quarta-feira, 25 de junho de 2014

Olho por Olho e Dente por Dente

É comum nos países atrasados onde a população não lê, nem pensa, o desprezo pelos recursos públicos que já existem, e uma busca pelo que está longe, pela fábula, até mesmo pelo místico.
Se desprezam as leis, os juízes, cujos salários altos pagamos bem caro, e séculos de civilização, querendo retroceder para a famosa lei do Talião, ou a lei do dente por dente.
As pessoas ignorantes muitas vezes nem conhecem esta lei, outros a estudam e isso é mais cruel ainda.
A séculos atrás outros países faziam isso e já aprenderam que é uma forma arcaica de resolver as coisas, até porque em países com pena de morte os assassinos são ainda mais refinados e cruéis.
Sou a favor de manifestações bem fortes como as que vem ocorrendo nas ruas.
Destruir os símbolos da opressão, estes símbolos que muitas vezes somos obrigados a usar, pois não temos outra saída. Esse tipo de atitude é válida em tempos de revolta política, mas é diferente da lei do talião. Você é obrigado a ter conta em banco. Você é obrigado a ter telefone de multinacionais. Mas vai fazer discurso coxinha e postar aquela foto do tênis da Mike onde todo mundo é sabe-tudo.
(Eu tenho ordens médica para usar um determinado tipo de tênis. Não uso couro. Preciso comprar as marcas disponíveis. São marcas não visadas pelos pseudolibertários e coxinhas, mas são multinacionais, como qualquer outra.)

Temos polícia que deve trabalhar pela justiça. A polícia militar faz detenção, a civil, investigação. Quem faz o julgamento são os juízes. Nós os nomeamos. Ponto. Não temos que fazer justiça com as próprias mãos. Pagamos com recursos públicos (nosso dinheiro) pessoas que fazem isso por nós. O julgamento não nos cabe. Nos cabe outras coisas, descubra com seu cérebro o quê. Não é ir lá votar nas mesmas famílias de velhos de sempre.

O olho por olho já feriu e matou muitos inocentes, sobretudo mulheres, ao longo das eras.
Aqui mesmo neste país, recentemente, pessoas morreram por causa da lei do talião, e eram inocentes. Primeiro a torpeza, depois a verdade. O juiz, que deveria trabalhar, nem precisa fazer o julgamento, pois primeiro, um monte de ignorantes matou um inocente. O verdadeiro culpado está solto, rindo de todos, fazendo mais vítimas.

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