terça-feira, 30 de dezembro de 2014

N. Maria

Um sopro quase musical do vento a correr. Escorre o pranto.
Flores vermelhas, rosas negras. As rosas que eu recebi e as que te levei.
O sol brilhava nas folhas verdes.
Saudade botânica, infinita.
O passado existe apenas por detrás de meus olhos.
 A solidão hereditária
é uma flor interior
branca e perfumada. Alegre e cortante.

Sepultaste o amor em teu coração.
Quando perdeste o ar em teu peito.
Transparece em meus olhos teus traços.
A melancolia lastimosa de saber
que parte de mim também morreu.
Ellen Augusta

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