sábado, 7 de novembro de 2015

Eu como sem culpa porque sou livre e o filme Terráqueos - uma aula sobre a liberdade

O cozinheiro é meu marido, e minha função é comer. Adoro.

 Estou resgantando as fotos de uns CDs antigos e salvando no meu HD, achei essas fotos.
Enquanto isso, estou ouvindo palestras do de um professor de história que costuma comparar Shakespeare com Facebook. Mas já tirei-as daqui do blog, desde que ele começou a falar que células são animais, plantas sentem dor e que Hitler era vegetariano, da dor das cenouras, etc, depois dessas falácias, infelizmente, não levei mais a sério.

Se ele fala assim, de coisas que conheço, sou bióloga, como vou saber se o resto é confiável? Bem, ele estava falando sobre utopia quando citou o exemplo de um aluno que queria salvar os cães dos testes em animais, aí ele disse: "por que não salva também os animais unicelulares?" (hã) Disse que nas mãos havia milhares de animais unicelulares. Desliguei o Youtube.
Antes disso, curiosamente ele estava falando dos sintomas da velhice. Só que este, é um sintoma típico de velho. A desesperança, as falácias de que, não se pode fazer nada por uns, se não fizermos por todo um conjunto, por todo o planeta, e ao mesmo tempo agora, temos que ser um velho chato que só reclama "no meu tempo era bom" ou apenas comer a carne que mata, se acostumar, silenciar, o é pior!!!! Senilidade chegando.

Depois ele veio com uma lenda de que Hitler era vegetariano. O livro Der totale Rausch (O delírio total), de Norman Ohler mostra um ditador que usava drogas, e não era natureba como se pensa. No livro Hitler, Not vegetarian, Not Animal lover, de Rinn Berry, o autor mostra Hitler como não vegetariano e tampouco amigo dos animais como se fez crer pelos seus adoradores. Mas como a propaganda nazista foi tão forte, seus retardados até hoje a reproduzem por aí nos fóruns e redes. E até esse professor de HISTORIA não é capaz de saber a verdade.
Essas fotos são do tempo em que eu me preocupava mais com a casa...é sempre assim. Houve tempos, há tempos...em que as coisas te culpam. Você tem que ser como a sociedade te ensina.
E encontrei essas fotografias de comidas, as comidas alegres que meu marido prepara.
Com o tempo a gente foi simplificando a vida e gastando cada vez menos. Para não ter que se matar correndo atrás da máquina. E poder viver a vida. Sem a culpa de cumprir as regras. E o melhor de tudo, poder ajudar os animais.
Hoje tudo é diferente, não tenho tanta preocupação com coisas da casa e dedico meu tempo ao que interessa. E às vezes perco a noção do que importa mais. Meus livros às vezes ficam parados, nem sei onde parei de ler. Eu volto e busco o que eu amei mais. Fica o que brilha.
Me tornei uma espécie de criança que não tem mais a noção do tempo. Mas amadureci para a flexibilidade e o domínio do meu ócio. Nunca mais vou vender minha vida para ninguém, em trabalhos que matem meu tempo. Trabalhar só naquilo que vale a pena. Seu Madruga, meu ídolo maior.
Essas comidas simples e baratas são coisas que a gente faz sem gastar muito.
A comida vegana é barata, e assim você economiza tempo e dinheiro.
Além de tudo, obriga-se a procurar, pesquisar, aprender.. tudo em função de um estilo de vida em que a preocupação é, ao menos deve ser, pelos animais. É a minha!
Ser vegano é o maior ato de liberdade que tomei até hoje. Das melhores decisões da minha vida.
É por isso que sempre recomendo o filme Terráqueos que mudou minha vida.
É forte, sim. Mas é a lembrança, daquilo que acontece à luz do dia, e que não posso esquecer. A trilha sonora é maravilhosa. Emocionante. Eu nunca o vejo como algo triste. Não. Foi triste no primeiro dia. Foi ele que me fez vegana, direto. Mas hoje eu tenho ele como um sinal de quem eu fui. Um marco. Não o vejo como triste.
Esse documentário é o filme da minha vida, é a memória do dia em que me tornei vegana. Minha tomada de liberdade. E o retrato da falta de liberdade dos animais, que a tirania humana tomou.
Recomendo a todos como um marco do antes e depois para uma vida verdadeiramente livre. Um lembrete para quando alguém vacilar, lembrar daquilo que viu ali, milhares de animais sendo torturados e a culpa é sua. Não é de alguém "lá fora" é de cada um que compactua com isso.
Assista aqui depois: http://www.terraqueos.org/
RECADO OU PS para você que acha que esses detalhes sobre conhecimentos gerais são banais. É uma pena que um professor de História não saiba nada sobre uma cenoura, e ainda acredite como a maioria dos idiotas, que ela sente a mesma dor que um animal. Os vegetais não sentem dor. Os animais são torturados e seria preciso comparar, na frente desse ser que aparentemente é culto, mas bruto nesse aspecto, como as plantas são na sua maior parte, não comestíveis, mas os animais, são massacrados pela humanidade - para os mais diversos fins.

Desde a alimentação, até o abuso sexual

Então, ele deveria ter calado a boca e ter usado um outro exemplo, não um exemplo atrasado. Que aliás, todos usam. Todos! Infelizmente. Não conheci, até hoje, uma pessoa - senso comum - , que não veio com algum desses argumentos cretinos para cima de mim, quando veio "argumentar".

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