segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Presentes bem vindos alegram meu dia!


A melhor sensação de todas é abrir uma caixa recebida pelo Correio! Mas também é muito bom enviá-la.
Quando é inesperado, quando já esperamos, quando são presentes, ou aqueles livros comprados com tanto carinho, daquele escritor que amamos, a surpresa se torna um grande encontro! Eu simplesmente não vivo sem Correios!!!

Sim, gente, escrevo cartas a mão mesmo! E agora estou escrevendo em papéis de carta antigos. Vou fazer algumas fotos deles.

Minha amiga Maria Helena Sleutjes é uma escritora, e como tal, tem esse gosto refinado, manda essas coisas delicadas, dos lugares por onde ela viaja, lembranças das cidades, livros interessantes, e muita coisa para contar! Ela também escreve cartas,  livros, e poesias.

Os cartões contam por si, suas mensagens poesias, os traços, tudo dizem algo bonito...

Eu uso todos como marcadores de páginas de livros.

Este é um livro lindo de poesias, você pode ler mais sobre ele nesta postagem especial que eu fiz, neste link aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/11/presentes-de-amiga-po-de-lua.html

Ímãs de geladeiras do Rio de Janeiro antigo. Colei num quadrinho de metal.

Adorei este caderno, eu amo lápis. Até comprei uma borracha para acompanhar. Já está sendo usado, cheio de textos, pois vou pegando pela casa e anotando minhas fagulhas de textos, lapsos de memórias, fragmentos de poemas... tem cadernos pela casa inteira, mas... como é bom escrever de lápis!!!!

Sempre autorizei meus alunos a escreverem de lápis, o quanto quisessem, é o máximo da suavidade... e se pode apagar o quanto quiser. A escrita efêmera, sujeita ao erro. E livre! O cinza, o cheiro da madeira... tudo é poesia nestes cadernos de papel, lápis e borracha... mas eu gosto das borrachas macias, esfarelentas, não daquelas duras com perfume. Isso era coisa de rico, lá na escola onde estudei...

Papéis interessantes sobre eventos locais. E um jornal com um texto da Maria Helena Sleutjes sobre a biblioteca de Murilo Mendes.

A caixinha o Bob adorou, pois veio com um perfume super bom...

Como todo gato, ele entrou dentro da caixa, claro! Maria Helena, muito obrigada pelo carinho!


sábado, 15 de novembro de 2014

Mis Chavitos - meus bonecos do Chaves

Nas lojas da China, que aqui chamamos de 1,99, embora de 1,99 não exista quase mais nada, pode-se encontrar estes brinquedos do Chaves. Já encontrei os adesivos também, vão todos para minha coleção de coisitas do Chaves e Chapolin.
 Ao apertar os bonecos ele fazem um barulho engraçado...
 Quem perdeu sua infância em algum lugar, pode encontrá-la aqui!
 Aí passou o gato e... derrubou tudo...
Guardo em uma caixinha algumas coisas como uma camiseta autografada do Kiko, fotos, um DVD, uns enfeites de aniversário que o pessoal fez para mim: uma festa toda do Chaves! Uns brinquedos do Chaves comprados em brechós, vou achando por aí tudo o que se refere aos meus ícones amados. O que é mais valioso, no entanto, são os episódios que guardo no meu HD, tenho muitas raridades do Chespirito, coisas antigas, filmes com os atores, e muitas coisas raras mesmo, que nem existem mais na Internet, pois os blogs vão saindo do ar, e os fãs vão salvando o que podem...
 Se de casualidade, alguém souber de alguma coisa do Chaves por aí, me avise que eu vou buscar!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O cérebro das vacas e sua falta de maturidade – ou educação

Coluna Desobediência Vegana - Ellen Augusta Valer de Freitas
Você entra no açougue e não se importa de comprar carne. Ou lida com pedaços de animais, embutidos, ou traços deles por toda a parte. Mas sente repugnância quando está diante de partes específicas como rins, tripas, cabeça?

Ou não! Não sente nada disso, você é a macha, ou o machão, mas fica cheio de dedos pois acha que esses assuntos devem ser tratados com ‘cuidado’, com ‘educação’, com ‘mimos’, como se todo mundo fosse idiotizado, como se ninguém pudesse ter maturidade para falar abertamente sobre temas fortes e para maiores de 18 anos?

Pois vamos falar de maturidade e de nojeiras. Vamos falar de miolos de vacas, de tripas, de rins.

No açougue, são vendidas cabeças de vacas, cabeças de porcos, com seus cérebros intactos, congelados. Os olhos esbugalhados, nos olhando. Muitas vezes observei atentamente os consumidores. Se é na zona nobre, eles compram as partes nobres, pois é o que há. Se é na zona simples, eles compram tudo, pois tudo pode ser comido. Eu mesma, nos meus tempos de comer carne, pois não nasci vegana, já comi algumas dessas coisas. Meu pai ia ao matadouro, que provavelmente era clandestino. Rins, fígado, tripas, que se chama ‘educadamente’ para as madames e gentlemen de mondongo ou dobradinha. E não tenho nojo de nada. Sou vegana há muitos anos, desde o primeiro momento, por ética e revolta.
Meu talento é este, é o que sei oferecer, falar sobre corações de vacas, tripas, fortaleza, através do bizarro, do obscuro, da crítica a tudo o que me fere. Procurar a justiça. Quem entra por mim há milênios e se choca com o mesmo muro, forte, mas frágil por dentro, suave e limpo, pois me conheço muito bem, e ainda assim se incomoda, deve procurar aquela esquina ali, e dobrar. E voltar sempre que, lá fora, encontrar a mesma falsidade disfarçada de bobagem de auto-ajuda.

Escândalos do leite sujo e contaminado, seguidas por propagandas cada vez mais insistentes, abusivas, e você ainda acredita? Pois siga… dobre a esquina. Abra esse pacote que te levou ao vício, compre esse combo de especismo, essa maravilha de palavras doces, açucaradas e corrigidas pelo dicionário do cinismo, e compre leite, ovos caipiras, carne colorida, branca, vermelha, incolor.

E é preciso ter maturidade e perceber que o sujeito pode criar para si armadilhas, mas pode também libertar-se. E isso não tem só relação com o consumo de carne, ou a procura do que ler. É impactante a visão de alguém preso. Amarrado a relacionamentos imbecis, a amizades com gente perigosa, vícios, sensação de poder, bagulhos dentro de casa que o torna prisioneiro de si mesmo, doenças e síndromes que o sistema oferece. Tudo dentro de uma bandeja, para depois ir buscar no comércio a solução.

A ilusão de que uma opinião é sabedoria, de que um objeto é riqueza, de que uma sensação é um sentimento, só traz mais sofrimento aos animais. Pois é assim que se escolhe: no açougue e na vida.

publicado na ANDA - Agência de Notícias de Direitos Animais
 http://www.anda.jor.br/11/11/2014/cerebro-vacas-falta-maturidade-educacao

Flowers for the dead brother

Trancam o louco no quarto.
E voltam-se para a minha lucidez.
 Há alguma coisa errada
com a bondade de Deus.
A inocência é cortada com vidro. Um ursinho, objetos guardados em uma caixa. Para nunca mais.
Trasntornando palavras, amortecendo a dor. O amor sepultado, a poesia floresce.
Eu levo flores, mas não há nem vasos para as receber.
Eu roubo os vasos de outras tumbas. Ele nunca teve nem um quarto para dormir!
Você não sabe o que é viver só, neste imenso hospital.
Só sei o que mora em mim, o silencioso sabor do fim.
Silêncio e nada. O depois, o poema feito, das dores reformuladas. Todas as melancolias transformadas em palavras lúgubres, a morte transparecida, entrelaçada, recortada com o sangue roxo.
Abro a caixa. Ali, só pequeninas coisas, carentes de sentido para o mundo, que o abandonou, no seu nascimento e até hoje, sempre, na solidão eterna da loucura.
Esta solidão que também carrego dentro de mim.
A solidão da lucidez, da desventura.
Ellen Augusta
 

Presentes de amiga - Pó de Lua

 Entre os presentes que recebi na caixinha que veio pelo Correio, minha amiga escritora Maria Helena Sleutjes me enviou este precioso livro de poesia, todo colorido! Chama-se Pó de Lua. É de Clarice Freire e tem uma poesia visual muito interessante, que te faz virar o livro de ponta a cabeça, meio infantil, meio fantasia, poesia, simplesmente adorei.
 Já viram vocês que eu não escrevo este tipo de poesia. Nunca me passou pela minha cabeça obscura, formar estas palavras neste tom aberto, e olha que elas tocam profundamente na alma. Elas falam sim, de dores, de perdas, de sonhos... mas eu já entrei por outra esquina... E poucos devem imaginar o porquê.
"Para diminuir a gravidade das coisas" ela diz em seu livro.
 O meu colorido tem outras cores. Mas pego estas também, conforme a lua, como ela diz neste livro. Na minha adolescência eu tinha umas poesias assim. Depois apaguei tudo, e comecei a escrever de outra forma. Mas eu gosto mesmo é de escrever 'de corrido' como se diz em espanhol informal. Gosto de prosa, e me sinto melhor nisso. A prosa poética é a melhor forma de poesia. E cada um sabe onde seus olhos captam mais e melhor o poema. É na melancolia que eu colho os meus, mas não só! E assim falam os portugueses...



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Primeira Feira Vegana de Porto Alegre

A Vanguarda Abolicionista foi convidada pela Delivery Veg para participar da Primeira Feira Vegana de Porto Alegre, que foi sucesso total de público.
Confira as fotos do evento:
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Distribuímos grande quantidade de material informativo nosso e do Vida Universal, conversamos, informamos e nos divertimos muito com as pessoas. Eu não parei em lugar algum, em nenhum momento. Eu comi pouquinho, pois de tanto tagarelar, acabei esquecendo de comer. Tinha tantas coisas legais, o clima estava especial.
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Encontrei as leitoras do meu blog! Aqui está a Cintia Vida, que sempre me acompanha por aqui e lá no evento. Impressionante foi ver a quantidade de pessoas, das mais variadas idades e estilos. Amei!
foto Ellen Augusta
Eu me encantei por essas linguiças e 'peito de peru' veganas. Festival de comida vegana... de fazer inveja aos bocós... que acham que passamos fome... te mete???
foto Ellen Augusta
foto Ellen Augusta
foto Ellen Augusta
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
comidas veganas da Rosanne Pizzato
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
produtos da Delivery Veg
foto Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Quindim vegano da Rozanne Pizzato!

Quantas bolsas famílias o Brasil tem?

É interessante ler esse direito de resposta.
Lembrando sempre que eu, que não pertenço a nada, nem acho que o voto signifique algo neste sistema político manipulativo e sujo, não compactuo com jornalismo partidário.
Estar aqui e ali, percebendo tudo, notando e apontando as injustiças e não pertencer a esta corja, é mais do que um prazer, é um dom.
E, povão, páre de achar que rico merece grana (dinheiro público, seu), e pobre não tem direito, tá fazendo favor, não quer trabalhar, é ladrão, etc...Com essa mentalidade de pobre, você não vai a lugar nenhum.
O direito de resposta é justo, pois quem enche a boca para falar mal do bolsa-família não sabe das bolsas dos ricos e não sabe de História, da grande dívida que este país tem com o povo que o país explorou até não mais poder. É muito fácil falar quando você pensa estar no lado dos 'vencedores' e não tem empatia pelos demais.
Direito de resposta

Na última edição do Jornal Panorama Regional, do dia 31 de outubro de 2014, o colunista Célio Pezza faz uma série de afirmações infundadas sobre a eleição da presidente Dilma, que por uma questão de justiça precisam de esclarecimentos.
Primeiro, é preciso lembrar que as regiões Sul e Sudeste do país deram dois milhões de votos a mais à presidente Dilma Rousseff, do PT, do que as regiões Norte e Nordeste. No Sudeste e Sul, a petista conquistou 26,6 milhões de eleitores, o que equivale a 48,8% de todos os votos que ela teve no Brasil, vencendo inclusive no Rio de Janeiro e Minas Gerais, Estado que o candidato Aécio Neves, PSDB, governou por oito anos e usou como base para seu plano de governo nesta eleição presidencial. No Nordeste e no Norte, a presidente recebeu 24,5 milhões de votos; número que representa 45% de toda a votação. Até as crianças pobres aprendem a fazer contas no Nordeste, no calor do Sertão. Um incentivo é que o Bolsa Família exige que os beneficiados estejam frequentando a escola. Talvez por isso, Dilma tenha feito 71,5% dos votos na região.
Em segundo lugar, é preciso estudar a História do Brasil e entender por que algumas regiões do Brasil estão mais desenvolvidas e outras menos, e qual a importância dos programas de transferência de renda para corrigir ou minimizar os erros históricos, que se acumularam em quinhentos anos de colonização. Sou privilegiado porque meus bisavós, que vieram da Itália, foram assentados em um lote de vinte e cinco hectares, no interior de Veranópolis, no melhor modelo de reforma agrária promovido pelo Governo Imperial, em 1875. Pouco depois, em 1888, através da Lei Áurea, a libertação dos escravos não teve uma política pública de inclusão do povo recém liberto, e milhões de negros ficaram teoricamente libertos, mas sem terra, sem emprego, sem renda mínima. Tanto que alguns historiadores relatam muitos casos em que os ex-escravos voltaram para as fazendas, nas mesmas condições que viviam na senzala, em troca de um prato de comida.
Em terceiro lugar, nos Governos Lula e Dilma, foram criadas mais escolas técnicas federais e vagas em universidades federais que em toda a história do Brasil, em todo o território, tanto no RS, como no Nordeste brasileiro. A geração de emprego, tanto aqui, como no Nordeste, também foi recorde nos Governos Lula e Dilma. Tanto que os beneficiados do Bolsa Família têm preferência nas vagas dos cursos do Pronatec.
Temos uma Bolsa Família, e vinte e cinco tipos de Bolsa Empresário - vinte e cinco programas de incentivo às empresas brasileiras e agricultores, com descontos de impostos e juros subsidiados, pagos pelo Governo, via contribuinte. Na Inglaterra, são mais de trinta diferentes tipos de bolsas. Algumas são justas, outras controversas.
É preciso lembrar que quem cadastra os beneficiados no Bolsa Família, bem como tem a obrigação de fiscalizar a renda, periodicamente, são as Prefeituras. Denúncias sobre alguma irregularidade percebida em sua cidade podem ser feitas no site do MDS - http://mds.gov.br/bolsafamilia/fiscalizacao/denuncias
O Governo Federal recebe, através da Controladoria Geral da União - CGU, denúncias de corrupção de todas as esferas, que envolvam recursos federais. Depois, cabe ao Poder Judiciário julgar e condenar os culpados.
* Luciano Zanella, presidente do PT - Veranópolis

sábado, 8 de novembro de 2014

Ajude o meu blog Desobediência Vegana

"Trabalho em cartório, mas sou escritor. Perdi minha pena, não sei qual foi o mês." Raul Seixas
Meus botões de pedir grana já estão prontos. E hoje vou contar uma história, que como tantas, são o motivo, o único motivo que me obriga a escrever: a revolta. A existência, descobri antes mesmo de saber que existia Émile Cioran, para mim é algo revoltante!
Uma história de suicídio, contada por alguém, sobre outra pessoa, que eu nunca vi. Isso já basta, para provocar em mim, um furacão de palavras. Foi apenas uma cena. O rapaz, empurrando seu pai, em uma cadeira de rodas. Ele tinha um problema. E cometeu suicídio.
Somente essa cena me fez derramar os rios de solidão que haviam dentro de mim e que ninguém imagina o quanto são tristes.
Uma cena, é um instante, não vivi. Não sei que pessoas são. Pensei. Se eu, assim mesmo como sou, já pensei em zarpar dessa umas vinte mil vezes, sinto compaixão por alguém, por essa cena, que se apresentou diante de mim. E que a sociedade finge que não existe, pois vive com o olho e o dedo em outro lugar.
No minuto seguinte estava rindo e comendo. Sou assim. Minhas trevas não impedem a serenidade. Nem a alegria.
Chorei à luz do dia. A dor não pode ser motivo de vergonha. Meus cinco ou seis leitores sabem que eu escrevo sobre dores, infantilidades, decoração ou meus brinquedos do Chaves e sobre muito mais, além. Pois é isso mesmo o que sei oferecer. Estou aprendendo. A inspiração, vem de séculos de escritores, que amo e admiro. Mas não me iludo de que me pareço com eles.
Quando criança, desenhava. As palavras hoje sangram de meus dedos e desenham o mundo, tomaram o lugar das imagens. O olho é o instantâneo choroso, o suicídio do objeto que eu não vi, mas vivenciei, pois aconteceu também em mim. Por isso é que sigo aqui e, por hora, ainda não parti, junto com o fato em si. O que sobrou foi a caneta, lápis, dedos no teclado - a dor da lembrança do que precisa sair em forma de -escrita.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Gordofobia e magrofobia - quando as palavras segregam

A solidariedade bate em um muro chamado dicionário.
Quando você sofre preconceito e quer ser solidária com outras mulheres, mas é segregada por elas, é discriminada por causa de detalhes, de ranços, teorias que saem do plano prático e beiram ao delírio. Para mim chega. Esses dias eu li numa postagem de alguém que magrofobia não existe. Abaixo os comentários eram debochados, perversos. Pensei: "Ih, acho que entrei no Clube da Luluzinha errado. Aqui é para gordas, eu não posso falar".

No post Eu também sou gorda, que você pode ler aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2013/10/eu-tambem-sou-gorda.html eu escrevo sobre o que passei na adolescência, e sobre como me identifico com o problema que muitas meninas passam hoje, a discriminação. Pelo visto, nada mudou. Continuo sendo a magra, discriminada. Não tenho direito de abrir minha boca. Parece que magra não pode falar.
Nesta outra postagem, falo sobre as dietashttp://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/08/gordofofia-se-combate-com-sabedoria.html
Sobre os problemas com a baixa auto estima, que não é exclusividade só de alguns tipos físicos escolhidos por deus, você pode ler aqui: http://desobedienciavegana.blogspot.com.br/2014/06/alta-e-baixa-estima.html.
Quando um segmento feminino toma para si os problemas do mundo e acha que ninguém mais tem o direito de tê-los, a coisa torna-se complicada.
Só as gordas sofrem? Homem não pode ter o direito de se aliar às mulheres? Ou seja, o 'inimigo' deverá ser eternamente o inimigo. As magras, estão condenadas a serem as 'eleitas', mesmo sofrendo em silêncio.

Quem nunca leu um livro feminista não sabe que não é bem assim. Naomi Wolf, antes de inventarem o Facebook, já incluía as magras no sistema de exploração da beleza.
Eu estou, no momento, lendo só as feministas veganas. Não acredito em tudo o que vejo, nem em tudo o que está escrito.
Já conheci feminista com preconceito contra as travestis! Que idiota. Minorias contra minorias...

Magrofobia, gordofobia e outros termos (recentes) do gênero: 
Algumas feministas dizem que não existe o termo magrofobia. Talvez não exista porque alguém chegou [antes] e deu um nome para algo mais evidente dentro da sociedade de consumo atual, que valoriza a magra bonita, mas não a magra feia e, para o resto, deu o nome de bullying.
Então você ignora que exista magrofobia? O que dizer então sobre o bullying contra crianças magras por exemplo, que foi o que eu sofri a infância inteira e adolescência? Vamos fingir que isso não existiu e não existe mais, só por que sua dor é mais importante?
Na escola, muitas formas de discriminação são praticadas hoje, contra meninas gordas e magras. Palavras novas, como tais, ainda precisam ser pensadas. Vamos deixar os meninos de lado? A infância precisa ser dividida?
Na minha época, havia preconceito na escola contra as magras, pois o padrão de beleza era ligeiramente diferente. Existia sim, o culto à beleza 'magra' em alguns setores sociais, mas existia um culto à beleza curvilínea. As 'secas' como eu, eram ridicularizadas. Eu era uma criança, e já sofria isso.
E, se um segmento não quer compartilhar a dor com ninguém, algo está errado.
E aí parece que a 'magra' precisa ser excluída, o 'homem' precisa ser execrado.
Puxa, eu sei bem o que sofri, quis ser solidária com uma feminista que estava escrevendo sobre o fato de ser gorda, mas não fui 'aceita'. Pois parece que não existe sofrimento no mundo das magras.
Que torpe isso.
É por essa razão que a mulher continua sendo dividida para ser explorada, assim como toda a mercadoria a ser manipulada pelo sistema que os 'libertários' querem combater com "palavras", "termos", mas não com união e sabedoria.

Eu não pertenço a nada - o título feminista ali em cima do blog é para provocar algumas feministas que sempre me olham na rua de cima a baixo, e ficam procurando na minha roupa, cabelo e corpo, algo para me enquadrar, e também para provocar o povo de direita que fica puto da vida com minhas ideias -

Quando assisto de longe essa situação, essas mulheres cumprindo estereótipos, brigando entre si, e me corrigindo toda a vez que eu vou falar algo, desabafar, ser solidária, manifestar meu feminismo natural e justo, eu vejo, nitidamente, como nos tempos de colégio, os velhos grupos de meninas divididos entre si.
As gordas contra as magras, brigando por causa de meninos, por causa de comida, por causa de inveja, por causa de notas ou atenção de professores. Eu vejo apenas mudados os ambientes, mas a mesma infantilidade, nesse ar de reprovação, de negação, em que as mulheres se reprovam umas às outras.

O uso exagerado de palavras inventadas não me convence pois separam, provocam o mesmo efeito que querem combater.
Palavras novas não me convencem, quando as atitudes de segregação, ainda são as mesmas. É o velho jogo de meninas. 
Não me interessa saber sobre as origens das palavras, dos termos, pois simplesmente detesto apegos ao dicionário, polícia das palavras, vigia dos vocábulos, colocar o X ali ou acolá me parece neura ou TOC. Acho ridículo alguém ir buscar nas grades de sua cela a liberdade, e querer usar os cadeados como peças de libertação. Me cansa ver alguém mudando as palavras de lugar o tempo todo, como se isso fosse garantia de alguma liberdade, e não apenas um teatro de sua inutilidade frente a um mundo opressor, que ri de tudo isso. O dicionário, assim como qualquer tipo de controlador da linguagem ou do que quer que seja, é um objeto repressor tão forte quanto qualquer outro, e é apenas mais um, controlador!

Feiras, fragmentos e orelhas dos livros

Abrindo a esmo qualquer livro do escritor que mais adoro, eis a agradável surpresa:
Todas as fotos feitas na Feira do Livro de Porto Alegre.
Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
"Madrugadas intermináveis quando as estrelas pareciam coladas a uma imensa geleira cor de prata e quando todos os relógios do mundo pareciam andar para trás, como se precisassem dar mais tempo a dor, a dor tanto daquele que estava "possuído pelo mal", como daqueles que o haviam levado ali para os braços de Dymphne. Muitas vezes o sofrimento dos "responsáveis" pelo doente é muito maior do que o próprio doente." Ezio Flavio Bazzo em Dymphne A Santa Protetora dos Loucos
Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 "O trem mergulha na neblina sem alterar em nada sua suavidade e sua marcha, enquanto por debaixo dos assentos "emerge" um calor voluptuoso. Vamos em silêncio, ela e eu, em busca da tumba de van Gogh. Acabamos de saltar da cama, ela antes de mim, quase sonâmbula de tanto vinho e de tanto gozo. Desta vez foi ela quem tomou a iniciativa, enquanto eu fingia que dormia: brincou com meu pau, lambeu-o, apertou-o com uma certa violência e depois encostou-se nele com as pernas abertas, a buceta úmida e o introduziu em si bruscamente." Ezio Flavio Bazzo em Necrocídio
Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 "Para aquele que sabe o que na realidade há de passar, as crianças são inocentes condenados (não à morte, mas sim à vida) que ainda não sabem o conteúdo de sua sentença." Ezio Flavio Bazzo no livro Mendigos Párias ou Heróis da Cultura?
Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
"A escrita como dependência. Basta um furacão inconsciênte derrubar os muros da repressão e eis-nos de caneta em punho, dissimulando sentimentos, aventuras, pesadelos, culpas, sonhos abomináveis ou, por que não, satânicos..." Ezio Flavio Bazzo em Lênin nos subterrâneos do CONIC

 "Como admitir passivamente a idéia de que a garrafa de vinho de quatrocentos Francos será, duas horas depois, uma garrafa de mijo fumegante, sem sentir-se explorado, humilhado e transformado numa espécie de homo-alambiquis? Mas todo esse conflito, os homens e as mulheres se negam a expressar em público, silenciam a respeito e fazem de conta que não possuem cinco metros de intestinos. Quando muito, apenas as privadas o conhecem, porque é lá, dentro delas, que cada um expressa sua (indiferença), sua escatologia voluptuosa ou sua mais genuína viagem esquizofrênica."Ezio Flavio Bazzo em Toaletes e Guilhotinas - Uma epistemologia da merda e da vingança
Foto Marcio de Almeida Bueno/http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
"Tanto as fotos como os textos contidos neste trabalho podem ser usados por qualquer um e de maneira que bem entender. Aqueles que quiserem citar a fonte, que o façam ou por ética ou por reverência, jamais por medo da carriola de editores ou da Lei."
"Dedico este livro ao meu irmão Agenor morto ironicamente no último domingo de carnaval. A ele que foi o "herói" de minha infância e que preferiu viver seus últimos quarenta anos mergulhado nos abismos da embriaguez a fazer o jogo hipócrita e risível da cultura. Sim, a ele, que sem nunca ter lido nada de Vargas Vila foi sempre o mais soberbo e o mais magnanimo dos vargasvilianos."  Apresentação e dedicatória  do livro Assim Falou Vargas Vila, de Ezio Flavio Bazzo, Companhia das Tetas Publicadora.
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