sexta-feira, 28 de março de 2014

Seitas, religiões e... trabalho

Cada vez menos trabalho, mais tempo e menos consumo. Isso incomoda certas pessoas.
Mas não é o que a maioria quer. Todos lutam por mais - trabalho, tempo e consumo, mesmo que não saiba o que fazer com os três, se os conseguir.
E hoje no rádio a dica era de como tornar o seu perfil nas redes capaz de atrair mais 'redes quentes de networks'.
Achei ridículo, do começo ao fim. Não bastasse que as redes sociais, por si só já estimulam a uma falsidade exuberante, para quem se propõe a ser falso, claro..., agora te ensinam como ser mais falso e o propósito é justamente para um lugar onde se deveria ser honesto: no trabalho.
E o que dá  isso é metaleiro com perfil branquinho, com interesses em 'pessoas', curtindo político reaça, programas de TV bonzinhos, tudo mediano e no bom senso, que é para ninguém te avaliar.
E gente tendo que dar conta e por vezes senha de redes sociais na hora da entrevista. Não basta mais tua cara e teus documentos.
Se as empresas tem tanta insegurança assim, deveriam rever seu pessoal de avaliação, por que é no dia à dia que se vê quem é quem, e não através de perfis e fotos publicadas fora do ambiente corporativo.
É a vida pessoal de cada um, ninguém tem o direito de invadir. Ninguém ganha a mais para ter que dar perfil pessoal, revelar suas crenças e coisas que faz fora do horário de trabalho.
Como aconteceu recentemente com uma pessoa que revelou ser atéia e foi tripudiada. Mas isso tudo foi em seu perfil pessoal. Só pessoas ingênuas acham que a pessoa é o seu trabalho. Existe um ser humano por trás daquele funcionário, ele pode ser totalmente diferente daquela pessoa neutra que te atende numa repartição pública. E assim deve ser.
Eu não tenho medo de nada, meu nome está no Google, se uma empresa é tão inteligente a ponto de saber procurar pelo meu nome na Internet, não precisa entrar em uma rede, (eu posso ter mais de uma, aliás), para saber quem eu sou. E ela saberá, nestes meios, de verdade?
Procuro ser eu mesma e jamais mascarar coisas. Não revelo tudo, por que nem tudo interessa e nem tudo quero contar. Mas é diferente de ser falso. E uma coisa é ter contatos de trabalho verdadeiros, o tal network, precisaria ser naturalmente feito e não essa coisa falsa, como é sugerido, que me lembra as propagandas de uma famosa empresa que vendia produtos de beleza antigamente.
Ela era como uma seita, mas jamais admitia. Ligavam para tua casa, enchiam o saco. E tinha muito bobo que caia nessa armação. E essa empresa existe até hoje, mas não com o glamour que tinha antigamente. Pois muita gente perdeu grana com isso e poucas ficaram ricas(pirâmide?).
E segue o baile - religião que se acha científica, que não se acha seita, aliás, nenhuma se considera, as outras é que são... e as 'filosofias de vida' que te enganam com promessas de trabalho, grana, e elevação espiritual... em certos grupos sociais, inclusive em que eu circulo, tem um monte de gente que acredita nessas coisas. Eles querem te fazer acreditar e são muitas vezes arrogantes e incisivos, mas se você lhes mostrar duas incoerências, já fecham a cara contigo. Tudo bem. Eu sempre vejo o lado bom nessas coisas e encontro coisas boas, mas que isso te faz perder um bom tempo na vida, com certeza. Isso resume um grande medo da morte que assola as pessoas muito antes da hora derradeira.
As redes sociais devem ser sociais, acredito que devem ser o mais próximas da realidade... não precisam revelar verdades sobre o ser, mas podem ser divertidas, podem ser usadas para o trabalho sim, mas não acredito nessas dicas de falsidades que escutei no rádio, tipo dicas de como esconder fotos, do que não colocar, e até de como enviar e-mails para possíveis 'amigos' de network... essa coisa de viver com medo do que os outros estão olhando... tenha dó! Se você não tem liberdade para trabalhar em um lugar, por que se sente sempre vigiado, imagine se essa vigilância se estende até sua casa e até suas pesquisas na Internet? Com o marco regulatório da Internet já estamos a caminho disso. Em alguns países a vida já é assim.
Mas eu não obedeço.
O que considero essencial é ser verdadeiro com as pessoas e ser correto no trabalho. Ser honesto, por que honestidade é um luxo e uma virtude. Fazer bem o seu trabalho é o seu currículo. Eu nunca mais atualizei o meu Curriculo Lattes e nenhum outro currículo, porque não importa mais para mim. As coisas que produzo agora são muito mais legais e úteis para a humanidade, animais e ecossitemas do que na época em que me preocupava com currículo. Mas isso é escolha pessoal minha, nada tem a ver com você.
E para quem ainda não tem experiência, o interessante é se grudar em quem tem, mas de uma forma verdadeira, sem falsidade. Com interesse em aprender, não em bajular.

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