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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O cuidador de flores do posto de gasolina

Seu João Valmir é quem cuida das orquídeas que me chamaram a atenção neste posto de gasolina em frente ao IPA, na Bela Vista, quando eu caminhava pela cidade...
As orquídeas, que são chamadas de 'bizarras' pelos botânicos, por serem totalmente anômalas, incomparáveis às outras flores, ficam aí escandalosamente atraindo polinizadores, na Primavera, que começa hoje.
A estação mais perfumada, de clima fresco. Eu prefiro ouvir as aves cantarem logo no início da manhã e até mesmo de madrugada há aquelas noturnas que cantam sem parar. Os insetos polinizam e se mobilizam.
Seu João diz que é louco por plantas. E cuida delas a muitos anos. Fiquei comovida.
 E saio por aí a fotografar rosas, minha paixão. Já que plantar não é comigo. E minha mãe já não me traz mais suas flores...as orquídeas foram uma surpresa, já que são tão raras.


Esta não é orquídea. É um tipo de gerânio.





E travo contato com os plantadores de flores, cuidadores de vida. E descubro que tem gente que se importa, lhe dá um sorriso e entra em contato, na Primavera, em Porto Alegre.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Cara de qual carne?

Capsicum annuum var. annuum ‘Peter ‘ ( Penis Pepper) .
artigo de Ellen Augusta publicado na ANDA http://www.anda.jor.br
Minha coluna pode ser lida, com atualizações mensais, neste link: ColunaDesobediênciaVegana

Recentemente uma pessoa famosa foi vista com um casaco de pele. A pele era falsa, mas como a celebridade é alvo de fofoca, só depois foi confirmado o fato. Até então, os mesmos que espalharam o boato, não se furtaram de usar seus sapatos e artefatos de couro – que é pele sem pelos – nem deixaram de tomar leite, nem de praticar toda a extensão do mal que causam aos animais. Mas julgam-se defensores, gritam em nome de uma justiça que talvez não sejam capazes de fazer.
O que a celebridade incentivou, na verdade, foi a indústria têxtil que não utiliza peles de animais.
O que essas pessoas ‘críticas’ incentivam, é a indústria do couro e o cinismo, de que se pode comer e utilizar uns, e sacralizar outros. É muito mais nocivo usar algo de origem animal, mesmo escondido, do que usar um produto que poupe os animais. Lembrando que os curtumes de couro podem poluir até muito mais, pois é mais comum. Nas lojas, vendedoras mal informadas dizem: couro é caro. Mentira. Existem couros animais de todos os tipos, vagabundos. A carne e o couro brasileiro nem são aceitos em alguns países pela sua baixa qualidade, exploração do trabalho e poluição.
O purismo de evitar as comidas veganas que ‘lembram’ carne beira a ingenuidade, já que o sabor é independente do formato e da origem. O sabor defumado da carne, soja ou glútem, bem como embutidos, vem da fumaça, basicamente. É um método antigo e era aplicado até mesmo ao chá na China.
É preciso deixar de endeusar a carne e esse é um erro que até mesmo veganos cometem quando se recusam a comer coisas veganas, só porque se parecem com carne. Não se desapegaram, é preciso desencanar. Desprezam a criatividade dos chefs, os avanços da indústria e mercado, que criam sabores atribuídos erroneamente à carne. Ficar implicando porque algo parece ovo ou lembra o gosto de queijo é preciosismo, pois animais estão morrendo de verdade e as pessoas os comem muito mais por vício, lobby e imposição social. É um resquício da visão especista achar que livrando-se da forma, liberta-se do conteúdo.
Os alimentos práticos foram criados para o dia a dia. A salsicha, por exemplo, era feita de tripas de animais. Foi substituída por celulose vegetal. Os veganos substituem seu conteúdo por produtos vegetais. A salsicha tem praticidade semelhante à banana, uma fruta que nem precisa ser lavada e pode ser consumida em qualquer parte. O leite vegetal, o (‘milk’)-shake vegetal, o pão, tudo é prático e não queremos deixar de comê-los. Queremos deixar de explorar os animais.
Toda a alimentação vegana corresponde à alimentação que ‘lá fora’ é de origem animal. A pizza vegana, é uma versão da pizza que, comumente é feita com ingredientes de origem animal. Um cogumelo (Reino Fungi) que, botanicamente falando, não é nem do Reino Vegetal nem do Reino Animal, tem sabores que lembram carnes na maior parte das vezes. Ele é saboroso e nutritivo. Até mesmo um inocente azeite aromático que eu preparo em casa com alho e manjericão, tem gosto de linguiça! Pois a base do tempero da linguiça é praticamente a mesma.
Algumas coisas, ao contrário, eram originalmente vegetais, e foram adaptadas à culinária tradicional por misturas culturais e as pessoas nem sabem, mas se recusam a comer a versão vegana. Há sabores únicos na culinária vegana, porém, pode-se criar pratos comuns, como os que lembram as coisas da infância, trazendo para perto da filosofia vegana, muitas pessoas.
O argumento de que a carne é nojenta não coloca em dúvida o ato de comer ou não animais. Questões particulares não se aplicam ao todo. A carne e derivados de origem animal, ovos, leite, queijo, couros-peles, são símbolos de exploração, porém atribuir nojo como o único argumento para o não consumo de carne não sensibiliza quem come carne e não sente nojo algum, pois este não foi o motivo que fez a maioria das pessoas a parar de comer carne. Nem mesmo o argumento de que ela faz mal para a saúde é convincente, já que há pessoas saudáveis a consumir animais.
O incômodo para elas é de outra natureza. Há pesquisas aos montes comprovando a longevidade e saúde dos veganos, do nascimento à velhice. Mas o ser vegano é um estilo de vida baseado na ética, pois somos contrários à exploração de animais ‘felizes’ e às ditas galinhas saudáveis e vacas verdes, já que é o mesmo que bater com permissão ou com anestesia.
Não há um selo que consagra à pecuária e à carne e derivados de origem animal a detenção dos direitos sobre os sabores, formatos e até mesmo os nomes para alimentos e para o nosso paladar. Então é preciso acordar para o fato de que não existe patente requerida para o sabor.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Primavera celebrada

Os nomes 'patas de aranha', 'unhas de gato' eram nomes de plantas, disfarçados para que ninguém descobrisse o segredo de suas poções e para assustar curiosos...
 
Ostara é comemorado no Equinócio da Primavera. É a estação das flores e da alegria. O perfume fica no ar, os animais sentem os cheiros novos das plantas e o nascimento de algumas espécies acontece nessa época.

A minha Primavera ainda é cercada pelos mistérios da morte, que em sonhos aparecem, resultado do luto e da terapia. Os sonhos mostram as feridas, as flores e os objetos simbólicos...

Entre eles, esqueletos de navios, muitos objetos e bonecas, estradas de sonhos antigos, antigas lembranças e casas...

Estou alegre, pois coisas tristes estão saindo de mim. Os sonhos são como uma outra vida, que estou vivendo, ao adormecer desta.

Um dos costumes mais bonitos dessa época são as grinaldas de flores...
A minha grinalda está sendo feita com as flores da saudade.


Costumes de Ostara: fogueiras pela manhã, tocar sinos, colher flores para enfeitar a casa. As flores nessa época são mágicas, segundo os praticantes da Wicca. E devem ser secas ao natural e colocadas na decoração até o ano seguinte. Eu fiz a minha decoração com sempre-vivas, que é a minha flor preferida. É uma flor de ambientes secos e altos, uma Asteraceae, ou seja, uma flor composta, caracterizada por ser um conjunto de pequenas flores (como o girasol) cercada de pseudo pétalas. As pétalas das sempre-vivas são naturalmente secas, portanto, duram eternamente, somente deve-se secar os talos. Mesmo secas, elas murcham com a umidade, depois desabrocham com o sol.
Ellen Augusta
 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Horta caseira

 comecei a minha horta caseira, em cima de um secador de roupas desativado. Pois se deixar próximo ao chão meus gatos gostam de morder...
 algumas sementes vindas da feira do livro...




 é uma alternativa econômica e barata de ter suas próprias ervas, temperos e chás, além de ser muito divertido.

Dicas: plante temperos que vá usar em casa, chás e plantas resistentes.
se tem animais em casa, deixe a horta em lugar alto, pois a terra pode conter germes que atacam animais. A terra das minhas plantinhas trouxe da horta da minha mãe.
Molhe regularmente, mas não precisa exagerar. As plantas são resilientes.
Busque sementes novas na feira local, mude de vez em quando, plante.
Reutilize embalagens, vasinhos, garrafinhas, recicle.

domingo, 30 de maio de 2010

Uma praça e alguns passeios

fotos de Marcio de Almeida Bueno http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
Passeando pelas redondezas, achamos coisas muito lindas e muita inspiração para fotografar
Adoro fotografar corredores, devo ter uma coleção de fotos de corredores, decorações antigas e fotos de portas, pátios, etc.

Uma casa bonita, parece ser de estilo português...
Alguém pode adivinhar que praça é esta?:
Num lugar alto e com uma vista muito linda
Amantes de aves e insetos fizeram um espaço para eles se alimentarem, com água e comida disponível

Possui muitas árvores exóticas de beleza chamativa...




Algumas árvores são de clima frio, algumas são nativas e todas são lindíssimas!

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Formação profissional para interessados em Botânica, alimentação e segurança alimentar.





Ontem, no Intituto Goethe ocorreu a Terça Ecológica promovida pelo Núcleo de Ecojornalistas do RS.
Sempre na primeira terça feira do mês ocorre um debate ou palestra totalmente gratuita, sobre ambiente, jornalismo e políticas ambientais.
O evento de ontem foi “O Sabor das Plantas Alimentícias não Convencionais”, apresentado pela Ingrid Barros, da UFRGS e a Silvana, do Sítio Capororoca, que tem banca na Feira Ecológica do Bom Fim, sábados pela manhã.
Fui prestigiar o evento juntamente com a nutricionista Cláudia Lulkin. O local estava cheio e a palestra começou com a exposição de diversas plantas desconhecidas pela maioria da população, mas que eram utilizadas antigamente como alimento.
Essas plantas foram esquecidas pelas populações atuais, muitas são consideradas ervas daninhas.
Em Portugal, há um livro de plantas invasoras chamado "Guia Prático para a identificação de plantas invasoras de Portugal Continental", de Elizabete e Hélia Marchante e Helena Freitas. Este livro ilustra de forma belíssima muitas plantas daninhas comuns também aqui no Brasil e algumas dessas plantas são comestíveis.
As plantas apresentadas pela Silvana são nativas de Porto Alegre na sua maioria. Muitas são conhecidas dos povos antigos, indígenas, imigrantes que há muito sabiam de seu uso. Algumas plantas foram trazidas de fora como o tomate de árvore, que é andino e se adaptou aqui.
A capuchinha, a batata de árvore (cará de árvore), o pepininho, o hibiscus, a Phisalia, e muitas outras que nos fez recordar a infância na casa da nona, que fazia o poderoso raditi! O amargo dente de leão, a docura do tomate de árvore que lembra muito meu pai, que a trouxe como uma novidade.
Um fato interessante no evento foi a quantidade de vegetarianos que se manifestaram espontaneamente, afirmando que foram ao evento com curiosidade sobre mais alternativas alimentares.
Há algum tempo temos notado este crescente aumento do interesse pelo vegetarianismo, veganismo e já está ficando mais visível em eventos que participamos, muitos deles sem relação com a causa animal.
No final provamos um pão vegano, feito apenas com água, farinha, temperos e flores.
Com acompanhamento doce e salgado feito com frutas locais.
O evento Terça Ecológica inicia às 19h, no auditório do Instituto Goethe, Av. 24 de Outubro, 112,
Bairro Independência, Porto Alegre.
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