol e o começo da noite é poesia.
Que o melhor escritor de todos os tempos (gosto meu) é Edgar Allan Poe, que fala quase totalmente de obscuridades, do soturno, das coisas escuras da vida e descreve os alcoólatras, os doentes e as pessoas solitárias como ninguém.
E, nem por isso deixo de ser criança, deixo de ser alegre, de ser a mulher sensual e bonita, bem como escolhi para mim mesma, de ter as boas energias (acredito sim que existe, mas não dessa forma idiota que essas pessoas amargas ficam jogando na tua cara.).
O negativo é como o filme de uma fotografia antiga. Ali está a alma das coisas. Nela está o esqueleto de tudo o que é vivo. Eu queria muito ver um fantasma nas janelas daquela casa. Não tenho medo.
Tenho repulsa é da vigilância dos vivos, que já estão mortos, de medo.
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
A casa assombrada, o gato preto e minha morte em qualquer rede
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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Nós veganos temos que dar muita satisfação
A fragilidade de um ser ao auxiliar
Eu tive dificuldades de ver algumas coisas, mas nunca fui estúpida. Depois de vir morar nessa cidade, e, depois de entrar nas redes sociais, conheci pessoas maravilhosas e me aproximei delas. Mas conheci também muita gente indiferente - meus vizinhos. E muita gente estúpida - meus vizinhos virtuais.
Uma vez fui com uma vizinha lá na outra cidade onde nasci, num asilo para ajudar. Tive muita dificuldade pois sofri. Havia lá um carro de uma padaria, iam todo o domingo e levavam doces, salgadinhos, sucos. Eu já me questionava pois cada um dos idosos deixava a sua aposentadoria ali. Porém o lugar era precário. Onde estava o dinheiro? Eu tinha dificuldade de ver, mas nunca fui estúpida...
Nunca mais pude voltar ao lugar. Não conseguia. Para certas coisas não tenho coragem. Sou sim corajosa e tenho bondade porém respeito minhas limitações. Deixo para quem sim peita com bravura e vai lá. Mas tem que ir! Não ficar no sofá latindo sem parar. Eu nunca mais esqueci o que vi. E me fiz muitas perguntas, críticas, tanto para um lado, quanto para um outro.
Aqueles pais que fazem filho "para os cuidar na velhice" e todo mundo some, aqueles maus pais, que depois querem atenção, etc...tudo me passou pela cabeça mas tive compaixão.
Pois não sou ingênua. Posso ter dificuldades para ver algumas coisas, mas não sou cega. E eu sei, que vejo mais que a maior parte das pessoas.
Nós veganos temos que dar muita satisfação. Só que eu não dou. Pó Chorá.
Ninguém vai perguntar ao dono do frigorífico por que ele não está fazendo nada pelas pessoas. Ele apenas está matando. Ganhando dinheiro e vendendo carne. Não é só isso, ele está fazendo muito mais estrago. Mas ninguém pergunta nada para ele. Ao contrário, alguns até defendem.
Mas todo mundo vem tirar satisfação com os veganos. Somos culpados, somos responsáveis por tudo.
Nós não podemos errar nunca.
Eu poderia não fazer nada. Eu poderia também não escrever. Não.
Eu ajudo por revolta.
Porque odeio a vida.
Porque odeio este mundo.
Não suporto injustiça.
Por que quero dar a cada pessoa uma possibilidade de ter algo, com que curar suas feridas, assim como eu tenho todos os dias, um remédio para, senão curar, pelo menos amenizar as minhas.
Sou afortunada e feliz. Não sou como a maioria das pessoas que aparenta muita felicidade e esconde rancor e mágoa. Eu não perdoo.
E não vou morrer sem dizer o que penso na cara de todo mundo. Adoro ser espelho do que ninguém quer ver. Dessas pessoas que se arvoram libertárias, mas que no fundo são mais reacionárias do que os ditadores, seus argumentos se encostam.
Mas aqui na minha frente, ninguém vai bancar o que não é, porque eu vou escrever e desvelar.
É fazer comida e levar pra rua
Neste domingo nós fomos distribuir comida ali no centro. O lance é fazer comida vegana em casa, ir pra rua. E a ideia era ir ao encontro deles. Mas não precisou. Eles chegaram. Tinha gente de todo o tipo, cadeirante, pessoas sem calçado nos pés, gente com muita fome, outros que estavam com sede, menina, senhora, os vida loka, e alguns que vieram pegar roupas e já levavam uma quentinha para a casa. Nós fizemos comida na hora. Estava quente, saborosa. Nutritiva e vegana. Com todo o capricho, e mais do que tudo, demos atenção, pois sabemos que são pessoas solitárias.
E eu entendo bastante de solidão.
Os andantes que tinham animais de estimação foram orientados, os bichos receberam ração, também remédios. E a gente ficou um tempo ali servindo comida e conversando, até que a comida acabou.
É emocionante ver as pessoas comendo. É como quando eu vejo Chaves com sua fome sendo saciada. Chaves como símbolo de tantas crianças com fome. Chespirito, o autor do Chaves e sua turma, me definiu nos personagens pois ele criou a vizinhança pobre, como a minha família humilde.
Eu nunca passei fome, mas minha família, lá da parte de meus avós eram muito pobres e minha mãe sempre ajudava-os, vi a pobreza de perto. Não ter chuveiro elétrico, e nem luz, essas coisas. Não sofro com isso, nem romantizo, pois acho idiota romantizar qualquer coisa. As pessoas que hoje tenho contato, muitas não passaram por isso. Talvez não entendam o que é ser pobre, não ter quase nada. E choram quando perdem o celular.
Outros ficam nas redes sociais dando palpite, nos pedindo explicação e nos acusando de tudo, chamando os veganos de "elite" enquanto suas contas (e a sua universidade que só 1% da elite desse país tem acesso) é paga pelos pais ou pelo governo.
Amo Chaves pois ele torna universal e ensina a quem nunca viveu o que é ser pequeno e simples. Por isso me emocionei ao ver aquelas pessoas comendo.
Comer é um ato universal, todo ser vivo se alimenta.
Um senhor que comeu nossa comida, nos deu um passe de sua religião. Eu, mesmo descrente nas religiões e nos deuses, que nos traíram a muito tempo, fiquei muito emocionada perante a gratidão dele e em sua bênção, claro que aceitei! Pois a bondade é com certeza essa divindade que cultuamos dentro de nós.
Quando o segundo rapaz chegou, dei para ele a comida bem quentinha e um garfo, ele me pediu desculpas e perguntou se podia comer com a tampa, pois estava com muita fome.
Eu, por traz daqueles meus óculos "de policial" verti umas lágrimas.. Mas segui firme, pois era só o começo.
Eu tive dificuldades de ver algumas coisas, mas nunca fui estúpida. Depois de vir morar nessa cidade, e, depois de entrar nas redes sociais, conheci pessoas maravilhosas e me aproximei delas. Mas conheci também muita gente indiferente - meus vizinhos. E muita gente estúpida - meus vizinhos virtuais.
Uma vez fui com uma vizinha lá na outra cidade onde nasci, num asilo para ajudar. Tive muita dificuldade pois sofri. Havia lá um carro de uma padaria, iam todo o domingo e levavam doces, salgadinhos, sucos. Eu já me questionava pois cada um dos idosos deixava a sua aposentadoria ali. Porém o lugar era precário. Onde estava o dinheiro? Eu tinha dificuldade de ver, mas nunca fui estúpida...
Nunca mais pude voltar ao lugar. Não conseguia. Para certas coisas não tenho coragem. Sou sim corajosa e tenho bondade porém respeito minhas limitações. Deixo para quem sim peita com bravura e vai lá. Mas tem que ir! Não ficar no sofá latindo sem parar. Eu nunca mais esqueci o que vi. E me fiz muitas perguntas, críticas, tanto para um lado, quanto para um outro.
Aqueles pais que fazem filho "para os cuidar na velhice" e todo mundo some, aqueles maus pais, que depois querem atenção, etc...tudo me passou pela cabeça mas tive compaixão.
Pois não sou ingênua. Posso ter dificuldades para ver algumas coisas, mas não sou cega. E eu sei, que vejo mais que a maior parte das pessoas.
Nós veganos temos que dar muita satisfação. Só que eu não dou. Pó Chorá.
Ninguém vai perguntar ao dono do frigorífico por que ele não está fazendo nada pelas pessoas. Ele apenas está matando. Ganhando dinheiro e vendendo carne. Não é só isso, ele está fazendo muito mais estrago. Mas ninguém pergunta nada para ele. Ao contrário, alguns até defendem.
Mas todo mundo vem tirar satisfação com os veganos. Somos culpados, somos responsáveis por tudo.
Nós não podemos errar nunca.
Eu poderia não fazer nada. Eu poderia também não escrever. Não.
Eu ajudo por revolta.
Porque odeio a vida.
Porque odeio este mundo.
Não suporto injustiça.
Por que quero dar a cada pessoa uma possibilidade de ter algo, com que curar suas feridas, assim como eu tenho todos os dias, um remédio para, senão curar, pelo menos amenizar as minhas.
Sou afortunada e feliz. Não sou como a maioria das pessoas que aparenta muita felicidade e esconde rancor e mágoa. Eu não perdoo.
E não vou morrer sem dizer o que penso na cara de todo mundo. Adoro ser espelho do que ninguém quer ver. Dessas pessoas que se arvoram libertárias, mas que no fundo são mais reacionárias do que os ditadores, seus argumentos se encostam.
Mas aqui na minha frente, ninguém vai bancar o que não é, porque eu vou escrever e desvelar.
É fazer comida e levar pra rua
Neste domingo nós fomos distribuir comida ali no centro. O lance é fazer comida vegana em casa, ir pra rua. E a ideia era ir ao encontro deles. Mas não precisou. Eles chegaram. Tinha gente de todo o tipo, cadeirante, pessoas sem calçado nos pés, gente com muita fome, outros que estavam com sede, menina, senhora, os vida loka, e alguns que vieram pegar roupas e já levavam uma quentinha para a casa. Nós fizemos comida na hora. Estava quente, saborosa. Nutritiva e vegana. Com todo o capricho, e mais do que tudo, demos atenção, pois sabemos que são pessoas solitárias.
E eu entendo bastante de solidão.
Os andantes que tinham animais de estimação foram orientados, os bichos receberam ração, também remédios. E a gente ficou um tempo ali servindo comida e conversando, até que a comida acabou.
É emocionante ver as pessoas comendo. É como quando eu vejo Chaves com sua fome sendo saciada. Chaves como símbolo de tantas crianças com fome. Chespirito, o autor do Chaves e sua turma, me definiu nos personagens pois ele criou a vizinhança pobre, como a minha família humilde.
Eu nunca passei fome, mas minha família, lá da parte de meus avós eram muito pobres e minha mãe sempre ajudava-os, vi a pobreza de perto. Não ter chuveiro elétrico, e nem luz, essas coisas. Não sofro com isso, nem romantizo, pois acho idiota romantizar qualquer coisa. As pessoas que hoje tenho contato, muitas não passaram por isso. Talvez não entendam o que é ser pobre, não ter quase nada. E choram quando perdem o celular.
Outros ficam nas redes sociais dando palpite, nos pedindo explicação e nos acusando de tudo, chamando os veganos de "elite" enquanto suas contas (e a sua universidade que só 1% da elite desse país tem acesso) é paga pelos pais ou pelo governo.
Amo Chaves pois ele torna universal e ensina a quem nunca viveu o que é ser pequeno e simples. Por isso me emocionei ao ver aquelas pessoas comendo.
Comer é um ato universal, todo ser vivo se alimenta.
Um senhor que comeu nossa comida, nos deu um passe de sua religião. Eu, mesmo descrente nas religiões e nos deuses, que nos traíram a muito tempo, fiquei muito emocionada perante a gratidão dele e em sua bênção, claro que aceitei! Pois a bondade é com certeza essa divindade que cultuamos dentro de nós.
Quando o segundo rapaz chegou, dei para ele a comida bem quentinha e um garfo, ele me pediu desculpas e perguntou se podia comer com a tampa, pois estava com muita fome.
Eu, por traz daqueles meus óculos "de policial" verti umas lágrimas.. Mas segui firme, pois era só o começo.
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sábado, 29 de agosto de 2015
Porcos no Rodoanel: as feministas especistas e o baile da ignorância
por Ellen Augusta Valer de Freitas
Artigo publicado na Vanguarda Abolicionista, na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais e no Olhar Animal - Pensata Animal e replicado onde mais as pessoas encheram o saco e ligaram o foda-se.
Estou a cada dia mais chocada com o retrocesso das mulheres nos tempos atuais. Mas não são todas as mulheres não. Existem muitas mulheres, batalhadoras, as do dia a dia, que estão pouco se lixando para essa troupe que agora quero me ater. Falo das feministas reacionárias, disfarçadas de pseudolibertárias. Esse tipinho facista que vem invadindo as redes sociais, para atacar o ativismo vegano.
Nossa luta já é árdua, mas temos que ficar às voltas com um povo atrasado com pinta de libertário, posando com roupas de gosto duvidoso e ideias que o grupo aprova.
Os reaças clássicos nem precisam fazer mais nada. Não. Pois essa gente está fazendo mais estrago. Estão entranhandos dentro dos movimentos, dando opiniões errôneas, equivocadas, insistentes e facistas, pois querem que todos sigam sua cartilha autoritária, sob a pena de ser barrado do baile dos politicamente corretos.
São opiniões perigosas pois passam por 'certas', pois têm apelo entre os do grupinho, tem vocabulário, jargão instrumentalizado, e são movidas por preconceitos enraizados, disfarçados de "teorias" só por que são bem ditas.
Essas feministas obedientes no fundo são as mais machistas, elas defendem macho. Estavam aos montes, nas postagens da Rodoanel, defendendo os motoristas, e não os animais. Elas defendem o status quo e não os vulneráveis. São umas mulherzinhas que tomam leite e comem ovos por que o pai ensinou. E muitas delas, com seus namorados, usaram imagens minhas e de minha amiga feminista vegana, para debochar de nossas imagens, mas não souberam peitar nossas ideias. Não foram "machas" para me bancar, é preciso fazer o jogo social de desqualificar mulher. Feminista de araque. Libertário de merda.
Sabemos que os animais tem emoções, desde Darwin. Ele escreveu um livro sobre isso, chamado: "A expressão das emoções nos homens e nos animais". Mas os argumentos dessas mulheres é que a diferença entre "as mulheres" e os animais é que estes não podem saber das agressões que sofrem. Oi? Me senti no supletivo. Sou professora e tive alunos melhores.
Agora sabemos por que ainda existe violência contra a mulher e por que ela está aumentando a olhos vistos diante da passividade das 'feministas', que só sabem postar xingamentos, e porque hoje o movimento pelos direitos animais está tão avançado passando até o movimento feminista, que se arrasta, diante desse marasmo mental. Pois essas pessoas nem aulas de Biologia frequentaram, pouco sabem de leituras mas se criou essa cultura do muito falar, sem critério, sem conteúdo. Nas postagens sobre direitos animais, elas chamam homens para as defender, chamam 'galeras' e apelam para baixarias, ideias falsas, falácias facilmente derrubáveis, tudo para negar o óbvio: que a exploração de animais e o consumo de laticínios é essa cultura machista e retrógrada onde elas estão enfiadas até o pescoço, estão adorando o mito da beleza, coisa que nunca ouviram falar, e estão cultuando o deus machista que tanto querem derrubar na outra, mas cultuam tão forte dentro delas mesmas.
Não suportam ver uma mulher vegana livre, que não se importa, que está ao lado do seu marido, dizendo foda-se eu não participo da cultura da morte. Não, elas precisam atacar com raiva e um pouquinho de inveja. Não suportam ver as ativistas ajudando animais, pois não suportam quem ajude algo que não seja seu próprio umbigo narcisista. As feministas chegaram ao ponto de defender os funcionário da Rodoanel, se colocando contra as mulheres que estavam lá ajudando os animais. Com aquele papinho de que o coitadinho estava sendo explorado, parece coisa de mãe defendendo o filho mais velho. Todo mundo conhece o arquétipo de mãe machista frente ao filho e à filha.
Nós somos contra todo o sistema que explora o funcinário, o motorista da rodoanel, o açougueiro, o assassino e a mulherzinha que vai no açougue bancar o assassinato.
Por isso nessa hora não nos interessa pagar pau para macho, nos interessa tirar os animais dali. Depois sim, o funcionário, é uma pessoa explorada sim, como qualquer outra pessoa do sistema que justamente usamos como argumento para que essa mesma 'feminista' pare de comer carne leite ovos, e ela curiosamente tão preocupada com isso, não para. Usamos sempre desse mesmo argumento, para que esses trabalhadores tenham trabalho melhores, pois a pecuária hoje é uma das áreas que mais tem trabalho escravo e degradante no país.
Uma outra se deu o trabalho de comparar um caso grave de violência doméstica que aconteceu aqui na Região Metropolitana onde uma mulher teve mãos e pés decepados com o caso dos porcos na rodoanel e óbvio que a culpa é "dos veganos". Achei o cumulo da falta de respeito. A pessoa só falava em cumprir metas. Fiquei pensando se, em vez de porcos fossem crianças, ou seus filhos, ela não calaria sua boca. Especista e cruel com a vida dos outros e usando o nome de outra mulher. Eu ajudei essa mulher com dinheiro que eu nem podia gastar. Não ajudei no caso dos porcos pois meu trabalho na causa animal é muito bom obrigada. Não tenho que dar satisfação. Mas neste caso falo, pois achei mesquinho da parte dessas feministas, que muito provavelmente não ajudaram com um real, mas tiveram disposição para fazer um meme, entrar na comunidade dos veganos, como se todo o dinheiro doado aos porcos viessem dos veganos. E sabemos que as doações vieram também da sociedade comum.
Esse ódio direcionado faz parte desse incômodo provocado pela consciência de que se está participando da sociedade da crueldade, do machismo, da cultura machista e retrógrada, mas como não se quer admitir, é preciso direcionar na outra o ranço, a raiva, a inveja daquela que já pode considerar-se livre das amarras machistas. É o velho jogo de ver a outra com um lindo vestido e querer jogar lama para o sujar. É ver a mulher magra e querer a desqualificar. É querer diminuir as outras causas para engrandecer sua causa, parada no tempo por falta de atualização, por falta de leitura e afinação com a ampliação do círculo moral que inclui os animais, especialmente as fêmeas.
Deve dar muita raiva ver que estamos livres e não precisamos escravizar fêmeas durante sua vida inteira, nem tiramos seus filhos, não usamos mais outros seres como objeto, não objetificamos outros animais, não somos hipócritas, falando em liberdade humana com animais sob nossos pés, e não somos ignorantes pois temos argumentos para nossa decisão.
Artigo publicado na Vanguarda Abolicionista, na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais e no Olhar Animal - Pensata Animal e replicado onde mais as pessoas encheram o saco e ligaram o foda-se.
Estou a cada dia mais chocada com o retrocesso das mulheres nos tempos atuais. Mas não são todas as mulheres não. Existem muitas mulheres, batalhadoras, as do dia a dia, que estão pouco se lixando para essa troupe que agora quero me ater. Falo das feministas reacionárias, disfarçadas de pseudolibertárias. Esse tipinho facista que vem invadindo as redes sociais, para atacar o ativismo vegano.
Nossa luta já é árdua, mas temos que ficar às voltas com um povo atrasado com pinta de libertário, posando com roupas de gosto duvidoso e ideias que o grupo aprova.
Os reaças clássicos nem precisam fazer mais nada. Não. Pois essa gente está fazendo mais estrago. Estão entranhandos dentro dos movimentos, dando opiniões errôneas, equivocadas, insistentes e facistas, pois querem que todos sigam sua cartilha autoritária, sob a pena de ser barrado do baile dos politicamente corretos.
São opiniões perigosas pois passam por 'certas', pois têm apelo entre os do grupinho, tem vocabulário, jargão instrumentalizado, e são movidas por preconceitos enraizados, disfarçados de "teorias" só por que são bem ditas.
Essas feministas obedientes no fundo são as mais machistas, elas defendem macho. Estavam aos montes, nas postagens da Rodoanel, defendendo os motoristas, e não os animais. Elas defendem o status quo e não os vulneráveis. São umas mulherzinhas que tomam leite e comem ovos por que o pai ensinou. E muitas delas, com seus namorados, usaram imagens minhas e de minha amiga feminista vegana, para debochar de nossas imagens, mas não souberam peitar nossas ideias. Não foram "machas" para me bancar, é preciso fazer o jogo social de desqualificar mulher. Feminista de araque. Libertário de merda.
Sabemos que os animais tem emoções, desde Darwin. Ele escreveu um livro sobre isso, chamado: "A expressão das emoções nos homens e nos animais". Mas os argumentos dessas mulheres é que a diferença entre "as mulheres" e os animais é que estes não podem saber das agressões que sofrem. Oi? Me senti no supletivo. Sou professora e tive alunos melhores.
Agora sabemos por que ainda existe violência contra a mulher e por que ela está aumentando a olhos vistos diante da passividade das 'feministas', que só sabem postar xingamentos, e porque hoje o movimento pelos direitos animais está tão avançado passando até o movimento feminista, que se arrasta, diante desse marasmo mental. Pois essas pessoas nem aulas de Biologia frequentaram, pouco sabem de leituras mas se criou essa cultura do muito falar, sem critério, sem conteúdo. Nas postagens sobre direitos animais, elas chamam homens para as defender, chamam 'galeras' e apelam para baixarias, ideias falsas, falácias facilmente derrubáveis, tudo para negar o óbvio: que a exploração de animais e o consumo de laticínios é essa cultura machista e retrógrada onde elas estão enfiadas até o pescoço, estão adorando o mito da beleza, coisa que nunca ouviram falar, e estão cultuando o deus machista que tanto querem derrubar na outra, mas cultuam tão forte dentro delas mesmas.
Não suportam ver uma mulher vegana livre, que não se importa, que está ao lado do seu marido, dizendo foda-se eu não participo da cultura da morte. Não, elas precisam atacar com raiva e um pouquinho de inveja. Não suportam ver as ativistas ajudando animais, pois não suportam quem ajude algo que não seja seu próprio umbigo narcisista. As feministas chegaram ao ponto de defender os funcionário da Rodoanel, se colocando contra as mulheres que estavam lá ajudando os animais. Com aquele papinho de que o coitadinho estava sendo explorado, parece coisa de mãe defendendo o filho mais velho. Todo mundo conhece o arquétipo de mãe machista frente ao filho e à filha.
Nós somos contra todo o sistema que explora o funcinário, o motorista da rodoanel, o açougueiro, o assassino e a mulherzinha que vai no açougue bancar o assassinato.
Por isso nessa hora não nos interessa pagar pau para macho, nos interessa tirar os animais dali. Depois sim, o funcionário, é uma pessoa explorada sim, como qualquer outra pessoa do sistema que justamente usamos como argumento para que essa mesma 'feminista' pare de comer carne leite ovos, e ela curiosamente tão preocupada com isso, não para. Usamos sempre desse mesmo argumento, para que esses trabalhadores tenham trabalho melhores, pois a pecuária hoje é uma das áreas que mais tem trabalho escravo e degradante no país.
Uma outra se deu o trabalho de comparar um caso grave de violência doméstica que aconteceu aqui na Região Metropolitana onde uma mulher teve mãos e pés decepados com o caso dos porcos na rodoanel e óbvio que a culpa é "dos veganos". Achei o cumulo da falta de respeito. A pessoa só falava em cumprir metas. Fiquei pensando se, em vez de porcos fossem crianças, ou seus filhos, ela não calaria sua boca. Especista e cruel com a vida dos outros e usando o nome de outra mulher. Eu ajudei essa mulher com dinheiro que eu nem podia gastar. Não ajudei no caso dos porcos pois meu trabalho na causa animal é muito bom obrigada. Não tenho que dar satisfação. Mas neste caso falo, pois achei mesquinho da parte dessas feministas, que muito provavelmente não ajudaram com um real, mas tiveram disposição para fazer um meme, entrar na comunidade dos veganos, como se todo o dinheiro doado aos porcos viessem dos veganos. E sabemos que as doações vieram também da sociedade comum.
Esse ódio direcionado faz parte desse incômodo provocado pela consciência de que se está participando da sociedade da crueldade, do machismo, da cultura machista e retrógrada, mas como não se quer admitir, é preciso direcionar na outra o ranço, a raiva, a inveja daquela que já pode considerar-se livre das amarras machistas. É o velho jogo de ver a outra com um lindo vestido e querer jogar lama para o sujar. É ver a mulher magra e querer a desqualificar. É querer diminuir as outras causas para engrandecer sua causa, parada no tempo por falta de atualização, por falta de leitura e afinação com a ampliação do círculo moral que inclui os animais, especialmente as fêmeas.
Deve dar muita raiva ver que estamos livres e não precisamos escravizar fêmeas durante sua vida inteira, nem tiramos seus filhos, não usamos mais outros seres como objeto, não objetificamos outros animais, não somos hipócritas, falando em liberdade humana com animais sob nossos pés, e não somos ignorantes pois temos argumentos para nossa decisão.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2015
Os castelos urbanos
Caminhando em busca de beleza, um motivo para preencher o dia de Sol, um tanto nublado.
Um motivo para enchê-lo com mais nuvens, pois adoro os dias de nuvens ensolaradas.
Assim saímos para a rua!
São lindos os adornos de cada canto dessa igreja, nunca me canso de olhar.
Quase todas as fotos são do autor do blog: http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
As cores que me encantam, o azul negro, o céu morto como aquele que o criou.
E outros cantos obscuros. Um lugar de paz, sem dúvida.
A luz só entra no recinto se for para tornar sagrado os símbolos, para dar essa aura de mistério a tudo.
É um lugar perfeito para meditar, mas eu jamais consegui, não são coisas para mim.
A única coisa que faço num lugar desses é admirar. Ver o belo, e saber que nestes locais, o que mais acontece são outros olhos a me observar. Outros fiéis a me sondar, outros julgamentos, outros deuses com mais voz gritando, dentro de si mesmos. Ou não!
Considerando que portoalegrense não conversa com estranhos, por diversas razões, entre elas o nariz empinado e o medo do outro, me espantei com a simpatia desse senhor. Talvez ele fosse do interior. Simplesmente nos encontramos na rua, conversamos bastante tempo e nos despedimos. Trocamos ideias sobre casas antigas também, lugares que, em breve, deixarão de existir pela especulação imobiliária.
E, com meu olho biônico fui atrás de algumas igrejas, os castelos urbanos...
Olha que lindo!!! Eles lutam ou se complementam?
Que linda arte, linda para uma tatoo ou um quadro, simplesmente demais.
A maior parte das igrejas, sempre com portas cerradas, esconde suas belezas internas. Foda-se, pego o que dá. Outras, revelam os tesouros em cima de suas torres, apontando sempre para o impossível, a única coisa que podem mesmo comprovar: o nada ilusório, o ar, a morte.
Que linda arte, linda para uma tatoo ou um quadro, simplesmente demais.
A maior parte das igrejas, sempre com portas cerradas, esconde suas belezas internas. Foda-se, pego o que dá. Outras, revelam os tesouros em cima de suas torres, apontando sempre para o impossível, a única coisa que podem mesmo comprovar: o nada ilusório, o ar, a morte.
As nuvens, a incerteza de tudo. E caminhando por essas capelas fui encontrando símbolos perdidos, capturados de outras eras, transformados em outros signos, tornados visíveis para uns, perdidos para outros, desconhecidos para a quase totalidade das pessoas.
Eu, que nem mesmo creio tanto, quero saber. Por respeito e admiração, curiosidade e afeição aos signos eternos universais.
Mas muitos daqueles que creem, nem mesmo se interessam pelo que está debaixo de seus pés e acima de suas cabeças?
Nos observam sempre com seus assombros e sua proteção em demasia
Essa é a Igreja São Pedro, linda por fora e rica por dentro.
Sempre que passo na sua frente, entro para ver sua riqueza.
Neste dia havia senhoras recitando o Rosário.São lindos os adornos de cada canto dessa igreja, nunca me canso de olhar.
Quase todas as fotos são do autor do blog: http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
As cores que me encantam, o azul negro, o céu morto como aquele que o criou.
E outros cantos obscuros. Um lugar de paz, sem dúvida.
A luz só entra no recinto se for para tornar sagrado os símbolos, para dar essa aura de mistério a tudo.
É um lugar perfeito para meditar, mas eu jamais consegui, não são coisas para mim.
A única coisa que faço num lugar desses é admirar. Ver o belo, e saber que nestes locais, o que mais acontece são outros olhos a me observar. Outros fiéis a me sondar, outros julgamentos, outros deuses com mais voz gritando, dentro de si mesmos. Ou não!
Fotografando um desses castelos urbanos, encontramos um fotógrafo, arquiteto amador, que também estava a fotografar igrejas. Ficamos um bom tempo conversando sobre arquiteturas de templos.
Ele nos explicou a diferença entre arquitetura gótica e neo gótica, e de como algumas igrejas misturam estilos, por conta de motivos políticos e econômicos. Também contou sobre algumas igrejinhas do interior e das forças entre religiões, e de como existem diferenças entre as siglas das religiões luteranas de acordo com sua origem, por exemplo.Considerando que portoalegrense não conversa com estranhos, por diversas razões, entre elas o nariz empinado e o medo do outro, me espantei com a simpatia desse senhor. Talvez ele fosse do interior. Simplesmente nos encontramos na rua, conversamos bastante tempo e nos despedimos. Trocamos ideias sobre casas antigas também, lugares que, em breve, deixarão de existir pela especulação imobiliária.
Essa é uma cruz de uma igreja luterana que fica bem ali no centro.
Sabe no que eu acredito? Na água benta. Sempre que saio de um local sagrado (quando eu entro em um), pego um pouco da água benta, seja da religião que for. Não interessa quem a benzeu, nem as intenções, por que na verdade sou simpática à ideia apenas, não tenho interesses envolvidos.
Apenas acho que a água conduz todas as coisas e vontades. Ao sair sempre toco na água, não penso em nada, mas gosto dela.
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sábado, 22 de agosto de 2015
Animus e Anima
Ele me assombra todas as noites.
Como vingança
Sou o peso morto
Não sobre seu coração
Este eu já conquistei
}desde hace mucho{
Mas abraço sua alma inteira
sou um anjo assombrado por teus sonhos.
Minha alma está em silêncio
aí, em algum canto de ti!
Ellen Augusta
Como vingança
Sou o peso morto
Não sobre seu coração
Este eu já conquistei
}desde hace mucho{
Mas abraço sua alma inteira
sou um anjo assombrado por teus sonhos.
Minha alma está em silêncio
aí, em algum canto de ti!
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quinta-feira, 20 de agosto de 2015
Passeios em Porto Alegre - espalhando e catando poesia
Hoje foi um dos nossos dias de passear e panfletear. Nós almoçamos e caminhamos depois.
A foto acima é de uma escolinha, praticamente perdida entre os edifícios.
Saindo do restaurante encontro um corajoso que falou tudo. Enquanto a maioria da população critica o Bolsa Família, ninguém tem coragem de abrir a boca para o que deveria ser cortado, as bolsas para filhas de militares, as regalias políticas sem fim, os desperdícios públicos (que são públicos, ou seja, é só ir lá e se informar). Mas não, como sempre, é preciso criticar um auxílio para os pobres, que já veio tarde. Ou inventar bobagens como os salários para presidiários, etc... fantasias de brasileiro analfabeto político.
Almoçamos em um dos nossos restaurantes preferidos. Lá no Casa Oriental, na Felipe Camarão, esquina com a Independência.
Saímos pela cidade para caminhar e apreciar as casas antigas. Eu adoro casarões e prédios com aspecto de abandonados. Como os de filmes de terror.
Costumo sair para fotografar todas as casas antigas que encontro, e nessa região existem ainda algumas, que a especulação imobiliária ainda não derrubou. É preciso sair correndo e fotografar o que se pode, pois na semana seguinte já existe um tapume, e isso não é exagero. Simplesmente se derrubam casarões antigos inteiros em questão de dias, antes disso apenas colocam um muro e você nada mais vê.
Aqui uma loja de variedades e já encontrei meus amiguinhos, Chaves, Chapolin, Chiquinha, Kiko, Nhonho, nossa, tem quase todo mundo da turma aí... estão feinhos, mas tudo bem... Uma foto bem colorida que me alegrou muito...
Distribuímos alguns materiais da Ong vegana amiga que temos contato na Alemanha. Eu me comprometo sempre de distribuir os materiais nas minhas caminhadas.
Um prédio roxo, uma das cores que mais adoro. Na rua Gonçalo de Carvalho.
Roxo e preto as cores da morte.
Que beleza poder viver em um local com tantas plantas bonitas, realmente é um sonho. Eu amo. Na verdade, eu me sinto bem em qualquer lugar, pois não me incomodo com nada. Não é preciso viver num paraíso, basta saber valorizar o que se tem no momento. E não ligar para o que incomoda. Sempre algo está ruim, para quem acha defeito em tudo.
Fomos no Mercado Público, para terminar, um flasmob "Tema Para Os Animais Abatidos" do pianista que é puro talento Marcio de Almeida Bueno.
A foto acima é de uma escolinha, praticamente perdida entre os edifícios.
Saindo do restaurante encontro um corajoso que falou tudo. Enquanto a maioria da população critica o Bolsa Família, ninguém tem coragem de abrir a boca para o que deveria ser cortado, as bolsas para filhas de militares, as regalias políticas sem fim, os desperdícios públicos (que são públicos, ou seja, é só ir lá e se informar). Mas não, como sempre, é preciso criticar um auxílio para os pobres, que já veio tarde. Ou inventar bobagens como os salários para presidiários, etc... fantasias de brasileiro analfabeto político.
Almoçamos em um dos nossos restaurantes preferidos. Lá no Casa Oriental, na Felipe Camarão, esquina com a Independência.
Saímos pela cidade para caminhar e apreciar as casas antigas. Eu adoro casarões e prédios com aspecto de abandonados. Como os de filmes de terror.
Costumo sair para fotografar todas as casas antigas que encontro, e nessa região existem ainda algumas, que a especulação imobiliária ainda não derrubou. É preciso sair correndo e fotografar o que se pode, pois na semana seguinte já existe um tapume, e isso não é exagero. Simplesmente se derrubam casarões antigos inteiros em questão de dias, antes disso apenas colocam um muro e você nada mais vê.
Aqui uma loja de variedades e já encontrei meus amiguinhos, Chaves, Chapolin, Chiquinha, Kiko, Nhonho, nossa, tem quase todo mundo da turma aí... estão feinhos, mas tudo bem... Uma foto bem colorida que me alegrou muito...
Roxo e preto as cores da morte.
Que beleza poder viver em um local com tantas plantas bonitas, realmente é um sonho. Eu amo. Na verdade, eu me sinto bem em qualquer lugar, pois não me incomodo com nada. Não é preciso viver num paraíso, basta saber valorizar o que se tem no momento. E não ligar para o que incomoda. Sempre algo está ruim, para quem acha defeito em tudo.
Fomos no Mercado Público, para terminar, um flasmob "Tema Para Os Animais Abatidos" do pianista que é puro talento Marcio de Almeida Bueno.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Um ursinho de pelúcia que encontrei na rua
Faz quase um ano. Eu estava caminhando quando encontrei ele. E me deu muita pena, pois era parecido com o meu. Quando eu era criança, o meu, lhe dei o nome da marca, pois era ruim de nomes... e ainda sou. este aqui nem nome tem.
Nesta cidade é comum eu encontrar coisas. A maior parte do que encontro dou destinação. Vai para ONGs, brechós de caridade. Mas o ursinho fiquei. Pois eu tive um livrinho que dizia:
"nunca deixe um ursinho no escuro ou sozinho" a frase dizia mais ou menos assim.
É claro que é um pensamento poético.
Alentador, pois quem escreve acha sim que devemos cuidar de algo que foi feito para não deixar nunca uma criança só.
Quando essa criança cresce, porém, se julga independente, e acha que pode abandonar aquele que foi seu companheiro de infância.
Tudo bem, era só um urso de pano.
O livrinho dizia também:
Ame o ursinho, mesmo que seja bem velhinho, sujo, rasgadinho.
Era mais ou menos isso, o que ele dizia.
Achei então que este ursinho simbolizava algo que eu tenho muito forte dentro de mim. Eu valorizo muito as coisas, mas não sou apegada a nada. Essa fluidez, é uma qualidade que não tenho vergonha alguma de admitir, assim como não tenho vergonha da minha vaidade. E por que haveria de ter? É minha.
O urso, parecido com meu amigo perdido da infância, (quiçá também o joguei fora ou doei para outra criança), está aqui junto a outros ursinhos, tenho alguns, entre vaquinha, hipopótamo, gato e mais.
No link abaixo, leia esse emocionante tutorial de como cuidar de um ursinho de pelúcia:
http://pt.wikihow.com/Cuidar-de-um-Ursinho-de-Pel%C3%BAcia
Nesta cidade é comum eu encontrar coisas. A maior parte do que encontro dou destinação. Vai para ONGs, brechós de caridade. Mas o ursinho fiquei. Pois eu tive um livrinho que dizia:
"nunca deixe um ursinho no escuro ou sozinho" a frase dizia mais ou menos assim.
É claro que é um pensamento poético.
Alentador, pois quem escreve acha sim que devemos cuidar de algo que foi feito para não deixar nunca uma criança só.
Quando essa criança cresce, porém, se julga independente, e acha que pode abandonar aquele que foi seu companheiro de infância.
Tudo bem, era só um urso de pano.
O livrinho dizia também:
Ame o ursinho, mesmo que seja bem velhinho, sujo, rasgadinho.
Era mais ou menos isso, o que ele dizia.
Achei então que este ursinho simbolizava algo que eu tenho muito forte dentro de mim. Eu valorizo muito as coisas, mas não sou apegada a nada. Essa fluidez, é uma qualidade que não tenho vergonha alguma de admitir, assim como não tenho vergonha da minha vaidade. E por que haveria de ter? É minha.
O urso, parecido com meu amigo perdido da infância, (quiçá também o joguei fora ou doei para outra criança), está aqui junto a outros ursinhos, tenho alguns, entre vaquinha, hipopótamo, gato e mais.
No link abaixo, leia esse emocionante tutorial de como cuidar de um ursinho de pelúcia:
http://pt.wikihow.com/Cuidar-de-um-Ursinho-de-Pel%C3%BAcia
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Eu gosto de homem
A frase acima é perigosa, é como uma faca de dois gumes. Ela atrai um monte de tarados. Os homens irão entrar neste blog achando que sou uma mulher solteira interessada em sexo. E, há uma onda de mulheres que atacam os homens e acham que não pode falar de macho ou pior, deve odiar, e se afastar dessa classe.
![]() |
| Lá do blog do meu escritor preferido: http://eziobazzo.blogspot.com.br/2015/08/passeatas-na-europa-ou-o-odio-das.html |
Também há os maliciosos. Esses dispensam qualquer explicação.
Esses dias, alguém publicou um meme no Facebook dizendo que faz muito bem para uma mulher não ficar falando muito em homem. Por quê?
Por que não assumir que uma mulher gosta de homem, se ela por acaso adora? Se ela pensa vinte e quatro horas nisso e quer falar? Ou se ela pensa naquele momento e quer dizer? Livre nós somos não? Liberação feminina, Oi?
Em tempos de se sair do armário para se assumir como lésbicas como gays, em tempos de você assumir sua religião, ok.
Mas para algumas coisas você leva sete pedras, não é mesmo?
Se você diz que é ateu, tem gente torcendo o nariz.
Se você diz que não quer ter filhos, sempre tem uma mulherzinha com invejinha porque você tem seu ventre livre.
Você mãe é livre, tem seu filho ponto. Eu sou livre para ter minha vida, ok.
Mas não.
Ninguém aceita a liberdade do outro.
Por que não deixa a mulher amar homem, se esfregar em todos os caras que ela quiser.
O machismo não passa por aí. O machismo é uma submissão ensinada, reforçada pelos homens da sociedade, pelas mães e professores na escola, não tem a ver com gostar de sexo e gostar do masculino.
Sou feminista e gosto de homem. Poderia ser lésbica e não ter nada contra os homens, ser amiga deles, assim pensam também muitas feministas, como tenho constatado. Pois a interação entre os sexos é uma coisa natural, envolve amizade e outros sentimentos saudáveis. Envolve paixão, sedução. E, sedução, para os inteligentes, nem sempre tem a ver com sexo.
Só acho idiota essa coisa de: "Ai tenho mais amigos homi do que mulheres". Isso sim é coisa de mulherzinha. Amizade não tem sexo. É universal. Não percebem que separar por sexo é preconceito??
Há muito tempo quero falar sobre isso. É constrangedor quando me colocam em grupos feministas e as primeiras regras é: não fiquem defendendo homem, não fiquem falando de homem, etc.
Então, me sinto tolhida, pois de tantas contribuições que tenho a fazer, muitas delas são do mundo masculino que, me perdoem, adoro.
Muitas referências, literatura, contribuições, publicações em conjunto, inclusive.
E quem acompanha meu blog e minhas publicações já sabe. Eu defendo mulher, óbvio. Mas tenho influências literárias de muito homem, macharedo mesmo.
A literatura está cheia de nomes maravilhosos. Acho mesquinho essa ideia de sectarizar.
E tem muito macho que defende mulher! Ou que critica, mas... e daí ouvir uma crítica que não seja do nosso gueto ou umbigo?
Esses tempos uma mulher me disse: "Ah mas esse material é fake pois provavelmente foi feito por um homem". Só que o conteúdo era ótimo. E aí, vamos matar o mensageiro, mesmo sendo um material de qualidade e útil para as mulheres?
Não posso ficar eternamente catando milho e publicando só o que as pessoas consideram certinho e bonitinho até porque eu sou desobediente e mais, odeio essa mania de colocar o x nas letras onde definem o masculino e feminino nas palavras. Já escrevi sobre isso aqui no blog: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/gordofobia-e-magrofobia-quando-as.html
O preconceito está entranhado na cabeça e não na ponta dos dedos.
Também ninguém é obrigada a gostar. Eu entendo perfeitamente a mulher que odeia homem e sou solidária pois bem sei o que é. O fato de eu ter minha opinião não me impede de refletir o outro lado.
E não me venha com papo esquerdóide "Ai tu não pode falar porque____ lugar de fala, etc" Posso falar sim pois tu não sabe da minha vida particular! Teria sim todo o motivo do mundo para odiar os homens e até matá-los, mas não.
Eu não gosto de todos os homens. Assim como também não gosto de todas as mulheres. Só me atrai algumas pessoas. As melhores.
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sábado, 1 de agosto de 2015
Clube dos curiosos
Artigo de Ellen Augusta Valer de Freitas publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
Você pode ler este e meus outros artigos aqui: http://www.anda.jor.br/category/colunistas/ellen-augusta-valer-de-freitas
PETA uma vez fez um site cujo link insinuava uma temática sexual. Lá onde divulgamos o site, a horda de pessoas mal informadas, bem antes de abrir a página, já começou a tecer toda a sorte de críticas ao PETA, chamando-o de machistas, etc. Ou seja, o preconceito está na cabeça de quem vê, sem ler, se informar.
O site estava assim: Peta.xxx
O site era de receitas veganas, com alguma pitada de humor. Foi o maior sucesso e foi formulado justamente para impactar e acabar com este preconceito idiota contra a comida e contra o sexo.
Que gente mais puritana! Hoje o mesmo site tem uma outra surpresa e continua lá.
As pessoas no geral não podem ver uma vagina - ou buceta - já se escandalizam. Acham que tudo é machismo, veem em tudo sexualidade. No Brasil tudo é bunda. E as mulheres sempre são vistas do ponto de vista sexual.
Seios e nu feminino tudo bem. Até as mulheres aceitam, porque são machistas.
As campanhas do PETA com alguma nudez ou semi aqui não dão certo pois os homens foram educados (por quem mesmo?) para ver nas mulheres esse lado sexual, mas é preciso chocar um pouco e quebrar tabus. É preciso, associar, sim senhoras, com educação, e não com cerveja.
PETA http://www.peta.org/international/ é uma organização conhecida por realizar ações bastante diversificadas num mundo em que é melhor fazer do que apenas ficar criticando. E eles fazem muito. Mas é preciso fazer ainda muito mais. Só que é mais fácil um babaca, zé ninguém entrar no W. Zap/Face e ficar enchendo o saco, já que ele nada faz por ninguém.
O site do PETA não tinha imagens de sexo, apenas o título chamava a atenção, justamente para tirar uma onda com aquele que está acostumado a nada ler e a tudo julgar. Mas, francamente, se tivesse um apelo sexual? Para quê tanto puritanismo? As pessoas estão acostumadas com propagandas machistas durante vinte e quatro horas de seus dias e consideram natural. O próprio ato de comer carne é associado a uma cultura machista.
E mais uma pergunta: Só por que é sexo, necessariamente precisa ser machista? Claro que não.
Eu nunca escrevo sobre sexo, porque acho um saco este assunto. Só por isso. Acho infantil falar disso. Considero enfadonho ler sobre sexo e é raro um escritor escrever bem sobre isso, do que tenho lido um ou outro em minha vida que soube dar um pitada picante de erotismo em seus textos. O resto não me atrai. Acho que lerei Glauco Mattoso, mas ele é podre demais e a maioria piraria com seus textos, eu não.
Você tem tanto medo assim que algo esteja associado com putaria? Somos educadas a sempre baixar a bola, a baixar a saia, a nos portar como mulheres sérias, pois isso nos tira a oportunidade de casar, de ter bom emprego.
Isso se aplica a grandes temas. Tudo o que tem a palavra sexo fica manchado.
Porém é foda ter sempre que fazer pose de séria no momento errado, não poder rir, ter sempre que ser essa coisa que muitas vezes esperam de nós. Por um lado bonequinhas, por outro, sérias demais.
Não tenho medo de velho babão, nem de mulherzinha invejosa.
Sou absolutamente contra a pornografia e contra a prostituição. Porém não sou contra alusão ao sexo em campanhas.
Acho mesmo que o país precisa de gente que arrisque colocar mais lenha na fogueira. Por que aqui tem muito moralismo, e as pessoas adoram moralizar e depois ir fazer tudo às escondidas.
Em qualquer lugar, homens e mulheres devem sim poder fazer algo mais descontraído nos manifestos, nas palavras, no português menos ortográfico, com menos termos ginecológicos.
Deve-se usar de todas as formas para cativar as pessoas.
E, se você se considera adulto para ter consciência dos prazeres da carne, também pode ter noção das dores que provoca nos animais ao usá-los como objetos de seu egoísmo. Portanto, bem vindo ao clube dos curiosos.
Você pode ler este e meus outros artigos aqui: http://www.anda.jor.br/category/colunistas/ellen-augusta-valer-de-freitas
PETA uma vez fez um site cujo link insinuava uma temática sexual. Lá onde divulgamos o site, a horda de pessoas mal informadas, bem antes de abrir a página, já começou a tecer toda a sorte de críticas ao PETA, chamando-o de machistas, etc. Ou seja, o preconceito está na cabeça de quem vê, sem ler, se informar.
O site estava assim: Peta.xxx
O site era de receitas veganas, com alguma pitada de humor. Foi o maior sucesso e foi formulado justamente para impactar e acabar com este preconceito idiota contra a comida e contra o sexo.
Que gente mais puritana! Hoje o mesmo site tem uma outra surpresa e continua lá.
As pessoas no geral não podem ver uma vagina - ou buceta - já se escandalizam. Acham que tudo é machismo, veem em tudo sexualidade. No Brasil tudo é bunda. E as mulheres sempre são vistas do ponto de vista sexual.
Seios e nu feminino tudo bem. Até as mulheres aceitam, porque são machistas.
As campanhas do PETA com alguma nudez ou semi aqui não dão certo pois os homens foram educados (por quem mesmo?) para ver nas mulheres esse lado sexual, mas é preciso chocar um pouco e quebrar tabus. É preciso, associar, sim senhoras, com educação, e não com cerveja.
PETA http://www.peta.org/international/ é uma organização conhecida por realizar ações bastante diversificadas num mundo em que é melhor fazer do que apenas ficar criticando. E eles fazem muito. Mas é preciso fazer ainda muito mais. Só que é mais fácil um babaca, zé ninguém entrar no W. Zap/Face e ficar enchendo o saco, já que ele nada faz por ninguém.
O site do PETA não tinha imagens de sexo, apenas o título chamava a atenção, justamente para tirar uma onda com aquele que está acostumado a nada ler e a tudo julgar. Mas, francamente, se tivesse um apelo sexual? Para quê tanto puritanismo? As pessoas estão acostumadas com propagandas machistas durante vinte e quatro horas de seus dias e consideram natural. O próprio ato de comer carne é associado a uma cultura machista.
E mais uma pergunta: Só por que é sexo, necessariamente precisa ser machista? Claro que não.
Eu nunca escrevo sobre sexo, porque acho um saco este assunto. Só por isso. Acho infantil falar disso. Considero enfadonho ler sobre sexo e é raro um escritor escrever bem sobre isso, do que tenho lido um ou outro em minha vida que soube dar um pitada picante de erotismo em seus textos. O resto não me atrai. Acho que lerei Glauco Mattoso, mas ele é podre demais e a maioria piraria com seus textos, eu não.
Você tem tanto medo assim que algo esteja associado com putaria? Somos educadas a sempre baixar a bola, a baixar a saia, a nos portar como mulheres sérias, pois isso nos tira a oportunidade de casar, de ter bom emprego.
Isso se aplica a grandes temas. Tudo o que tem a palavra sexo fica manchado.
Porém é foda ter sempre que fazer pose de séria no momento errado, não poder rir, ter sempre que ser essa coisa que muitas vezes esperam de nós. Por um lado bonequinhas, por outro, sérias demais.
Não tenho medo de velho babão, nem de mulherzinha invejosa.
Sou absolutamente contra a pornografia e contra a prostituição. Porém não sou contra alusão ao sexo em campanhas.
Acho mesmo que o país precisa de gente que arrisque colocar mais lenha na fogueira. Por que aqui tem muito moralismo, e as pessoas adoram moralizar e depois ir fazer tudo às escondidas.
Em qualquer lugar, homens e mulheres devem sim poder fazer algo mais descontraído nos manifestos, nas palavras, no português menos ortográfico, com menos termos ginecológicos.
Deve-se usar de todas as formas para cativar as pessoas.
E, se você se considera adulto para ter consciência dos prazeres da carne, também pode ter noção das dores que provoca nos animais ao usá-los como objetos de seu egoísmo. Portanto, bem vindo ao clube dos curiosos.
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