terça-feira, 9 de junho de 2015

Quando o Oceano te levou

À casa que se foi

O que caiu naquelas ondas. A minha morte em mar estranho.
A minha casa. O farol. A luz de outrora que nunca se apaga em meu olhar.
Aquela imagem de meus pés a caminhar. As palavras que escrevi para ti.
Camposanto de San Juan - Puerto Rico


Aguas de sal.
Areia pesada.
A horta, as flores que ela cultivava. A terra que nasceu comigo.
O amor que ele nunca me deixava.
O imaterial que estava naquelas coisas.
Nas pequenas e poucas coisas.
Camposanto de San Juan - Puerto Rico
Eu tive e não tive. Era meu, mas de quem seria?
Depois aos meus olhos, o luar, amanheceria.
O mar era meu confidente. As palavras amigo e amor.
O amor adolescente que estava sempre distante [como tudo sempre esteve]
Ela não planta mais suas flores,
De modo que não cultiva mais suas dores.
Ele não olha mais suas árvores, não colhe mais o que plantou.
Não tenho mais minha tristeza, ao menos esta. Só esta. Mas que pesava tanto.
O mar continua me chamando. Precisava morrer para vê-lo, pois sou tão covarde para ir ao seu encontro.
Ellen Augusta

2 comentários:

  1. Sempre tive vontade de conhecer Porto Rico!!!
    Lindas as poesias! Tem uma espiritualidade, um quê de mergulho no azul profundo do mar... uma melancolia... adorei!
    Bjsss

    Se tiver um tempinho, assista (talvez já tenha assistido) o "Diário de um jornalista bêbado", foi rodado lá em Porto Rico, mostra a "mão de ferro" dos americanos nos países da América Central.

    Não suma!!!

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  2. Ah, que poema profundo, cheio de um sentir genuíno. Parabéns, quer poeta!

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