quinta-feira, 14 de maio de 2015

Gastronomia vegana - para comer de tudo sem ninguém sofrer

Comida vegana do Govinda
 Encontrei uma série de fotografia de nossas comidas veganas. Para matar a saudade e a fome, vai aí um desfile do que há de melhor da gastronomia vegana, a meu ver.

Pizza vegana com café com leite vegetal

bolo de chocolate e croquete mais água mineral (com gás é claro) São as preferências de quem vive comigo. Eu já prefiro com um bom café preto.

 Comida vegana: a base de tudo vem daqui. Verduras compradas na feira. Orgânica ou não, percorremos a cidade inteira em busca de preços, variedades e vários fatores que levamos em conta. Dependendo de nossa vontade, ânimo e bolso.


Bife de glútem com queijo vegetal de tofu e salada de batata do Govinda.
 A neura do "glúten faz mal" só apareceu depois da nova onda do veganismo. Antes ninguém falava do glúten. Sim, existe os que tem intolerância. No mais, é modinha e vontade de palpitar. Aliás, existe glúten em diversas coisas, assim como a soja. Mas o povo adora se encarnar na comida vegana, não? Já vi gente com um pratão de macarrão temperado com óleo de soja, enchendo o saco, falando mal do glúten e da soja. Vão se foder.


 Comida feita pelo meu marido


 Cachorro quente praparado aqui em casa, pelo meu marido. Este é feito de glúten.


Xis do Govinda.

Comer comida vegana não significa Fast Food. A comida vegana é simples, é feijão com arroz. É lentilha, é frutas baratas, é amendoin e outras sementes, se quiser, são coisas simples que você compra na feira, no supermercado.
Eu, por exemplo, nem tomo leites vegetais. E nem sou muito de soja ou glúten, apenas nestas ocasiões especiais de sair e comer um xis.
Não entre nessa de que é caro. Existe o fast food, existe o xis, a pizza, o queijo vegetal, pequenos luxos que nos damos de presente de vez em quando, depois de economizar em outras coisas.
Mas a comida vegana é barata, saudável e ecológica. Então não acredite nessa conversa de ambientalista babaca, ou de gente que não conhece nada. Bom, eu não me importo nem um pouco com sua saúde. Nem mesmo com a minha. Detesto essa fixação por elixir da longevidade. Esfrego, cuando me regala la gana, meus exames só na cara de quem duvida de que minha dieta me prejudica.

Meu lance aqui é pelos animais. E se posto qualquer coisa neste blog, é apenas para conquistar o coração daqueles que, se ainda tem alguma dúvida com relação à compaixão, que pelo menos se deixem conquistar pelo sabor e pela saúde de si mesmos ou do planeta em que vivem.

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Um cinema a nascer e a morrer

 O Capitólio, era para mim um prédio velho, no caminho que eu fazia em alguns dias de minha vida, para algum lugar. Mas ele já foi um grande cinema. Agora recuperado, está assim. E, andando pela cidade, passeando ao lado do edifício, entramos como que caídos num túnel do tempo.
 Pois eu jamais havia entrado ali, nem estava a fim. Mas aquele que está sempre a meu lado insistiu. E eis que eu caí no túnel de um passado, lá mesmo onde quase sempre estou.
 Adoro o centro da cidade. Não sou muito aficcionada a cinema, mas me encanto com lugares antigos e estes merecem ser preservados.
 O espaço está ainda em obras. E há boatos de que está a caminhos de não conseguir se sustentar.
 Já no alto do edifício, encontramos a projecionista que nos viu admirados. E nos convidou para conhecer um lugar muito raro. Onde praticamente ninguém entra.
 A sala de projeção.
 É emocionante ver coisas antigas ainda valorizadas, sendo usadas, trabalhadas. Eu sou uma pessoa que valorizo muito os objetos, sem ser apegada. Considero que tudo tem seu valor, especialmente as coisas antigas, das quais as pessoas esquecem. Como os telefones públicos, os cinemas, as fotografias de papel.
 Mas minha contradição é que não costumo guardar nada, minha casa não é museu. Eu valorizo, uso meu velho celular até o fim, ainda tenho um telefone antigo, ou uso o telefone público, mas cultivo a liberdade do não ter.
 Não é tão fácil explicar, pois tenho por cá minhas coisitas, simbólicas, sei lá. Todos temos nossos fantasmas e cacos velhos. Vou limpando a mente, mas amo quando as coisas são preservadas: lá fora e sempre em bom estado.
 Aqui está Ângela.
 Um bom filme fica na memória por séculos. Não vi nenhum destes.
 A sala, uma delas, é simplesmente linda.
E aqui, outro cinema, este já posto. Morto. Eu vi aqui o filme do Paulo Coelho com meu marido. É um daqueles cinemas tão antigos que dava até medo de ficar lá dentro. Era como estar em um filme de terror, para assistir outro filme. Depois de sair do Capitólio, fomos neste cinema ver o quadro de filmes e nem acreditei quando o vi fechado. Para sempre.

sábado, 2 de maio de 2015

Quando a terra me chama e não é para morrer - As três fases de uma mulher

 Há aquele momento da tarde de um dia livre, ausente daquela sensação de prisão que eu tive até então, dos dias de intenso trabalho, que as ruas da cidade me chamam para a caminhada tão desejada. Mas não é só isso. A terra me chama, mas não é só ela. Sinto que algo tão profundo vem de longe até o presente, lá do fundo de minha memória.
 O cheiro da rua, da grama, desta terra que nunca mais eu vi. De um pátio de minha casa esquecida. De quando eu vivia mesmo, era outra época, havia pátio, pedras no chão, terra e grama por todos os lados. Havia mãe e pai. Eu senti saudades de ter terra debaixo de meus pés.
 Senti falta de ter um jardim. Senti um ambiente, pois já não há mais pessoas, não há mais quase nada humano. Sempre ficam os lugares, as pessoas, essas já morreram. A terra as leva para longe.
Essa mesma terra que eu hoje sinto me chamar, para uma vida que eu tive e, se não era tão feliz, que digamos, pelo menos me fazia respirar!
 Andar pelas ruas e encontrar casas antigas, pátios e jardins, cruzar por pessoas que até te cumprimentam, quando se vive em apartamentos convivendo com vizinhos 'bem sucedidos' que jamais podem descer do salto e baixar a guarda é um contraste louco. Pensar que na mesma cidade há gatos e antiguidades, flores e árvores tudo isso ao nosso redor e aqui mesmo ao lado de minha casa, mas não vejo, ou vejo tão pouco, é triste e feliz ao mesmo tempo.
 O chão é tão limpo que é preciso sentar nele e ali ficar mais um pouco.
 A imagem abaixo não foi montada para a foto, foi o desejo sincero de sumir. Não de sugar a natureza como fazem os ambientalistas, naturebas, os esotéricos e toda a corja que usa a Natureza como tema eterno de seus falatórios. Tão logo a sua ansiedade acaba, já estão surfando em seu egoísmo e ganância, explorando a natureza, as pessoas, e sobretudo os animais.
 Abracei a árvore que considero a mais linda de todas.
 Caesalpinia ferrea, conhecida como pau ferro


 Não sei o que o pintor queria dizer com a cena abaixo, mas eu interpretei como sendo a Deusa Tríplice, ou as três fases da mulher, também conhecida como as fases da lua, etc.
 As três fases de uma mulher: A jovem, a mulher na sua fase plena - se ela QUISER poderá ser mãe, e a mulher anciã.
Eu sempre estive entre a mulher jovem e velha. Sempre fui plena. E sempre fui todas. Tenho o instinto materno mais forte que já pude conhecer. E decidi nunca ter filhos. Tomei essa feliz decisão na minha adolescência.
 E sempre fui afortunada, por um lado. Por outro, eternamente buscando minha mãe, mesmo tendo a minha, mesmo quando a tive, a buscava. E quando a perdi, a perdi duas vezes.
Todas as fotos: Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/

 E só há um remédio para acalentar um coração que busca: caminhar e escrever. As palavras saem e caminham com as mãos e os pés.
 Estou escrevendo, em paralelo com este blog, um outro texto, sobre um tesouro que encontrei, que vai entrelaçar histórias. Talvez ali a melancolia se transforme cada vez mais em poesia. 
Lá as três deusas são anciãs, incluindo eu.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Marcelo Bonfá e as músicas da Legião Urbana

Marcelo Bonfá é compositor de muitas músicas da Legião Urbana, em parceria com Dado Villa Lobos e Renato Russo. Manda bem na bateria e na voz. Ficou muito bom este vídeo que assisti! E não é para qualquer um cantar e tocar bateria ao mesmo tempo. Sempre fã.

Confira o seu site: http://www.marcelobonfa.com.br/

Enviado pelo meu marido nestes dias de pura agonia:




Legião Urbana e o livro de Renato Russo

Estou terminando de ler a biografia de Renato Russo. Deixei o epílogo por terminar. Quando algo é tão triste para mim, fica o término para um outro momento. Mas está ali na sala, à espera deste momento, que está para estes dias.

Já falei deste livro neste post: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/brasilia-de-ontem-copa-do-mundo-de-hoje.html
O autor descreve toda a vida do meu ídolo e também o cenário do país, o momento histórico onde ele cresceu e se tornou o que é. Um gênio fluente nas palavras, nas idéias e na língua inglesa. Um poeta que eu amei com todos os seus defeitos, pois eram obscuros e mínimos perto de sua perfeição.
No livro, muitas raridades, músicas inéditas e as fragilidades, lágrimas que caíram no papel, poética e visivelmente. Não sei se era isso que ele queria, ver suas coisas expostas. Mas, pelo menos neste livro, tudo foi feito com respeito.

Meu marido me mandou hoje um especial da Rádio Transamérica de 1992. Algumas músicas quase nunca foram tocadas ao vivo.  Saudades.

sábado, 18 de abril de 2015

Uma frase sobre os sacrifícios com animais

Do livro simplesmente brilhante que acabei de ler:

trecho do livro: Para antes que a gente vire pó  (breviário de errância) e é do autor Ezio Flavio Bazzo.
"Perguntem pois ao asno ou ao carneiro de Abraão ou aos viventes que Abel soube oferecer a Deus: eles sabem o que lhes ocorre quando os homens dizem 'eis-me aqui' a Deus, e depois aceitam sacrificar-se, sacrificar seu sacrifício ou perdoar-se"

Jacques Derrida (Em O animal que logo sou)

O livro, que logo - assim que o tempo não me matar e me permitir - mostrarei aqui no blog com toda atenção que merece, chama-se
 Para antes que a gente vire pó  (breviário de errância) e é do autor Ezio Flavio Bazzo.

***

Se antes eu não tinha a menor dúvida de que ele era o melhor escritor do país, agora então, tenho toda a confiança em afirmar! Este livro é maravilhoso.
O  uso e exploração de animais é uma canalhice que acontece em diversas culturas, povos, em toda a parte da Terra. É uma vergonha uma pessoa usar um outro ser para expurgar seus pecados, sua infâmia, sua fome.
Considerando que os céus nunca nos ouvem - basta olhar para o lado - milhões de seres morrem em vão, em meio ao mais perverso silêncio de quem poderia fazer algo a respeito e nada faz.
E o pior de tudo são aqueles de quem se esperaria alguma resposta, algum auxílio, e estes, por medo de uma mão invisível - que inexiste - se borram nas calças, e nada fazem, negam, por medo de um castigo, de uma praga. Seu castigo é viver na mediocridade, é negar ajuda, é ser conivente com o mal. Seu destino é estar sempre ao lado da vilania, é compactuar com o sangue e com a dor do outro.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Videogames Sem Controle lança seu terceiro EP, intitulado 'Nunca Andei O Bom Caminho'


A banda gaúcha Videogames Sem Controle acaba lançar seu terceiro EP, intitulado 'Nunca Andei O Bom Caminho', pelo selo Falência Fraudulenta, de Porto Alegre. São cinco faixas do que o power trio convencionou chamar de rock torto, que mescla a psicodelia ao minimalismo e até mesmo a um progressivo não-virtuoso. A maior mudança foi que o líder Marcio de Almeida Bueno, multiinstrumentista, compositor e vocalista, assumiu o piano, que se tornou o instrumento central das músicas, inclusive para solos. As influência seguem sendo Arnaldo Baptista, Roberto Carlos, Júpiter Maçã, The Beatles, Os Mulheres Negras, Tom Waits e minimalismo. A primeira faixa é 'Eye from the outer space', com seu piano hipnótico. A inusitada letra é do baiano Daniel Barbosa, parceiro de longa data, que apesar do título é em Português. A segunda faixa, 'Nunca andei o bom caminho', é uma espécie de Tim Maia versão garagem, com bumbo calcado no rap-jazz-soul. 'Decifra-te ou eu me devoro' foi composta há mais de 25 anos, e só agora recebeu registro sonoro. Vocal dobrado, refrão com palmas e solos de violão. A quarta faixa é 'Me sinto ridícula - o amor adolescente', com letra de Ellen Augusta. Mudanças de andamento, guitarra distocida e piano disputando espaço em meio a um clima confessional. O EP fecha com 'Tudo aquilo que me dói', também com mudanças de andamento, solo de cravo, levada de bossa nova com intimismo lisérgico. O disco foi gravado na primavera de 2014 e verão de 2015 no C. Bukowski Studios, na Capital gaúcha. Melhor se escutado em uma tarde chuvosa. Videogames Sem Controle é Marcio de Almeida Bueno (voz, piano e baixo), Oswaldo Lee (violão e guitarra) e Thales M. (bateria e percussão). Contatos podem ser feitos via tudoestavaigualcomoeraantes@gmail.com. O EP completo pode ser escutado na íntegra em https://youtu.be/WoSH81bb4Z4.

terça-feira, 7 de abril de 2015

Nosso almoço vegano


 Nosso almoço no restaurante vegano VÊ.

Já conhecia a casa de um outro evento em que participamos. E hoje, no intervalo do trabalho, passamos ali para provar a comida.
Poder comer com toda a confiança em um lugar vegano não tem preço! E o lugar é muito bom!
Salada de batata é algo que os veganos nunca podem comer em restaurantes comuns, pois nunca dá! Aqui a gente pode comer de tudo, sem ficar perguntando. Só quem é vegano sabe, o quanto somos especialistas em questionamentos.
Um tipo de purê de aipim, muito bom.
O restaurante fica na Avenida Lageado, em Porto Alegre.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Meus pés me levam para o nada - todo meu ódio ao trabalho

Hoje meus pés me levaram para a fuga. Como a minha vó, a muito tempo. Longe de sua casa, só pensava em partir, de qualquer jeito à procura de ir-se. Saía de minha casa como um bicho. Achava que era por ali. E ia. Estava acostumada a andar de pés descalços. E, ali, onde avistava um pouco de mato, pensava: deveria ser o lugar onde a levaria para sua terra. Saía de minha minha casa a pé.
Só que ela morava próximo à Serra Gaúcha, a quilômetros de distância, e minha mãe tinha que ir atrás dela, buscá-la para a razão, para este mundo insólito e perverso.

Não tenho vocação para enfiar meus pés nestas sapatilhas, nestes uniformes, não tenho saco. Não tenho modos para quase nada.
Eu, no fundo, apenas suporto, o ser humano, as coisas. Tolero os cinismos, as falsidadezinhas, as pequenezas que vou percebendo nas pessoas neste dia à dia transitório, de "trabalho". E meu alívio é pensar que tudo é temporário, como eu mesma sou com minhas vontades.

Sinceramente, e daí? Na verdade é um grande transtorno daquelas pessoas. É problema delas. Que devem ter uma vida de merda, suportarem-se umas às outras, com conflitos eternos. Egos 'mensos' e mente muito estreita.

Meu corpo, meus pés, me levaram para longe. Eu me perdi. Perdi a hora, fui indo para acolá e quase perdi o ônibus. Voltei como uma idiota e peguei o camburão para o inferno. Um trabalho legal, num ambiente bonito, com pessoas normais.

Por quê?
Por que eu não obedeci as ordens expressas do meu corpo, da minha mente e de meu coração?
Por que eu não segui em frente, tendo em mente que meus pés me levariam para o mar, para o verde, azul, roxo oceano, para minhas ilusões, assim como minha nona (avó) imaginou que aconteceria, mesmo eu sabendo que apenas chegaria a um muro e dobraria a esquina, talvez chegasse a um bar e tomaria um café, chá ou mesmo teria a coragem de até mesmo -
comprar uma passagem para uma viagem?

Não, preferi aderir ao cinismo, ao pusilânime, à ordem. O medo do futuro incerto. A imortalidade infantilmente ilusória, pois vivemos acumulando para o nada. Trabalhando para outras pessoas enriquecerem.

Detesto quando me questionam sobre trabalho. É como se você tivesse obrigação de estender seu currículo sobre a mesa e mostrar seus prodígios, e ai de ti se não for um sucesso.

Eu, que tenho até livros publicados em meu c. v., onde ali tem desde curso de datilografia junto com minhas publicações de artigos de opinião, sempre me esqueço e acabo dizendo o meu trabalho mais simpleszinho. Como se houvesse uma voz interior dizendo: olha, sou uma pessoa e não as coisas que produzi no passado.
E, dependendo de quem está do outro lado, sinto aquela cara de quem tenta decifrar o que exatamente faço.
E tem aquela tia com cara de pena, tipo: tadinha dela que não está milionária depois de ter feito faculdade!
Pode crer que tem malandro velho que ainda acredita que faculdade é alguma coisa e que se você fez algum curso, necessariamente deve trabalhar nele.  No exterior, o curso universitário é apenas uma formação, o sujeito sai de lá e vai fazer o que gosta. Vai ser carpinteiro, vai ser escritor, ele estudou pois queria se aprimorar intelectualmente, não porque precisava pagar as contas. Lembre-se que em certos países o nível de vida é muito melhor do que aqui.
Mas neste país, vivemos numa situação em que é necessário concluir um curso superior para ser qualquer coisa. Pelo menos na época em que comecei minha faculdade era assim. Hoje, nesta época de pleno emprego, não faria faculdade. Dedicaria meu tempo e meu dinheiro em leituras, viagens e livros.

E eu digo: meu trabalho é um mistério, pode ser um ou dois ao mesmo tempo ou quiçá nenhum. E deve me fazer feliz, senão jogo-o ao ar. Mas mais fácil é falar (ou escrever, que aí sim é um dom.).

Minha única vocação ou quem sabe vontade, é para a escrita. Eu amo ler e escrever e é só isso que importa.
Nada mais, nem mesmo viver.

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