segunda-feira, 19 de junho de 2017

Ansiedade e sentimento de urgência - tentando voltar a ser viva

Como seria bom viver sem depender das reações alheias, ser dona de mim mesma.
Nos últimos dias, estou reconhecendo o quanto é difícil e o quanto fiz as mesmas coisas minha vida inteira.
Eu me apeguei a um conceito aprendido na minha adolescência, eu me liguei às sombras, pois a morte era mais confortável do que a vida que eu levava. Eu entrei no período romântico, na idade das trevas da minha mente, eu fiz o que achei poético, o que salvava minha alma dos dias reais.
Me apeguei a isso, sem nunca mudar, sem nunca pensar de outro modo.

2017, ano de profundas mudanças na minha vida.

Os estímulos são muitos, aquela necessidade de ter uma resposta, de ter uma opinião, de ser/estar sempre presente, o modo de ser rede-social... a espera de respostas rápidas, o pedido de amizade, o controle sobre tudo, até tudo se perder...

Eu me perdi. Me envolvi tanto na vida de quem eu amo, mas eu me perdi. E amar apenas, sem ter um centro em si mesma, é triste, pois não estou mais em mim.

Quando fiz terapia, naqueles anos lá, anteriores a estas coisas, aprendi a reconhecer quando começam os ciclos de vai e vem na minha vida, a desesperança, a tristeza, depois os dias alegres e a sensação de que nada é para sempre... Aproveitar os dias bons e ignorar os dias ruins. Mas às vezes, nem isso, tem dias que nada funciona. Estes dias, por exemplo....

Ontem eu tive febre, uma febre que é um sintoma... de quem se perdeu já a muito. Eu apenas queria ter quem amo ao meu lado. E ele veio, desceu do carro, subiu comigo... e quando eu estava na cama, meio ruim, com aquele frio, observava seu jeito de me olhar... eu pensava: talvez esteja preocupado comigo, talvez esteja me achando uma chata...eu estava ali, frágil como nunca estive.

Ontem eu precisava dos meus amigos. E três amigas me ajudaram. Uma veio ficar comigo até ele chegar. Outra irá me ajudar hoje: eu sei que ela vai me curar das feridas, pois é minha melhor amiga, como uma irmã. A outra me ajudou com palavras, conversamos todos os dias.
Não era nada grave, mas nesse momento precisava de alguém.

A vida estava entre meus dedos, um fio de nada que eu insistia em carregar e manter, com a ideia em mente de que sempre vou me recuperar, não importa o que aconteça. Eu digo que quero morrer, e tem vezes que eu quis, mas a vida em mim está funcionando, na vontade de mudar, de ser melhor, de querer estar com quem amo e admiro.

Escolhi a vida, é o que estou a fazer.

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