terça-feira, 9 de junho de 2015

Pelos 43 estudantes desaparecidos no México

No dia 7 de junho participamos do Dia Mundial Pela Defesa dos Direitos Animais que está postado aqui: https://www.facebook.com/media/set/set=a.876949335718522.1073741865.145774425502687&type=1
Depois, o organizador emprestou seu equipamento de som para a Caravana Sudamérica 43 Brasil, Uruguay Y Argentina em memória dos 43 estudantes desaparecidos no México. Um dos sobreviventes estava na manifestação.
No México, assim como aqui no Brasil, a censura, o desconhecimento do que significa Direitos Humanos, a desinformação, a força do narcotráfico, a corrupção na polícia, são os principais motivos da impunidade e da tristeza que nos assola.

Não podemos pensar que estamos a salvo, visto que na época da Copa do Mundo, com tantos crimes e coisas que temos para resolver, teve gente que foi presa, detida e censurada, sem ter cometido crime algum. E, saímos de uma ditadura praticamente ontem. Só os ingênuos e incautos acham que vivemos livres.

E teve desavisado que nada tinha a ver com a manifestação do México que chegou no evento e já veio discutir com o nosso grupo, sendo que nós havíamos emprestado o equipamento para os mexicanos. Novamente o preconceito por que somos uma entidade a favor dos animais. Isso não impede que nossa luta se estenda para todos. Nem significa que todos da causa animal sejam santos.
Mas o babaca já veio com pedras na mão. Depois fui lá perguntar se ele era da organização, pois eu estava fazendo fotos para este blog.
Não só o trouxa não era, como depois de fazer os gestos histriônicos típicos de esquerda, foi embora. Ou seja, ele ficou dois minutos. Nós estamos nas causas, lutando a um tempão. E estes idiotas chegam para falar, sem saber de nada. O cara era um viandante (transeunte), um portoalegrense típico de nariz empinado, dos que tenho conhecido vários, desde que vim morar aqui.

É um ou dois apenas quem faz chilique, mas como não poderia deixar de falar em meu blog, pois aqui não é só flores nem puxo saco, deixo sempre registrado. Não fico calada diante das injustiças. Quem deixa quieto é conivente e é mais culpado, é mais covarde ainda.

O resto das pessoas estava lá prestando atenção, não apenas em nossa manifestação, que foi um sucesso, mas nesta, que merece ser ouvida.

Para saber mais sobre este assunto, pesquise no Google do México os 43 normalistas de Ayotzinapa.

Eles merecem que, pelo menos, a gente deixe de ser tacanho aqui no Brasil e comece a ler sobre Direitos Humanos.

2 comentários:

  1. Ellen, curto muito seus textos. São simples, diretos, sem arrogância ou intelectualismo, sempre na veia. Acho bacana sua coerência e a forma respeitosa como trata as diferentes causas em favor da liberdade. Mas talvez por desconhecer o contexto, não consegui compreender o que incomodou o transeunte. Outra coisa: seriam seus "gestos histriônicos típicos de esquerda" ou de um esteriótipo dela? Abraços.

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  2. Oi Ara, obrigada por comentar ali na minha postagem... Na causa animal, estamos acostumados a lidar com pessoas que se incomodam com nosso existir por si só. E, não é exagero, até Paulo Coelho, diz que a liberdade de uns incomoda outros. Mas, como sou de esquerda (na verdade qualquer pessoa lúcida deveria ser) circulo e conheço bem quem é. Conheço bem os gestos e modos de pessoas que mergulham em jargões, modos histriônicos e andam em estereótipos, seguem padrões e fazem o jogo e nem todo mundo de esquerda é assim, óbvio. Mas meus textos não são de obviedades. Não sou desse tipo, na verdade, estou fora disso, não pertenço a partidos, nem a nada. bjs

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