sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Flores para o Solstício de Verão

O que eu faço com estas flores vivas?


Sonhei que minhas flores estavam vivas, prefiro
a eternidade das mortas
Elas que já tiveram um suspiro em minhas mãos
pertenceram ao vento, ao teu sorriso e um dia foram colhidas e destinadas a mim.

Acordam-me nos sonhos, brancas, roxas, sofrem em meu coração.
A concordância de serem frágeis, destinadas ao não ser.
À negação, ao féretro, ao perfume, à conquista efêmera de um momento.

Nunca soube ser nada além do corte.

A névoa de um balanço, as flores se movem no ar. Basta tua presença.
Sinto-me trêmula como as rosas.

Com a melancolia no olhar, ele as observa impassível, porque também é tão sensível
quanto uma flor.

Ellen Augusta

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