quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Os castelos urbanos

Caminhando em busca de beleza, um motivo para preencher o dia de Sol, um tanto nublado.
Um motivo para enchê-lo com mais nuvens, pois adoro os dias de nuvens ensolaradas. 
Assim saímos para a rua!
E, com meu olho biônico fui atrás de algumas igrejas, os castelos urbanos...
 Olha que lindo!!! Eles lutam ou se complementam?
Que linda arte, linda para uma tatoo ou um quadro, simplesmente demais.
 A maior parte das igrejas, sempre com portas cerradas, esconde suas belezas internas. Foda-se, pego o que dá. Outras, revelam os tesouros em cima de suas torres, apontando sempre para o impossível, a única coisa que podem mesmo comprovar: o nada ilusório, o ar, a morte.
As nuvens, a incerteza de tudo. E caminhando por essas capelas fui encontrando símbolos perdidos, capturados de outras eras, transformados em outros signos, tornados visíveis para uns, perdidos para outros, desconhecidos para a quase totalidade das pessoas.
Eu, que nem mesmo creio tanto, quero saber. Por respeito e admiração, curiosidade e afeição aos signos eternos universais.
Mas muitos daqueles que creem, nem mesmo se interessam pelo que está debaixo de seus pés e acima de suas cabeças?
Nos observam sempre com seus assombros e sua proteção em demasia
 Essa é a Igreja São Pedro, linda por fora e rica por dentro.
 Sempre que passo na sua frente, entro para ver sua riqueza. 
 Neste dia havia senhoras recitando o Rosário.
 São lindos os adornos de cada canto dessa igreja, nunca me canso de olhar.
 Quase todas as fotos são do autor do blog: http://diretodeportoalegre.blogspot.com.br/
 As cores que me encantam, o azul negro, o céu morto como aquele que o criou.
E outros cantos obscuros. Um lugar de paz, sem dúvida.
 A luz só entra no recinto se for para tornar sagrado os símbolos, para dar essa aura de mistério a tudo.
 É um lugar perfeito para meditar, mas eu jamais consegui, não são coisas para mim.
  A única coisa que faço num lugar desses é admirar. Ver o belo, e saber que nestes locais, o que mais acontece são outros olhos a me observar. Outros fiéis a me sondar, outros julgamentos, outros deuses com mais voz gritando, dentro de si mesmos. Ou não!
Fotografando um desses castelos urbanos, encontramos um fotógrafo, arquiteto amador, que também estava a fotografar igrejas. Ficamos um bom tempo conversando sobre arquiteturas de templos.
Ele nos explicou a diferença entre arquitetura gótica e neo gótica, e de como algumas igrejas misturam estilos, por conta de motivos políticos e econômicos. Também contou sobre algumas igrejinhas do interior e das forças entre religiões, e de como existem diferenças entre as siglas das religiões luteranas de acordo com sua origem, por exemplo.
Considerando que portoalegrense não conversa com estranhos, por diversas razões, entre elas o nariz empinado e o medo do outro, me espantei com a simpatia desse senhor. Talvez ele fosse do interior. Simplesmente nos encontramos na rua, conversamos bastante tempo e nos despedimos. Trocamos ideias sobre casas antigas também, lugares que, em breve, deixarão de existir pela especulação imobiliária.
Essa é uma cruz de uma igreja luterana que fica bem ali no centro. 
Sabe no que eu acredito? Na água benta. Sempre que saio de um local sagrado (quando eu entro em um), pego um pouco da água benta, seja da religião que for. Não interessa quem a benzeu, nem as intenções, por que na verdade sou simpática à ideia apenas, não tenho interesses envolvidos. 
Apenas acho que a água conduz todas as coisas e vontades. Ao sair sempre toco na água, não penso em nada, mas gosto dela.

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