segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Enlevo

Por que fui conhecer o medo
diante de seus olhos fechados
onde estava minha loucura
precisava dela ali.


a saudade inventa traços
descrevendo o que cai pela janela - um céu negro imensurável
a caneta escreve o inegável, por dentro
o sonho de ser teu corpo

Encantada pelas lembranças de tuas palavras,
o invólucro da presença,
é suicídio, mas para quem quer morrer
é alívio.

É o contrário, mas para minha poesia, precisa ser assim.

A recordação, caminha com os pés em direção às marés
carregada de cortadas dores, eróticos pensamentos,
lágrimas incômodas
a falta doentia levo-a e jamais voltará.

se tudo o que escrevo inexiste, eu mesma nem sei
se alguma coisa restou
o que sinto, já não entendo,
a noite, a nuvem quando cai,
é por ter adormecido
dentro da história que eu sou.

Ellen Augusta





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